Um viva à diferença!!!

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Quando me descobri grávida da Maria Flor decidimos que a Sophia e o José Miguel passariam um período na escola, a Sossô já implorava pra ir pra escolinha fazia tempo e o Zé, apesar de pequenininho ia aprender e conviver com outros coleguinhas, além disso outra coisa pesou, como na gestação do José Miguel não consegui ganhar peso e tivemos alguns problemas essa era uma forma para que eu pudesse descansar um pouco, cuidar da gravidez e na chegada dela pudesse passar as manhãs por conta só dela. Seria bom para todos.

No começo o Zé deu trabalho, demorou um pouquinho para se adaptar e eu até cogitei a possibilidade de tirar ele da escolinha, fui um dia só pra conversar com a professora dele e decidir de fato se ia ou não tirá-lo. Depois de muita conversa ela conseguiu me convencer que seria bom pra ele e pra mim, e que, como ele já estava ali não seria um passo muito acertado tirá-lo, caso contrário ele estaria sempre tendo dificuldades com processos de adaptação. Há quem diga que devia ter tirado, há que concorde com a nossa decisão de deixá-lo e nós, bem, nós agradecemos a ela por ter insistido para que ele ficasse, o desenvolvimento dele foi “gigante”. Sobre a Sophia, deu tchau e nem olhou pra trás, se adaptou super bem.

O ano escolar passou, eles aprenderam muito, me encheram de orgulho em cada apresentação e reunião para diagnóstico, as professoras foram pacientes e incentivadoras, presentes até, e foi tudo lindo. Ouvir que seus filhos são ótimas pessoas, sabem ser amigos, não batem, são carinhosos, são prestativos é muito bom, mas ouvir uma mulher dizer que se um dia tiver um filho gostaria que ele fosse como o seu não tem palavras, gente, não há no mundo algo que explique o sentimento ao ouvir isso. A impressão que tive foi que meu coração poderia explodir à qualquer momento.

Estou falando sobre tudo isso porque hoje foi a apresentação de encerramento do ano escolar deles e me emocionei muito com tudo. O caderno diagnóstico, que relata todo o desenvolvimento da criança é como que um certificado de “você está fazendo algo certo” e ver isso, saber disso é muito gratificante e necessário, porque eu, como mãe, sempre tenho a sensação de que “deveria ter feito algo mais”.

Mas não é sobre isso que quero falar. Quero falar não só sobre o desenvolvimento deles como alunos mas como indivíduos, como pessoas, eles convivem com todo tipo de criança e sabem conviver bem com as diferenças. Eles têm tanta facilidade em entender, compreender e aceitar o diferente. Na sala da Sophia tem um coleguinha com síndrome de Down e ele é um fofo e ela é super cuidadosa com ele, não como se ele fosse frágil, mas como ela é com qualquer outro dos coleguinhas dela. No começo do ano imaginamos que teríamos que responder à várias perguntas referentes à ele e à outras crianças que estudam lá e que são “diferentes”, mas não, ela não questionou nada. Ela se diverte com ele e entende que ele tem algumas necessidades diferentes mas e daí? Você entende o que estou querendo dizer?

Hoje, em determinado momento, olhando tudo aquilo, toda aquela inclusão me emocionei, isso mesmo, quando me vi estava eu ali, com a Maria Flor cochilando no sling enquanto meus olhos lavavam meu rosto de lágrimas. Foi um sentimento tão “é assim que eu queria que o mundo todo fosse” que não me contive. Olho pra nós, adultos, “gente grande” e vejo o quanto somos individuais, o quanto somos separatistas, só queremos o igual ao nosso lado e fingimos que não somos preconceituosos, mas não aceitamos o diferente. Alguns são claros em expressar isso, mas a maioria ainda vive um preconceito velado com o discurso “Não sou homofóbico mas não queria que meu filho fosse gay!”, ou dizendo “Não sou racista” e minutos depois fazer uma piadinha racista e muitas outras coisas separatistas, preconceituosas e feias que “gente grande” tem mania de fazer/falar.

