Eles não querem dinheiro, eles querem carinho!!!

“Crianças que não têm a atenção e o carinho adequados podem sofrer de distúrbios psicológicos e comportamentais”

Fonte Google Images

Fonte Google Images

O texto de hoje foi tirado da revista on line Educar para Crescer, ele fala sobre a importância do cuidado e da atenção dos pais na primeira infância dos filhos, os cuidados e a presença dos pais podem influenciar até mesmo no QI de um indíviduo, leia o post por completo e fique por dentro do quanto é importante ser presente na vida dos seus filhos.

“Será que o apego materno tem efeitos no desenvolvimento de um bebê? De acordo com uma pesquisa realizada na Romênia por pesquisadores americanos, a resposta é sim – e muito! A relação de crianças nos primeiros anos de vida com seus pais – biológicos ou adotivos- pode ser determinante para um bom desenvolvimento do cérebro. 

O professor de pediatria e um dos autores da pesquisa, Charles Nelson III, da escola de medicina de Harvard, verificou que boa parte de distúrbios psicológicos e comportamentais constatados em adolescentes e adultos pode ser consequência da falta de atenção sofrida logo na primeira infância. A lista inclui problemass de relacionamento social, déficit de atenção, menor QI, síndromes similares a autismo e até déficit de crescimento (nanismo).

Isso acontece porque um cérebro menos maduro, como o de um bebê, é muito afetado por características fundamentais do ambiente, como a luz e a linguagem. Crianças criadas em orfanatos não recebem os estímulos necessários para o desenvolvimento, e por isso têm uma propensão maior a apresentar esses distúrbios do que aquelas que cresceram em um ambiente familiar, estimulante e enriquecedor. 

Pode parecer óbvio, mas a pesquisa é importante para mostrar como, independente da situação socioeconômica, são o cuidado, o carinho e a atenção os maiores responsáveis pelo desenvolvimento da criança. “Amor é o básico necessário, e isso não tem nada a ver com dinheiro”, diz Nelson. 

A pesquisa, além de provar que abrigos podem ter um efeito negativo no desenvolvimento do cérebro, também apontou como há um período ideal em que é possível reverter os efeitos causados pela negligência: de preferência antes dos dois anos de idade.”

Por Beatriz Montensanti

Crianças e do que elas gostam!

Quem tem criança em casa sabe que os brinquedos favoritos deles são aqueles que não custam nada, garrafas descartáveis, vasilhas de plástico, revistas entre outros. E, para quem não sabe estamos na Semana Mundial de Brincar e a diiirce escreveu um post muito legal sobre o brincar das crianças e os seus brinquedos favoritos. Vale a pena conferir!!!

Fonte: Google Images

Fonte: Google Images

Nada de marca famosa, nada de pesquisas mirabolantes sobre o comportamento-padrão dos bebês, nada de estudo sobre desenvolvimento infantil.

Os brinquedos favoritos não são encontrados em lojas especializadas, nem foram pensados para as crianças.

Listo agora os brinquedos mais amados pelos bebês e pelos bolsos dos papais e pela sanidade das mamães e pela tranquilidade dos irmãos mais velhos:

Etiquetas – alguns brinquedos vêm com etiquetas, e o primeiro ímpeto da mãe é? Passar a tesoura na bichinha. Logo a etiqueta, a favorita dos bebês. Eles são capazes de passar horas (leia-se minutos, porque a atenção sustentada de crianças não dura muito mais que dez minutos) passando o dedinho e viajando nelas.

Potes plásticos – No próximo Natal, quando te pedirem dicas de presentes para seu bebê, indique uma linha bem moderna e linda de potes plásticos, chamados carinhosamente de tapouér. As crianças ganham brinquedos novos e coloridos, que podem ser empilhados e derrubados sem quebrar, e você, de quebra, descarta aquela coleção pote de sorvete.

Tampas e panelas – Este item só funciona se seu jogo de panelas não é Le Creuset ou tem tampas de vidro. Com o primeiro filho, eu caí na besteira de um dia brincar de bateria de panelas. Resultado: precisei de um jogo novo e modernoso com tampas de vidro e fundo triplo. Nessas, a pequena não curtiu essa modalidade.

Revistas – Estudiosos e pesquisadores dos quatro cantos do mundo há anos buscam uma resposta, mas nenhuma tese conseguiu concluir porque as crianças se divertem tanto com o barulho de papel rasgando. E como as revistas são coloridas e rasgam com mais facilidade, acabam virando grande fonte de divertimento.

