Um dia chamado Maria Flor!

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Tenho hábito de me lembrar não de datas precisas mas sim do momento marcante em si, por isso posso dizer que não me lembro em qual data fui pedida em casamento mas me lembro, com riqueza de detalhes do dia em que fui pedida em casamento, me lembro do dia em que beijei o Juliano pela primeira vez mas não marquei qual foi a data em que isso aconteceu, me lembro do dia chamado Sophia, me lembro do dia chamado José Miguel, sabe porque isso? Porque assim eu me lembro apenas daquilo que realmente faz diferença pra mim.

O dia chamado Maria Flor foi um dia completamente diferente do planejado, do esperado, mas foi um dos melhores dias da minha vida. Planejei muito, esperei muito e as coisas aconteceram como tinham que acontecer. O dia começou de um jeito e acabou com uma pequena mamando em mim. Fiz questão de não me apegar aos momentos tensos, às notícias ruins, aos diagnósticos que não foram os melhores, me apeguei apenas à ideia de que aquele dia passaria a ter um novo nome, ele passaria a ser o dia chamado Maria Flor.

Desse dia guardei a emoção de ouvir o choro da minha filha pela primeira vez, guardei o cheiro que a cabecinha dela tinha assim que o médico a colocou próxima a mim, guardei os olhos dela me olhando enquanto eu conversava com ela a acalmando e dizendo que já já eu a pegaria no colo, e ela se acalmando ao ouvir a minha voz (isso está registrado em vídeo), guardei o gosto gostoso que se sente ao amamentar um filho, guardei os momentos bons. Tiveram vários momentos estranhos mas faço questão de guardar os momentos que mudaram a minha vida. Ah, guardei também a indignação de um pai irritado com um diagnóstico errado e fiquei ainda mais apaixonada por esse homem, que cuida, que ama, que protege, que apoia e que acompanha tudo. Desse dia guardei os olhos de espanto, encanto e felicidade da Sophia e do José Miguel ao verem a irmã pela primeira vez, o carinho dos dois ao me verem entrar no quarto, o cuidado dos dois com a irmã tão pequena…eu guardei o que o dia teve de melhor para oferecer.

Nesse dia entendi que a humanização é necessária em qualquer ocasião e vi essa humanização nos abraços de acolhimento da GO que fez o parto e nos olhos e no respeito do pediatra que nos acompanhou, e vi total falta de humanização no tal GO que deu um diagnóstico absurdamente errado levando à um parto de emergência, mas do qual não quero guardar nada, além de um: Nunca mais entro no seu consultório! (Obs: Não entrarei em detalhes sobre o que aconteceu, porque esses detalhes não cabem mais ao dia chamado Maria Flor, mas um dia escreverei algo sobre o que levou ao parto de emergência).

O dia chamado Maria Flor está bem registrado, em fotos, em vídeos e principalmente na minha memória, com muito carinho, com muito cheiro gostoso e é assim que ele será lembrando, apenas como “O dia chamado Maria Flor”, a pequena linda que já nasceu brigando, forte, vencendo e trazendo mais um motivo pra esse coração de mãe aqui desejar viver muito. Essa pequena que já nasceu trazendo mais amor à essa família, ensinando aos irmãos como é bom ganhar um irmão, como é bom ter um bebê, como é bom amar!

Só entende uma criança quem vê com os olhos de criança!

MAES-FILHOS

Estou aqui para aprender a ser mãe mesmo e acho que não há nesse mundo professores melhores para mim do que os meus próprios filhos, é com eles que tenho aprendido a ser uma mãe melhor, não a melhor mãe do mundo, mas a melhor mãe que eles podem ter. Aos olhos de algumas pessoas sei que não são sou tão boa assim, dá pra perceber isso quando palpitam no meu jeito de maternar, mas com o tempo aprendi uma coisa legal pra se fazer quando alguém dá AQUEEELE PALPITE NÃO SOLICITADO, é fácil fácil, é só fazer “cara de alface”, aquele sorrisinho assim, tipo: “Ok, legal você pensar assim, mas continuarei fazendo do meu jeito!” E não me vejo como uma pessoa ignorante por isso, só que o meu jeito de maternar tem sido bom para quem realmente importa, meus filhos, sendo assim CONTINUAREI!