Na sala do Zé tem outro fato lindo e super importante de ser comentado. No começo do ano um dos coleguinhas dele ficava só no carrinho, ele não conseguia andar, mas todos os coleguinhas estavam sempre ao redor, brincando com ele, e agora, esse coleguinha anda com o auxílio do andador, você sabe o que é ver essa cena? Adivinha se eu não chorei de novo! Ele tem um andador, eles brincam todos juntos, o aguardam na hora da fila pro banheiro ou lanche, usam o andador dele pra brincar, é tudo natural. Já faz alguns meses que o vi no andador pela primeira vez, mas hoje, quando juntou tudo ali, algumas das crianças com sindrome de Down, outros em andadores, cadeiras de rodas, negros, brancos mestiços, de óculos, baixinhos, altinhos, eu, simplismente comecei a chorar. Não de tristeza, mas de emoção mesmo, sei o quanto isso é importante no desenvolvimento dos meus filhos, sei que isso os tornará adultos melhores.

Na minha infância crianças com limitações não iam à escola, pelo menos na minha não tinha nenhuma, e, honestamente, meu olhar para uma pessoa com limitações é bem diferente do olhar dos meus filhos para a mesma pessoa. Eles apenas questionam porque aquela pessoa está daquele jeito, o que é legítimo, já eu, no mais profundo do meu ser, sinto pena dessa pessoa, mesmo sem querer (desculpe minha franqueza), e esse é um péssimo sentimento em relação à essas pessoas, porque elas não precisam de pena, muito pelo contrário, elas precisam de aplausos, são pessoas limitadas que superam muito mais desafios e dificuldades do que pessoas normais, se é que existe a rotulagem pessoas normais e pessoas anormais.

No final desse ano escolar percebo que eles aprenderam muito, mas me levaram à uma desescolarização social, com essa convivência com o diferente que eles tiveram me tornei uma pessoa melhor do que era antes. Acredito que foi uma das melhores decisões que já tomamos até hoje a respeito deles. Só desejo um presente de Natal, que meus filhos possam ser adultos melhores do que sou, que eles sejam a diferença nessa sociedade que ainda é muito primitiva.

E um viva à diferença!!!

Indico esse vídeo “Cordas”

 

Não estou aqui para criar sobreviventes!

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Sabe, hoje li, em uma dessas redes sociais nas quais as pessoas vomitam palavras uma coisa tão absurda relacionada a amamentação que, até agora estou em choque…sim, em choque! A moça/mãe simplesmente escreveu que “essa coisa de amamentação é frescura de mulher riquinha e que esse papo dos pediatras de que bebê não pode tomar leite de vaca, quando a mulher não consegue amamentar, é frescura também, eles têm “pacto” com as marcas de leite artificial e por isso ficam dizendo que bebê não pode tomar leite de vaca!”. Assim que li escrevi uma resposta pra ela, explicando que sou nutricionista e que não é bem assim, existem estudos que comprovam os infinitos benefícios do aleitamento materno e o risco de introduzir leite de vaca na alimentação de um bebê e ela respondeu apenas “Meu filho toma leite de vaca desde que nasceu e é mais saudável e mais fortinho do que os filhos das minhas amigas que mamam no peito ou os que tomam fórmula!”. Gente, aí, sinceramente, não dá pra falar muita coisa, neh!? A pessoa já tomou pra ela uma verdade absoluta e não está muito afim de adquirir conhecimento.

Essa coisa de dizer “Fiz isso a vida inteira e tô aí, viva e saudável até hoje!”, “Meu filho faz isso desde blábláblá e está bem melhor que o seu!”, “Ninguém morre por comer isso…fazer aquilo…beber blábláblá!” me irrita um pouco < na verdade me irrita muito > porque não entendo como uma mãe se realize criando sobreviventes, me recuso a ser mãe de sobreviventes. É claro que não crio meus filhos em uma redoma de cuidados, mas amamentei os três e, infelizmente, o leite secou quando o José Miguel tinha apenas dez meses e tivemos que entrar com o leite artificial, o que é mais próximo, em qualidade, ao leite materno, mas em hipótese alguma cogitei oferecer leite de vaca.