Caixas – Experimente por e colocar objetos dentro de uma caixa. Seu bebê vai amar a experiência de poder “sumir” com as coisas. Agora experimente colocá-lo dentro da caixa, brincar de achou… Abaixo à sacolinha plástica! A caixa de papelão não sufoca, vira brinquedo e ainda pode carregar suas compras!

Rolo de papel higiênico – Se seu bebê está muito quieto, pode ter certeza: ele está se divertindo horrores tirando o papel do rolo. Só assim para se compreender que 30 metros é papel pra caramba!

Horas de diversão! Horas de paz para a família brasileira!

Criança adora brincar com coisa que não é brinquedo, e não há problema nenhum nisso, desde que seja algo seguro e tenha sempre um adulto supervisionando.

Agora o segredo para as coisas não-brinquedo virem objetos atraentes para os bebês é colocá-los em gavetas ou em caixas fechadas ou cobertas com um pano. O importante é ter um desafio que os pequenos consigam superar em segurança. Pois colocar uma caixa fechada com cadeado numérico no alto da prateleira é sacanagem!

600full-she--ra_-princess-of-power-screenshot

Momento fim do desenho da She-Ra: Essa é uma das provas de que criança pouco liga se o brinquedo é de marca, é do personagem da moda ou se realmente existe um brinquedo estruturado. Criança gosta de brincar. E quando não há brinquedo, ela imagina. Se ninguém ensinou-lhe uma brincadeira, ela cria as próprias regras. Aliás, é isso o que falta nas crianças de hoje: oportunidade para um livre brincar, para o transformar, para exercer a criatividade.

 

Para saber mais sobre a Semana Mundial de Brincar acesse aqui !!!

Meu amor, obrigada!

71765_474102095972509_486348383_n

São quase quatro anos de casamento que passaram voaaando com duas gestações, a chegada de dois bebês, o constante aprendizado em ser dona de casa, coisas surpreendentes e também estranhas aconteceram nesses quatro anos. Olhando para nós dois, para a nossa cumplicidade, o nosso companheirismo, nossa intimidade, em tudo parece que já temos mais tempo de casados, continuamos apaixonados mas ao mesmo tempo com uma bagagem legal no nosso casamento. Nos viramos sozinhos, dependemos um do outro e nos entregamos ao máximo para fazer o certo, é claro que nem sempre conseguimos, nem sempre nos agradamos por completo, mas até nas nossas limitações nos amamos. 

E depois de todo esse tempo, de dois filhos que tomam boa parte do nosso tempo hoje fomos almoçar, sozinhos e eu percebi que você me esperou e estendeu a mão para que andássemos de mãos dadas. Ok, isso pode parecer “bobinho”, acontece que me disseram que não seria assim, que o romantismo iria embora com a chegada dos filhos, que a rotina nos faria distanciar, que os filhos nos roubariam um do outro, mas olha, deve ter algo errado com nós dois porque tudo isso só nos aproximou, você não acha?

Não entendo quando as pessoas dizem que os filhos distanciam, é claro que é complicado andar de mãos dadas quando se tem que acompanhar uma criança de apenas dois anos andando e outra no carrinho, as mãos realmente ficam “ocupadas”, mas sempre que estamos sozinhos, o que é raro, percebo que você faz questão de estar de mãos dadas e talvez você não saiba mas isso é uma das coisas que faz com que eu me sinta tão realizada por estar ao seu lado.

Não só andar de mãos dadas mas também a ligação no meio da tarde, o beijinho de despedida, o olhar carinhoso, quando você imita minha risada, quando saímos para dançar, entre tantas outras coisas…

Ju, eu te amo! E só escrevi isso aqui para te dizer como é bom saber que você faz questão das coisas simples mas que enchem o coração de uma mulher, você me tem por completo. 

Deixe sua cria crescer…mas com leveza!

Fonte: Google Images

Fonte: Google Images

Pare para pensar em tudo o que você deseja para seu filho e como vai fazer para pôr isso em prática. Tente colocar no papel. Provavelmente entre as coisas que você escreveu estão fazer com que ele não adoeça, não se machuque, fique sempre em ambientes seguros e com pessoas de confiança, tenha a melhor educação do mundo, esteja preparado para se destacar na vida adulta, cerque-se de amigos incríveis, possa ter tudo o que você não teve e seja feliz, sempre. Até aí, nada de errado. Afinal, se qualquer pessoa deseja tudo isso para alguém que ama, que dirá para um filho.

Mas será que, na melhor das intenções, você não está exagerando um pouco na proteção, nas expectativas que coloca na criança e na cobrança que faz de si mesmo, como pai e mãe?