Antes de ter filhos pensamos de um jeito totalmente diferente do que é a realidade, defendemos que nossos filhos nunca farão uma birra em público, que as paredes da casa não serão rabiscadas, não farão da cama um divetido pula-pula, que não vamos tirar nada do lugar e a criança irá aprender no que pode e no que não pode mexer, porque essas coisas aí são coisas de “crianças mal educadas” e são mesmo e vou te contar mais uma coisinha: Toda criança nasce nada educada! Acredite em mim…rsrs…e o melhor de tudo, toda criança fará isso tudo aí e caso contrário te aconselho a procurar uma ajuda médica, porque criança que é criança faz bagunça.

A criança nasce sem educação mesmo e cabe aos responsáveis por ela ensinar lhe a ser educada (não confunda com adestramento, pelo amor de qualquer coisa…), na verdade podemos dizer que quando a criança nasce ela é “uma folha em branco”, ela chega para aprender e a medida que as coisas vão ficando interessantes ela vai demonstrando do que gosta mais e o que quer fazer. Agora, será que educar uma criança é querer que ela não rabisque paredes? É querer que ela não tenha um “desejo ardente” por pular na cama do papai e da mamãe? É querer que ela não tire todas as caixinhas de CD e DVD das estantes e monte com eles um “prédio super legal”? É querer que ela “engula” o seu desejo de ter determinado brinquedo dentro de uma loja e não chore por isso? É querer que ela não externe as suas vontades? Ah, sinceramente, acho que educar não é isso, educar é colocar limites mas ENTENDER que a criança não tem limites, esses limites vão surgir com o tempo. Não que você deve realizar todos os desejos de uma criança, mas você tem obrigação de ENTENDER que ela é apenas uma criança e que ela não vê as coisas como você, que já é um adulto chato, totalmente limitado e que não sabe mais se encantar com esse mundo “hiperinteressante”.

Uma coisa posso te dizer, todos os dias me abro para aprender a ver as coisas com os olhos dos meus filhos, ainda estou muito longe de ser uma mãe que entende tudo e que sabe agir com calma a cada “arte”, mas pelo menos tento entendê-los nas suas descobertas. A primeira vez que a Sophia coloriu uma parede eu fiquei muito irritada com a situação, falei bravo com ela e insisti na ideia de que ela não deveria colorir paredes, hoje em dia as paredes estão coloridas em dobro, por ela e pelo José Miguel. Porque eles são teimosos? Porque eu sou uma mãe mole? Não! Porque eles são crianças e nenhum lugar é mais legal de ser colorido do que uma parede completamente branca, espaço livre, limpo. Fala sério, eu gostaria de poder passar o lápis nas paredes também, é um espaço livre, onde se pode ir lá do outro lado e voltar aqui desse lado, você me entende?! Ok, sempre explico que não se deve colorir a parede, dou o papel e incentivo o “colorir” no papel, mas ah…tem hora que não dá, a vontade de colorir a parede é maior e me sinto na obrigação de respeitar isso. Será que uma parede branquinha é mais importante do que a liberdade de expressão de uma criança? Na minha opinião, NÃO!