Meus filhos consomem açúcar, pouco, mas consomem, eles vivem no mundo, vão pra “casa de vó”, festas de aniversário, às vezes comem sanduíche, bebem refrigerante, raramente mas bebem, eles preferem suco ou até mesmo água, porque tiveram uma ótima iniciação alimentar. Desde que engravidei sempre fiz questão de buscar informações, o acesso ao conhecimento é tão fácil, o Dr Google responde tudo, tem muita coisa bizarra lá, mas todo mundo sabe bem a diferença entre o coerente e o absurdo, neh!? Então, com essa busca de conhecimento aprendi a me alimentar melhor na gestação, obtive informações sobre amamentação, introdução alimentar. É claro que, como nutricionista já tinha um pouco de conhecimento, mas surgem novos estudos sempre e é tão bom se atualizar para poder oferecer o melhor à quem merece.

A amamentação e a qualidade na introdução alimentar são fundamentais na qualidade de vida não só na infância, mas na adolescência, vida adulta e até mesmo, na velhice. Um indivíduo que recebe leite materno tem, por consequência um sistema imune mais eficaz, por exemplo, até os dentes de uma criança que mama no peito tendem a ser mais saudável do que das que mamam mamadeira (nem preciso falar das que mamam mamadeira com leite de vaca e açúcar/toddy, neh!?). Uma criança que, no período de introdução alimentar come açúcar ou consome uma exesso de gordura será, provavelmente um adulto com indices de açúcar elevado e colesterol alterado, propenso à diabets, hipercolesterolemia, HAS e câncer, sim, CÂNCER. Uma criança que não consome frutas tem sérios problemas intestinais, está sempre resfriada, e uma mãe sabe bem disso, se não sabe porque procurou conhecimento o sabe pela prática. As frutas são ricas em fibras e vitaminas, essenciais no bom funcionamento intestinal e sistema imune.

O fato de “estou viva/o até hoje” não significa em nada qualidade de vida, o fato de ser sobrevivente não significa uma vida saudável. Não sei vocês, mas não estou aqui para proporcionar um “qualquer coisa serve” aos meus filhos. Enquando puder escolher os alimentos deles escolherei o melhor do melhor, e estou sempre os instruíndo no que é melhor pra eles, tanto que ao sentir fome eles pedem fruta, quando sentem sede sabem pedir água. São os primeiros sinais de que já estão aprendendo alguma coisa, eu acho!

Dúvidas mais frequentes à respeito do WrapSling!

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Faço uso de WrapSling há praticamente três anos e desde então percebo uma certa preocupação e, até mesmo, um certo preconceito em relação à esse carregador. Ouço tantas perguntas, comentários, questionamentos e resolvi responder os mais frequentes aqui, para que todos possam entender mais sobre o assunto!

O WrapSling, na minha opinião é o melhor acessório que pode conter em um enxoval de bebês, ele é prático, útil, aproxima mamãe/bebê, permite que a mamãe efetue tarefas do dia a dia sem deixar de dar colo para o bebê, se exercite com o bebê no colo, com essa aproximação o bebê fica mais calmo e chora menos.

Como surgiu o WrapSling?

O WrapSling surgiu a partir do método “Mãe Canguru”, técnica criada para o auxiliar no desenvolvimento de prematuros nas maternidades, essa técnica foi desenvolvida por enfermeiras que, ao acompanhar mães de bebês prematuros observaram que o bebê que ficava peito à peito com a mãe por horas evoluia mais rápido do que o esperado. O método consistia apenas em envolver o bebê em amarrações feitas com lençóis do hospital, permitindo que a mãe ficasse com o seu bebê no peito por longos intervalos de tempo. A partir daí ocorreu a evolução dos tecidos, dos tamanhos e das amarrações chegando ao WrapSling conhecido atualmente.

O que é um WrapSling?

O WrapSling nada mais é do que uma longa faixa de tecido amarrada ao corpo que, amarrada adequadamente se tranforma em um ergonômico carregador para bebês. Está se tornando o queridinho por ser o único carregador totalmente confortável, por não possuir argolas e distribuir igualmente o peso, e que acompanha o desenvolvimento do bebê, podendo ser usado desde o nascimento, mesmo com prematuros ou bebês de baixo peso, até, aproximadamente, três anos de idade, já que suporta até 15kg.

Porque usar um WrapSling e não um canguru convencional?

Ao contrário do que muitos pensam, o WrapSling não é um canguru, ele é um Sling, que quer dizer “funda”. Como dito anteriormente, o WrapSling distribui igualmente o peso da criança nas costas do adulto que o carrega e, com a amarração e posição adequadas, o bebê não fica com as pernas “penduradas”, elas ficam em posição de “M” ou de sapinho e as costas formam um “C”, imitando a posição que ele ficava dentro do útero. Já os cangurus distribuem o peso do bebê nos membros inferiores, concentrando em sua genitália e com as pernas abertas, forçando o quadril do bebê. Além disso, ao contrário do WrapSling os cangurus não são indicados para bebês que ainda não firmam cabeça e pescoço, podem causar danos irreparáveis à criança. O WrapSling permite ainda que o bebê fique bem próximo ao peito da mãe, ouvindo seus batimentos cardíacos, sentindo sua respiração, o que proporciona calma e tranquilidade ao bebê!

É dificil fazer as amarrações? E se eu não me acostumar?

À principio, fazer as amarrações pode parecer complicado, mas ninguém nasce sabendo andar de bicicleta, não é mesmo!? É a mesma coisa, você vai treinando, assistindo vídeos, treinando mais até “pegar o jeito”. Comigo foi assim, no começo apanhava muito, fiz errado algumas vezes e desfiz e fiz de novo. Há que se ter paciência e persistência para slingar. Sobre se acostumar? Bem, a coisa mais fácil é se acostumar a slingar, é muito gostoso, o que acontece, na maioria das vezes, é que a recém-mãe está muito insegura com tudo o que está acontecendo à sua volta e qualquer dificuldade é motivo para que ela coloque na cabeça o conhecido “eu não nasci pra isso!”, mas isso não é uma verdade. Sempre digo que o segredo é treinar muito e ir slingando em casa, sozinha, e assim que estiver bem segura sair pra slingar. Outro segredo é só colocar o bebê de “barriguinha cheia”, fraldinha trocada e com roupinha fresca dentro do sling, e ir ninando, balançando até que ele se aninhe e se acalme, com o tempo ele vai se acostumando e, acredite em mim, não vai mais querer sair dali!

Mas e se o bebê cair?

O bebê não cai!!! Desde que a amarração seja feita de forma adequada e o bebê colocado de forma correta não existe o mínimo risco de queda. O WrapSling bem amarrado não solta, o bebê não cai. O BEBÊ NÃO CAI!!! Uma dica para que o carregador se sinta seguro é amarrar o WrapSling bem justo ao corpo, justo, não apertado. Com a amarração mais justa o bebê se sentirá mais aconchegado, mais acolhido e o adulto mais seguro contra o “medo” de queda.

Mas o bebê não vai ficar sufocado no WrapSling?

Não, o bebê não fica sufocado dentro do WrapSling, como dito anteriormente, com a amarração feita de forma adequada não existe risco nenhum. O importante é que o bebê fique confortável, sem muita roupa, e coladinho no peito da mãe. É possível amamentar dentro do WrapSling e se o bebê começar a resmungar demais aí, coladinho no seu peito, é porque ele quer mamar.

E quais são os benefícios que o WrapSling trás?

Com a sua movimentação o bebê, dentro do WrapSling também se movimenta, o que promove uma excelente formação do tônus muscular, no pescoço, cabeça e musculatura superior. Ele proporciona tranquila transição útero/mundo exterior. É seguro, prático e confortável. Distribui o peso de forma igual entre ombros, quadril e pernas de quem carrega o bebê e distribui o peso do bebê posicionando a coluna do bebê de forma adequada e ergonômica. Permite que o carregador (mãe/pai/cuidador) desenvolva atividades do dia a dia com o bebê no colo, até mesmo atividades físicas. Auxilia no combate ás cólicas. Torna o bebê mais calmo, menos ansioso. Permite a amamentação com conforto e privacidade. Permite o contato olho a olho, cheirar a cabecinha do bebê, sensação de estar grávida novamente, cria um vínculo que pode transformar suas vidas.

E depois de tanta informação tenho um convite a fazer: Vem Slingar Também! Vem conhecer a nossa página e os nossos produtos SlingaBaby

all the beautiful things

Quem ama respeitas suas escolhas!