Pular na cama é outro ponto irritante, as crianças adoram e nós, adultos ficamos tensos e irritados. Não só porque é perigoso ( e realmente é perigoso), mas nos irritamos porque pode estragar a cama, porque vai bagunçar a colcha, porque vai sujar o lençol limpo…blá blá blá! Fala sério, esses são os maiores motivos para não deixá-los pulando na cama. E pra eles nenhum desses motivos é relevante. O colchão é macio e dá impulso para os pulos então …VAMOS PULAR! É assim que pensa uma criança e cabe a mim entender isso, explico todas as vezes que é perigoso, que se cair vai fazer “dodói” e todas as vezes que eles caíram fiz questão de, após beijos e abraços que fazem “sarar o dodói”, explicar que “cai, se pular na cama cai e faz dodói”, mas eles preferem cair do que não ter se aventurado, do que não ter pulado, acredite em mim, é assim que uma criança pensa.

As birras…ah as birras, elas parecem não ter fim! Sim, as birras fazem parte da realidade materna e elas acontecem não porque seu filho tem um gênio ruim ou porque é uma criança “difícil”. Ele grita, chora e se joga no chão apenas porque quer que o desejo dele seja cumprido e se você não fosse um “adulto conformado” você faria o mesmo, vamos ser francos!? Às vezes você também tem vontade de se jogar no chão e gritar para convencer alguém à cumprir seus desejos. Não fazemos isso porque fomos instruídos corretamente de que essa não é a melhor atitude e deve ser essa a nossa instrução, devemos ensinar aos nossos filhos que a birra e o choro não vai levar a nada, que ele tem o direito de querer mas isso não significa que ele vai ter, e cada pai e mãe tem o seu jeito de fazer isso e deve ser respeitado nisso.

Quando se passa a ver com os olhos das crianças, a enxergar com os olhos dos filhos o maternar fica mais leve, mais gostoso. Isso não significa que as pessoas inconvenientes deixarão de dar os seus palpites ou deixarão de tentar te convencer de que a “cartilha para criação de filhos” delas seja a melhor do mundo, mas você, como eu, vai aprender a fazer “cara de alface” sabendo que você, melhor do que ninguém, conhece o seu filho e sabe que o seu jeito de educar, ainda que não seja exemplar, será o melhor para o seu filho.

Aprenda a ser mãe com a sua cria, te garanto que você vai ser a melhor mãe do mundo, pelo menos para a sua cria você vai sim ser a MELHOR MÃE DO MUNDO!

A tecnologia e a imaginação!

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Sempre que saímos pra jantar ou almoçar fico observando as mesas ao redor da nossa, uma das minhas piores (ou melhores) características é a da observação de tudo o que está acontecendo ao meu redor, é até estranho, mas estou sempre ligada em tudo. A primeira que observo são as saídas de emergência, depois as condições visíveis de higiene, a entrada e saída da cozinha e por fim as mesas ao redor. Fico observando as famílias, as crianças, os adultos, as reações…estranho neh, essa sou eu! Se eu crio o meu mundo nesses momentos? É claro que não, eu consigo conversar com o marido, interagir com as crianças e “bisbilhotar” a vida alheia ao meu redor, tudo isso ao mesmo tempo, e se tiver wifi ainda arranjo tempo pra tirar fotos e postar…rsrs…exageros à parte, é claro!

O caso é que nesse “avaliar” a mesa alheia eu me assusto com algumas coisas que vejo e entre elas está o fato de ver que os pais chegam, se acomodam e entregam um celular ou tablet nas mãos das crianças e voilá , vamos aproveitar! O que tenho eu com isso? Nada, absolutamente nada, mas na minha opinião o fato de assentar-se à mesa com uma criança e lhe entregar um objeto que a mantenha isolada enquanto os adultos se distraem e trocam ideias é um tanto quanto estranho. Lembre-se, é apenas a minha opinião.

Me lembro que quando eu era criança a gente conversava à mesa, contava sobre o dia, meus pais conversavam muito durante as refeições, era um lugar de comer e bater papo, trocar informações. E aí você pode me perguntar: Mas seus filhos não brincam com tablet ou celular? Sim, eles brincam, mas raras vezes, quando estão na casa das avós ou com as primas, caso contrário eles não tem acesso à esses objetos eletrônicos. Acho que criança é criança e tem que ser criança e viver a infância e esses aparelhos eletrônicos roubam essa infância, roubam momentos com a família, roubam diálogos. Se não estou sendo “antiquada” demais? Talvez, na opinião da maioria dos pais e mães de hoje sim, mas na minha opinião (que no caso é o que me importa) estou sendo apenas eu mesma!

Faço questão de conversar com meus filhos, de perguntar, de bater papo, não coloco desenho na televisão para ter “um momento de sossego”, eles assistem desenhos sim, mas apenas pela manhã, entre as 9 e às 11 da manhã, a imaginação não é livre quando uma criança tem um brinquedo eletrônico ou uma TV ao alcance, e digo isso porque vejo isso, quando a Sophia assiste desenho ela nem dá atenção para o José Miguel, que ainda não tem muito “fetiche” por desenhos. Sinto muito, mas a imaginação não é aguçada quando tudo já está ali, na frente da criança e não venha tentar me convencer do contrário.

Por aqui eles brincam muito, com qualquer coisa. Eles acampam dentro de casa, eles brincam juntos, eles tiram todos os brinquedos dos cestos e criam suas fantasias, criam brincadeiras, inventam músicas e histórias, falam sozinhos, um com o outro e com outras pessoas (imaginárias sim, e me orgulho disso), eles interagem entre eles e com os brinquedos. Eles lêem livros, à maneira deles, é claro, mas lêem. Eles rasgam os livros e os remontam, eles têm acesso aos livros e podem amassar, rabiscar, não tem problema, porque livro aqui também é brinquedo, pra quê guardar um livro pra amanhã??? Eles colorem, às vezes colorem até as paredes. Montam, desmontam e remontam casas, castelos, casas de praia, cadeiras de piscinas, tudo isso dentro de um apartamento pequeno e a imaginação não tem fim e na minha opinião isso é ser criança. Aqui a casa é deles e tem brinquedo pra todo lado, no sofá, na cozinha, nas camas, nas estantes, nos banheiros…confesso que às vezes fico irritada, mas aí páro, respiro e pronto…volta tudo ao normal!

Eu fui criança em casa de vó, em chácara, em rancho brincando na terra e fazendo com que mangas virassem vaquinhass e galhos de árvore virassem cercas do curral. Fazia caminho e riacho na terra, em baixo de uma mangueira, brinquei de cozinhadinha improvisada, brinquei de ter que inventar, porque na época o acesso aos brinquedos não era tão grande. E hoje, por mais que pudesse comprar vários brinquedos educativos, eletrônicos entre outros não compraria, na minha opinião, veja bem, NA MINHA OPINIÃO a criança tem toda a capacidade de criar um brinquedo e assim fazer a brincadeira que quiser.

Aqui eles ganham brinquedos sim, mas um de cada vez e assim podem brincar com esse novo brinquedo até enjoar e desmontá-lo à ponto de ele virar um outro brinquedo, entende o que estou falando? E não venha me dizer que esses brinquedinhos e joguinhos de celular e tablet são educativos, estimulam isso ou aquilo, porque NA MINHA OPINIÃO eles não passam de “uma nova forma de manter a criança calada enquanto os adultos conversam!” A criança fica ali, vidrada na tela daquele aparelho, obedecendo ordens vindas de um brinquedo e só. Isso pode ser educativo (será???), talvez, mas não dá liberdade à imaginação. De que adianta uma criança ser adestrada, saber na ponta da língua sequências de cores, de números, palavras em inglês se ela não tem liberdade de imaginar. Eu prefiro criar pequenos sonhadores, criadores, imaginadores do que crianças adestradas, que possuem respostas para perguntas cabulosas na ponta da língua mas não sabem fazer de uma lata de toddy um brinquedo super extra espetacular, uma tampinha qualquer virar um pratinho de bolo de um aniversário também imaginário, uma embalagem de sorvete virar um capacete de astronauta…rsrs…ainda acho que a infância tem que ter mais ligação com a imaginação do que com a tecnologia.