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Quem ama respeita! Clichê? Mas olha, presta bem atenção nisso aí, viu!? Pode ser dos clichês o mais importante. Em menos de seis meses mudei radicalmente a cor dos cabelos e depois decidi passar a tesoura em tudo e me libertar. O que isso tem a ver com “quem ama respeita”? TUDO! Depois de mudar a cor dos cabelos ouvi comentários machistas vindo de mulheres, isso mesmo, de mulheres que foram convencidas de que: “Os homens preferem as loiras! As loiras chamam mais atenção!” e depois de passar a tesoura, bem, depois disso ouvi coisas até mesmo assustadoras como: “Homem não gosta de mulher de cabelo curto! Meu marido fica semanas sem falar comigo quando corto o cabelo! Não aguento mais esse cabelo, mas meu marido diz que fico feia de cabelo curto! Homem prefere mulheres de cabelos longos”. Tá neh!?

Eu, Vanessa, honestamente acho todos esses comentários aí o cúmulo do machismo, revela bem que ainda vivemos a base do “machismo nosso de cada dia”, e digo vivemos porque estou inserida nessa sociedade, que se gaba de ser machista. Teve gente que ao me ver com a nuca de fora perguntou apenas: “Cortou o cabelo? mas e o seu marido?” Na verdade, a minha vontade na hora era dizer: “Ele vai cortar o dele na semana que vem, eu acho!”, mas preferi não falar nada, fiquei apenas horrorizada em saber que ainda existe esse domínio, de forma tão sutil, sobre o sexo feminino.

Vamos falar sobre a minha realidade, quando decidi pintar o Juliano, meu marido, me disse para eu pintar e ver como ficaria, fui lá e pintei. Nos primeiros dias estranhei muito e ele também, achei que não ia me acostumar nunca, programei para voltar ao loiro várias vezes, mas no final das contas me adaptei e hoje, estou apaixonada pela cor que ele está. É claro que perguntei ao Ju a opinião dele e ele foi sincero, disse que estava lindo mas que preferia o loiro, ele me conheceu loira e a mudança foi radical, e mesmo preferindo o loiro ele nunca me pediu pra voltar ao loiro, e não sei não, mas acho que ele também também já se acostumou com essa cor atual.

Quando decidi cortar foi do mesmo jeito, ele disse pra cortar alegando que fico bem de cabelo longo ou curto e só. Nunca teve muito alvoroço por isso por aqui. Isso pra mim é respeito. Respeito ao que EU gosto, ele me respeita no que me faz me sentir bem. O que ele me passa é que se pra mim os cabelos loiros dão muito trabalho e eu estou me sentindo bem com ele na cor natural é com cor natural que devo ficar, se o cabelo curto é mais prático e me deixa meis leve, é com o cabelo curto que devo ficar. E é assim que o amor é. O amor é recheado de respeito. Ao falar com algumas mulheres pude perceber que elas tinham até mesmo de ser traída caso mudasse a cor do cabelo ou cortasse.  E medo e amor são duas palavras que não combinam.

Acho sim que em algumas situações nos anulamos pelo outro, fazemos algumas coisas porque o outro gosta, mas isso é uma troca e deixar de fazer algo que se tem muita vontade apenas porque “Homem gosta disso…homem gosta daquilo…homens preferem assim…”, ah gente, isso aí já é excesso de machismo, não!? Olha, tem cara que é super desleixado, não se cuida e eu nunca ouvi um: “Mulher não gosta de homem desleixado!”, mas quando a mulher quer ser ela mesma, sempre ouve: “Homem não gosta disso…homem gosta daquilo…” Aff, já deu, neh!?

Seja você mesma, faça o que tem vontade e deixe bem claro quem você é! Quem ama respeita! Quem ama acha bonito, seja loira, ruiva, careca, morena, acima do peso ou magrela demais! Quem ama, ama é ponto. Se liberte desse costume, se liberte desse “machismo nosso de cada dia”!

Sobre “ir até o fim”

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Putz, que saudade que eu estava disso aqui, de escrever, de falar, de expor, andei bem sumida, mas tive meus motivos. Ter três filhos já é motivo de sobra, neh!? Mas acontece que estava finalizando uma pós graduação em Nutrição Clinica e tive que entregar um TCC, toda essa coisa que te toma tempo e te deixa louca descabelada desesperada, pois bem, sobrevivi e vim aqui falar com vocês sobre “Ir até o fim”.