Talvez eu esteja errada, mas ainda prefiro maternar assim!!!

O respeito à maternidade alheia!

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Uma vez li uma coisa e fiquei rindo, mas é uma grande verdade, uma conhecida tinha acabado de ganhar bebê e escreveu: “Aberta a temporada de palpites não solicitados!” e olha, é bem isso mesmo. A gente ganha bebê e os palpites não solicitados começam, uma coisa é quando uma pessoa te conta a experiência que ela teve e como ela fez, outra coisa é ela impor o palpite dela e te confundir a cabeça, até porque todo mundo dá um palpite e eles são sempre diferentes.

Entre os palpites mais comuns estão:

“Ah, esse soluço é de frio!”

“Ah, esse choro é de fome!”

“Ah, ele está amarelinho, É icterícia, TEM que dar banho com chá de picão!”

“Ah, mas é fome, seu leite deve ser fraco!”

“Recém nascido deve dormir mais, esse bebê está acordando com muita frequência, tem que dar mamadeira!”

“Ah, o banho tem que ser em tal horário e não nesse que você está dando!”

“Ah, mas mulher não pode comer arroz no pós parto porque dá barriga” Sério, de onde surgiu essa mesmo…é lenda, é mito, viu!? Mulher no pós parto pode e deve comer arroz, se possível integral.

“Você precisa comer em dobro, pra produzir muito leite!” Ok, a mulher precisa comer bem, entenda: COMER BEM para ter “forças” nos  primeiros meses e o que promove a produção de leite é a disposição de livre demanda e a hidratação constante. Ah, e cerveja preta não ajuda na produção de leite, NÃO SE DEVE ingerir álcool durante a amamentação.

Mas então, tem ainda outros palpites, mas se eu fosse ficar aqui falando deles não ia acabar nunca. O que quero com esse post é apenas incentivar o respeito à maternidade alheia, nós mulheres temos em nós o instinto de como ser mãe, no fundo sabemos o que fazer e o que não fazer, por isso deixe a mulher ser mãe, deixe que ela desenvolva a maternidade dela. Se ela solicitar alguma coisa, e ela vai solicitar, a ensine, a instrua, mas não fique falando, falando e falando, esse falatório à deixa confusa e insegura, sabia!?

Eu tive a oportunidade de construir a maternidade com os meus filhos, é claro que sobraram palpites, mas meu marido e eu sempre nos apegávamos ao que queríamos fazer e isso nos fez muito bem, por mais que as pessoas dissessem o que “tinha” que ser feito e como “devia” ser feito, nós criamos o hábito de tomar as nossas próprias decisões, naquilo que acreditamos ser o certo, e isso deu certo. Naquilo que precisei de ajuda não hesitei nenhum momento em pedir, ligava pra quem tinha experiência com a situação e perguntava qual era a melhor forma de fazer.

Deixe a mãe ser mãe do bebê, da criança. Não a confunda, não a deixe insegura. Deixe que ela faça do jeito dela, que ela eduque do modo dela, deixe que ela ensine da maneira dela. Não dê palpites só porque “reza a lenda” que tem que ser assim, antes de falar qualquer coisa a uma mãe se pergunte se aquilo vai mesmo auxiliá-la ou vai apenas deixá-la mais confusa com a situação. Quando uma mãe estiver corrigindo um filho, por exemplo, deixe que ela corrija do jeito dela, caso você sinta que ela se excedeu à chame para uma conversa, mas longe do filho, e diga o que você pensa, sem julgá-la, sem condená-la, sem tirar dela o direito de maternar.