Eu sou do tipo de pessoas que vou até o fim, pra mim não tem mais ou menos ou meios termos, quem está comigo sabe bem disso, sou Sim ou Não, Quente ou Frio, Amor ou Desamor, não gosto de nada morno! Pra você entender mais sobre isso vou te contar sobre uma época da minha vida onde abri os olhos e vi que era preciso crescer e tomar minhas decisões e “ir até o fim”, ainda que pra isso fosse preciso parar o que estava fazendo, se isso não era o que me fazia feliz.

Aos 21 anos de idade (ô idade complicada) cursava uma faculdade em uma outra cidade e morava sozinha, não trabalhava e vivia por conta, acontece que um dia me olhei no espelho e não gostei do que vi, não gostei de nada, não gostei do olhar triste, da postura infeliz e nem da falta de sonhos. Já estava ali há um ano e meio e não gostava de nada daquilo, e o mais grave, percebi que até aquele momento nunca tinha tomado uma decisão que fosse minha, completamente minha, só minha, não que alguém me obrigasse a fazer qualquer coisa, mas nunca havia brigado por nada, é como se não soubesse pelo que brigar, é como se não achasse importante brigar, lutar, desafiar, discordar. Bem, nesse dia decidi que iria abandonar esse curso, ia voltar para a casa dos meus pais (oi? você está certa disso?) e fazer apenas o que quisesse. Contar sobre essa decisão para os meus pais não foi muito fácil, eles não entenderam muito bem, tentaram me convencer a “finalizar” o curso, mas não, já tinha tomado a primeira decisão que cabia apenas a mim e não voltaria atrás.

Voltei pra casa deles, não tinha a mínima idéia do que faria dali pra frente, mas uma coisa tinha certeza, não faria nada do que não quisesse e não seria um peso pra eles. Me comprometi a arrumar um emprego, fui atrás de um emprego e comecei a me “analisar” para ver o que seria da minha vida dali pra frente. Consegui um emprego e decidi fazer Nutrição, em uma universidade particular e meu pai e eu dividíamos a mensalidade, tirei carteira de motorista, voltei a conviver com meus amigos, terminei um namoro antigo, comecei um novo namoro, terminei esse namoro e decidi ficar um tempo sozinha. Tudo que eu fazia desde aquele dia, no qual me vi triste, fazia por mim mesma. Digamos que descobri que só precisava fazer o que eu queria, nada mais. Me tornei alguém melhor, pra mim, nem todo mundo aprova esse tipo de atitude, mas como não estou muito preocupada com a aprovação externa posso dizer que hoje me olho no espelho e vejo quem sou, com todos os meus erros e meus acertos, sem esconder nada de ninguém (e acho que isso ás vezes irrita algumas pessoas).

Se me arrependo de ter largado o curso que fazia? Não! Se me arrependo de qualquer outra coisa? Não! As pessoas então me perguntam com frequência: “Como você consegue fazer tudo isso e estar tão bem?” E ouvem a verdade: “Acontece que só faço o que quero!” O que tudo isso tem a ver com “ir até o fim”? Tem tudo a ver! Você não percebeu que só consegui chegar ao fim dessa pós graduação porque decidi largar tudo aquilo que não me realizava? Que só consegui concluir essa etapa porque isso sim me desafiou, me deixou feliz? Que só cheguei até aqui, e cheguei bem, porque optei por tomar as minhas decisões?

Ao ler isso tudo não pense que sou uma pessoas independente, muito pelo contrário, tenho meu marido e nossos filhos e tudo que faço, todas as minhas decisões são baseadas no bem estar deles, acontece que eles sabem bem me aceitar e me apoiar.O Ju (maridão) não questiona muito minhas decisões, ele me apoia, fica ao meu lado, me dá força e se não fosse isso teria sido bem mais dificil chegar até aqui.

Não é fácil tomar suas próprias decisões, não foi fácil olhar nos olhos dos meus pais e dizer que não continuaria aquele curso, não foi fácil assumir responsabilidades, não é fácil dizer “não quero”, ás vezes é muito mais comodo deixar as coisas como estão, mas isso não realiza ninguém. Pra se sentir realizada/o às vezes faz-se necessário dizer “não”, fazer as malas, pedir demissão, desligar o telefone, fechar/abrir a porta, e tudo isso implica em assumir responsabilidades, ser dono do próprio nariz, limpar as próprias sujeiras, mas te trás leveza, te faz sorrir, te dá  satisfação.

Te convido a “ir até o fim”, sem desistir, bem, na verdade te convido apenas a ser você mesmo, e se for preciso desistir pra chegar até o fim que você tenha coragem pra desistir, se é que você me entende!!!

 

Para as minha crianças! – Sophia, José Miguel e Maria Flor –

Eles são tudo, menos meus!

             Eles são tudo, menos meus!

Eles são as olheiras no meu rosto, o sorriso nos meus lábios e as lágrimas que marejam meus olhos. Eles são a casa bagunçada, o brinquedo no banheiro, a minha cama sempre desarrumada, os copinhos de plástico no escorredor da cozinha, um papel rabiscado no meio de um livro, o lápis de cor fazendo parte da decoração da estante, o motivo de não assistir à um único episódio ao menos do meu seriado favorito por completo, terminar uma conversa ao telefone ou conseguir escrever esse post de uma só vez.

Eles são o meu cabelo sempre preso, a minha preocupação com o clima, as escovinhas de dente na pia do banheiro, a fruteira sempre reabastecida, o cheiro de lenço umedecido nas minhas mãos, o barulho do liquidificador batendo uma vitamina, o melhor “Manhêêêêê, acabei” que um dia imaginei ouvir, o cheiro de criança pela casa, o chulezinho que eu gosto de cheirar, a minha falta de privacidade para ir no banheiro, a minha força para levantar da cama nos dias difíceis.

Eles são a minha vida atual quase antisocial (se é que você me entende), o garçom confuso com tanta criança em uma única mesa dentro de um restaurante, os meus banhos cronometrados,o meu alerta constante dentro do shoping, aquele cheirinho gostoso de bolo de chocolate no forno, o aumento na fatura do cartão, o meu coração que dói de amor e bate mais forte de tanta felicidade, a minha contribuição por um mundo melhor, menos machista, preconceituoso ou racista.

Eles são minhas lágrimas, meus sorrisos, meus medos, minha felicidade, minhas culpas e minha ansiedade. Eles são essa minha nova preocupação com política, economia, água, meio ambiente, sociedade e inflação. Eles são o meu conhecimento por papinhas, melhores alimentos, brinquedos pedagógicos, medicamentos, agrotóxicos, doenças, a música infantil que não sai da minha cabeça, o brinquedo que eu piso no meio da noite e o motivo de não gritar quando esse brinquedo é pontudo e machuca meu pé.

Eles são a minha vida, o meu tesouro, a minha alegria, o motivo do meu coração estar sempre cheio de alegria. Existe apenas uma coisa que eles não são, MEUS. E o que mais quero é saber criá-los para que eles sejam livres e torço para que isso faça com que eles queiram sempre voltar, por vontade própria.

Filhos, eu amo vocês e, sinceramente, não teria pra mim uma outra vida se não essa, de cuidar de vocês!

Criança tem que ser criança…apenas isso!

Essa imagem publicitária foi proibida!

Essa imagem publicitária foi proibida!

Cada vez que vejo publicidade infantil ou propaganda usando meninas como se mulheres fossem fico enojada. Primeiro que a publicidade infantil em si já me incomoda ao extremo, já tive que ouvir da Sophia coisas do tipo “Mas o moço da televisão falou que eu preciso de um daqueles, mãe!”, “Na televisão fala que pra ser forte preciso tomar esse, mãe!”, e isso me irrita tanto. Há quem diga: “É simples, desligue a TV!”. Mas não, não é tão simples porque a publicidade infantil não está só na TV, ela está na prateleira do supermercado, no estacionamento do shoping, no parque, na coleguinha da escola que tem acesso à todos os produtos que a publicidade dita, e em TUDO, mas em TUDO mesmo. Eles pegam pesado! E eles desrespeitam!