Quando uma mulher decidir parar de trabalhar para cuidar do filho, dê apoio apenas. Quando ela decidir voltar ao trabalho e deixar o bebê com outra pessoa ou em um hotelzinho, dê apoio apenas. Quando uma mulher decidir ter um filho apenas, dê apoio apenas. Quando ela decidir ter cinco filhos, um seguido do outro, dê apoio apenas. Quando uma mulher decidir amamentar por tempo prolongado, dê apoio apenas. Quando ela não amamentar, independente dos motivos que a levaram à isso, dê apoio apenas. Apenas dê apoio à maternidade dela, respeite a individualidade de cada mãe, respeite o maternar de cada mãe, respeite à maternidade alheia!

O que ninguém nos contou sobre a maternidade!

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Li esse texto e me emocionei com ele, é como que uma carta de uma mãe para uma filha que está prestes a decidir ser mãe, o texto está no blog Socorro, meu filho cresceu! e é um dos textos mais verdadeiros que já li em toda essa blogosfera materna. A mãe relata tudo aquilo que acontece com uma mulher depois que ela se torna mãe, ela descreve bem aquilo que ninguém nos conta sobre a maternidade, o que nos contam são meros detalhes, que teremos que abrir mão de nós mesmas, que passaremos noites acordadas, que o corpo da mãe passará por mudanças e nunca mais será o mesmo, mas o essencial ninguém nos conta. Leia e se emocione também!

“Nós estamos sentadas almoçando quando minha filha casualmente menciona que ela e seu marido estão pensando em ‘começar uma família’.
‘Nós estamos fazendo uma pesquisa’, ela diz, meio de brincadeira.
‘Você acha que eu deveria ter um bebê?’
‘Vai mudar a sua vida,’ eu digo, cuidadosamente mantendo meu tom neutro.
‘Eu sei,’ ela diz, ‘nada de dormir até tarde nos finais de semana, nada de férias espontâneas.. .’
Mas não foi nada disso que eu quis dizer.
Eu olho para a minha filha, tentando decidir o que dizer a ela.
Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos.
Eu quero lhe dizer que as feridas físicas de dar à luz irão se curar, mas que tornar-se mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que ela estará para sempre vulnerável.
Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se perguntar ‘E se tivesse sido o MEU filho?’ Que cada acidente de avião, cada incêndio irá lhe assombrar. Que quando ela vir fotos de crianças morrendo de fome, ela se perguntará se algo poderia ser pior do que ver seu filho morrer.
Olho para suas unhas com a manicure impecável, seu terno estiloso e penso que não importa o quão sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzí-la ao nível primitivo da ursa que protege seu filhote.
Que um grito urgente de ‘Mãe!’ fará com que ela derrube um suflê na sua melhor louça sem hesitar nem por um instante.
Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos ela investiu em sua carreira, ela será arrancada dos trilhos profissionais pela maternidade.
Ela pode conseguir uma escolinha, mas um belo dia ela entrará numa importante reunião de negócios e pensará no cheiro do seu bebê. Ela vai ter que usar cada milímetro de sua disciplina para evitar sair correndo para casa, apenas para ter certeza de que o seu bebê está bem.
Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia a dia não mais serão rotina. Que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro masculino ao invés do feminino no McDonald’s se tornará um enorme dilema. Que ali mesmo, em meio às bandejas barulhentas e crianças gritando, questões de independência e gênero serão pensadas contra a possibilidade de que um molestador de crianças possa estar observando no banheiro.
Não importa o quão assertiva ela seja no escritório, ela se questionará constantemente como mãe.
Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez ela perderá eventualmente, mas que ela jamais se sentirá a mesma sobre si mesma.
Que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho. Que ela a daria num segundo para salvar sua cria, mas que ela também começará a desejar por mais anos de vida — não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles.
Eu quero que ela saiba que a cicatriz de uma cesárea ou estrias se tornarão medalhas de honra.
O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da forma como ela pensa. Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode amar um homem que tem cuidado ao passar pomadinhas num bebê ou que nunca hesita em brincar com seu filho. Eu acho que ela deveria saber que ela se apaixonará por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada românticas.
Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão que ela sentirá com as mulheres que através da história tentaram acabar com as guerras, o preconceito e com os motoristas bêbados.
Eu espero que ela possa entender porque eu posso pensar racionalmente sobre a maioria das coisas, mas que eu me torno temporariamente insana quando eu discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro de meus filhos.
Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho aprender a andar de bicicleta.
Eu quero mostrar a ela a gargalhada gostosa de um bebê que está tocando o pelo macio de um cachorro ou gato pela primeira vez.
Eu quero que ela prove a alegria que é tão real que chega a doer. O olhar de estranheza da minha filha me faz perceber que tenho lágrimas nos olhos.
‘Você jamais se arrependerá’, digo finalmente. Então estico minha mão sobre a mesa, aperto a mão da minha filha e faço uma prece silenciosa por ela, e por mim, e por todas as mulheres meramente mortais que encontraram em seu caminho este que é o mais maravilhoso dos chamados.
Este presente abençoado de Deus… que é ser Mãe.’ 

E aí, gostou?

Por um mundo onde uma menina possa ser apenas criança!

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Primeiro post do ano já com essa cara de reivindicação, pode isso? Claro que pode, desde que a reivindicação seja verdadeira e necessária.

Tenho nessa casa uma menina de 3anos e meio (Sophia), um menino de 1ano e 11meses (José Miguel) e dentro da barriga uma bebê de 24semanas (Maria Flor), acontece que ao ver as brincadeiras, ao observar as atitudes e até mesmo ao analisar minha forma de educar eu me vejo “uma chata” na maioria das vezes. Sim, estou aqui para educar, mas não para adestrar, para ensinar mas não para limitar a imaginação, para maternar e não criar essa diferenciação entre os sexos, afinal de contas, eles são apenas crianças. Eu não quero forçar situações, quero que eles brinquem com o que desejar e da forma que desejar, quero apenas que eles sejam o que tiverem vontade enquanto ainda são crianças. (Que fique claro que esse post não tem nada a ver com opiniões ou palpites extras e muito menos com sexualidade, é apenas uma auto observação ao maternar que tenho vivido.)

Mas vamos ao foco principal do texto.

A Sophia é um menina toda delicada e voltada para o cor de rosa, ela gosta das coisas de princesas, se encanta com as coisas da mamãe, como já disse tem 3aninhos e meio e liberdade para brincar com o que quiser e como quiser. Ela gosta do rosa apenas porque gosta, já chegou a pedir um Max Steel cor de rosa, um skate cor de rosa, uma bola de futebol cor de rosa, ela gosta da cor por si só e até aí tudo bem. O caso é que ontem, ao brincar com os primos, todos meninos, ela decidiu que seria o Super Homem e todos os adultos ao redor começaram a falar pra ela que poderia ser uma Mulher Maravilha, uma Mulher Gato, eu mesma até inventei uma tal de Super Pink ou Super Mulher para convencê-la a não ser o Super Homem, mas nada adiantou, ele quis ser o Super Homem e foi.

Depois desse momento me peguei pensando no assunto e me perguntei porque EU VANESSA queria que ela fosse um exemplo feminino de herói. A imaginação é dela e ela deve ter liberdade de ser o que quiser e isso não tem nada a ver com sexualidade, é apenas a criação dela, é a imaginação dela e deve ser respeitada. Nesse momento eu disse para mim mesma, como que em uma nota mental: Nunca mais limitar a criatividade/imaginação de nenhum dos meus filhos!