Aqui em casa ninguém ganha nada só porque achou legal, nós entramos e saimos de lojas de brinquedos sem comprar nada, sem nenhum problema, sem nenhuma culpa e sem nenhuma lágrima. Eles pedem e nós explicamos e eles entendem! Criança tem inteligência, viu!? Não subestime a inteligência do seu filho nunca, caso contrário ele te dominará com a inteligência e esperteza dele. A Sophia um dia me pediu uma sandália que vinha com alguma coisa, um brinquedo que não me lembro o que era e eu , sabendo da inteligência dela, apenas expliquei que nós compramos apenas o que precisamos e aí contamos juntas quantas sandálias ela tinha e depois disso apenas perguntei: Você precisa de mais uma, filha? E ela soube responder que não e que quando precisasse ia querer aquela. Bem, ela aprendeu a lição, hoje quando quer algo primeiramente pergunta se ou argumenta que precisa, e ela tem apenas quatro anos. E quando percebo que a publicidade é quem está ditando o que ela precisa, explico e ela entende e pronto.

Mas o que me deixa mais enojada é essa força que fazem para que a criança deixe de ser criança, e a apelação é muito maior no mundo infantil feminino. A menina já tem naturalmente o desejo de ser como a “mamãe” e a publicidade apela pra isso, oferecendo sutians infantis, catálogos com apelação, as roupas de meninas são mini roupas de adultos, sapatos com mini saltos, uma coisa horrorosa. Aqui em casa já aconteceu de brincar de passar esmaltes, maquiagem, colocar meus sapatos, meus sutians, “fazer” a barba igual o papai, coisas que crianças fazem, e não só a Sophia já fez isso, mas o José Miguel também fez, e daí?! Mas isso é coisa de criança! Se a Sossô pode pintar as unhas na manicure? NÃO! Se vou comprar pra ela o sutian bunitinho daquela marca super famosa? NÃO! Ela não tem peito e não precisa!

Essa semana surgiu ai um ensaio da Vogue Kids, o ensaio é repugnante, eles usaram meninas para as fotos mas as poses são provocantes, como se fossem mocinhas crescidas e maduras. Isso incentiva não só a adultilização, mas o amadurecimento precoce, se tratando de sexualidade e é um conteúdo totalmente pedófilo, no meu ponto de vista. Estimula a adoração pelo corpo, a conceitos como “O que importa é chamar a atenção!”, “É preciso ser magra!”, “É preciso se mostrar!”, e isso leva à uma geração de mulheres doentes pelo corpo perfeito, nunca satisfeitas, anoréxicas e bulímicas, Sim, é sério assim!

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      Esse tipo de foto pode? Veja mais aqui

E acredita que só depois de ver esse ensaio é que fiquei sabendo que uma marca super famosa e que todas as meninas “devem” usar já fez um ensaio que foi PROIBIDO (a primeira foto do post é desse ensaio)! É minha gente, a tal Lilica Ripilica fez um ensaio assim e em uma das fotos tem uma menina com uma pose bem “ousada” e a mensagem é “Use e se lambuze!”, sério que alguém pode achar isso normal? É melhor rever conceitos, heim!? Aqui batemos na tecla do “sem marca”, compramos em qualquer loja, e gostamos de roupas infantis e sapatos infantis confortáveis. As meninas usam roupa Lilica Ripilica porque ganham, mas não é a moda mais bonita, na minha opinião. Gosto muito mais das coisas da Hering, acho básico, colorido e confortável. E também não gosto de moda adulta para crianças, tipo body da moda, sapato com saltinho e me pergunto com frequência: Quando foi que perdemos o senso de que o mágico da infância é ser criança?

O mais curioso é que dia desses um fotógrafo norte americano fez fotos da filha em momentos de brincadeiras dela durante uma viagem, tem foto dela só de calcinha, usando o piniquinho e as fotos foram excluídas das redes sociais, o perfil dele foi bloqueado e o cara foi, praticamente linchado por causa das fotos, o acusaram de pedofilia, sendo que as fotos continham apenas momentos da filha, não tinha nada “ousado”, achei até tudo muito bonitinho, acho lindo registrar todos os momentos dos filhos, nós fazemos isso aqui. Mas então, as fotos dele foram excluídas das redes sociais e ele sofreu ataques por isso, e uma revista encontra espaço para divulgar fotos e ditar modas para crianças. Esse mundo é de uma incoerência, não!?

Esse tipo de foto não pode?

  Esse tipo de foto não pode? Veja mais aqui

É preciso lutar contra essa adultilização. É preciso defender nossas crianças! É preciso ir contra a publicidadae infantil e portegê-las! Boicote a publicidade infantil pelo bem dos seus filhos!!!