Tiveram ainda outros episódios desse maternar que eu permiti que se repetissem algumas vezes e hoje fico meditando sobre qual seria a melhor forma de agir no caso (sim, aceito opiniões para tentar acertar). Sempre que a Sophia está de saia ou vestido me pego a corrigindo enquanto brinca e se diverte para que ela se comporte como devemos nos comportar ao usar saias e vestidos, acontece que ela é apenas uma criança. Então me peguei pensando no quanto deve ser chato ser menina, a gente tem que aprender a sentar, a cruzar as pernas, a nos comportar “como mocinhas” enquanto os meninos podem brincar sem camisa, mas se ela é apenas uma criança o que é que tem ela brincar de levantar o vestido ou não sentar com as pernas cruzadas. Olha, que chato ser menina!!! Já estou pensando na hipótese de não colocar mais saias ou vestidos nela, até porque eu não sou a única a corrigi-la para que se comporte “como uma mocinha”. Quando o dia está quente ela brinca só de calcinha, é claro, mas quando coloca saia ou vestido ela precisa se comportar “como uma mocinha”, incoerente não!?!

Eu acho, na minha humilde ignorância sobre o assunto, que as crianças deveriam ser tratadas apenas como crianças, sem diferenciações como “menina age assim” e “menino age assim”, isso deve ser chato na cabeça deles, durante a infância a experiência é o que nos constrói como indivíduos, é o que nos torna “inteligentes” e conhecedores quando “gente grande” e os adultos possuem papel principal de interromper o conhecimento pela metade, o adulto limita a criatividade e a imaginação da criança.

Hoje, ao maternar eu quero apenas ser mãe, ensinar aos meus filhos o respeito ao outro e a si mesmo, o resto eu vou deixar acontecer, vou permitir que eles criem e vivencie uma infância sem limites, quando o assunto for imaginação. Vou me limitar apenas aos cuidados necessários para mantê-los saudáveis e respeitosos.

Ah, só mais uma observação extra, PAREM, APENAS PAREM com essa coisa de ensinar que cor de rosa é de mulher e que azul é de homem…isso já nem é mais chato, passou a ser irritante!

Para alguém que ainda não nasceu, mas já vive!

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Essa gestação tem sido incrível, bem como as outras duas. Cheia de surpresas, de felicidades, de picos hormonais que me fazem rir e chorar em questão de minutos, de calores, de planejamentos, de anseios e de amor, muito amor! Hoje fizemos um ultrassom e estamos de 17semanas e 1dia gestacionais, descobrimos o sexo, é uma menina e eu já a amo tanto. Impressionante, estou na terceira gestação e choro à cada ultrassom que faço, me emociono mesmo, é tão divino saber que existe uma vida sendo gerada aqui dentro, que um outro coração pulsa aqui. É estranho, lindo, mágico e divino…é um misto de tudo que há de bom nessa vida.

Esse post está sendo escrito para alguém que ainda não nasceu mas que já faz parte de mim, dessa família toda divertida que temos, desse lar, dessa nossa vida tão aventureira e desse blog. Esse post está sendo escrito porque a mamãe quer deixar bem registrado para você, Maria Flor, que ela te ama desde que aquela segunda faixa rosa apareceu naquele teste de gravidez. Ela te ama e ela se emociona com os seus batimentos cardíacos à cada vez que ela os ouve, ela se emociona a cada vez que sente seus movimentos que se parecem muito mais com asinhas de borboleta mexendo dentro da barriga dela. Ela escreveu isso pra deixar registrado que ela é mesmo uma boba e que deseja que cada dia seu seja cheio de amor, de carinho e de muita emoção.

Essa vida, essa flor, essa Maria Flor é mais um presente que a vida nos concedeu, vejo como mais uma bênção que Deus decidiu colocar na minha vida para que eu entenda que é possível amar de forma inexplicável alguém que ainda não vi e depois que nascer, para que eu veja que é possível ter uma parte do meu coração batendo fora do meu corpo.

Essa coisa de amor de mãe é muito clichê, mas eu quero deixar bem registradinho aqui que você, Maria Flor, já faz parte das nossas vidas mesmo antes de que pudéssemos saber que você era a Maria Flor, se é que você me entende…rsrsrs…No mais, seja bem vinda!!!