De fato, essa ânsia em querer ser o melhor pai do planeta, que acaba às vezes sendo prejudicial para o desenvolvimento dos pequenos, é bem comum. Quem afirma isso é a psicóloga norte-americana Wendy Mogel, mãe de duas meninas, Susanna, 26 anos, e Emma, 22, especialista em família, estudiosa das relações entre filhos e pais e autora de dois best-sellers sobre educação e comportamento nos Estados Unidos: The Blessing Of a Skinned Knee (A Benção de um Joelho Ralado, em tradução livre) e The Blessing of a B-minus (A Benção de um B-, ou seja, uma nota na média), ambos inéditos no Brasil.

Pensando em ajudar esses pais de um jeito muito bem-humorado, a psicóloga fez uma paródia de grupos como os Alcoólicos Anônimos e Narcóticos Anônimos, oOverparenting Anonymous – For Those Who Feel Powerless Over Overindulgence, Overprotection, Overscheduling and Expectations of Perfection (ou Pais Superprotetores Anônimos – Para os Pais que se Sentem Impotentes para Combater a Ânsia de Mimar, Superproteger, Superocupar e Ter Altas Expectativas de Perfeição). “É como se os pais fossem mesmo viciados em seus filhos, em fazer com que vivam uma vida perfeita”, explica. Inspirados nos passos para ajudar viciados a deixar de lado o álcool ou as drogas, ela criou 13 tópicos para que mães e pais reflitam e tenham uma postura mais tranquila em relação à família. Com a ajuda de Wendy, CRESCER adaptou nove desses passos, que são voltados para crianças pequenas, para a realidade brasileira. Quem sabe eles ajudam você a não cair no vício da família perfeita? 

1 – Antes de se aborrecer, criticar, elogiar ou explicar demais, pense: “Por que estou falando isso?” 

“Ouça quatro vezes mais do que você fala, simples assim”, diz Wendy. Se seu filho chegar em casa reclamando que o colega bateu nele, antes de dizer “vou falar com a mãe dele”, pergunte o que aconteceu, como foi, o que estavam fazendo. Uma criança não pode bater na outra, claro, mas, às vezes, seu filho arrancou o brinquedo da mão do colega, então o papo fica bem diferente… 

2 – Esteja alerta, mas não fique sempre desesperado 

Repetir para si mesmo: “Só por hoje não vou me alarmar se meu filho cair e ralar o joelho. Só por hoje não vou sofrer demais se ele chorar na escola quando eu for embora”. Observe primeiro. Veja como ele reage, se consegue se levantar, se o choro passa rápido, se ele passa muitos dias chateado. Só depois tome atitudes. Wendy conta uma história curiosa que viu nas escolas dos EUA. “No armário de primeiros socorros havia toalhinhas vermelhas para limpar os machucados das crianças para que elas não se assustassem ao ver o sangue. É uma superproteção extrema! Além disso, a maioria dos pequenos adora ver sangue, pois é colorido, interessante. Eles precisam ver para aprender sobre o próprio corpo e como ele se cura.” 

3 – Não confunda o que a criança quer com o que ela precisa 

Dispensa grandes explicações, não é? Para ficar em um exemplo simples, seu filho não precisa que você o defenda se ele brigar com o primo. Mas ele bem que quer que você faça isso… 

4 – Entenda que as notas ou o desempenho do seu filho não é igual à sua nota como mãe ou pai 

Separe as coisas. Você e seu filho são indivíduos diferentes, com características diversas e, embora o que um faça interfira diretamente na vida do outro, as coisas não são assim tão pão, pão; queijo, queijo. Por isso, relaxe. Às vezes seu filho não é bom nas atividades físicas, mas vai ser o cara que mantém a turma de amigos junta. Abra seus horizontes para entendê-lo e suavize a autocobrança. 

5 – Aprenda a amar as palavras “tentativa” e “erro”. Deixe seu filho errar muito antes da vida adulta 

Tem coisas que você só aprende experimentando. Isso gera autoconfiança, ensina a agir nas diversas situações, a testar e a achar o melhor caminho. “Nos Estados Unidos têm muitos grupos de mães que estimulam as crianças a se desenvolverem. Em um deles, um bebê de 8 meses estava tentando pegar uma bola e não conseguia. A mãe teve o impulso de pegar a bola e dar ao filho. Então a monitora explicou que ela devia se sentar sobre as próprias mãos e só olhar. O menino começou a se mexer e enrugou o edredom sobre o qual estava brincando. Isso balançou a bola, que foi na direção dele e ele conseguiu agarrá-la. Não tinha expressão mais feliz do que a dele naquele momento”, conta Wendy. 

6 – Não tente consertar o que não está quebrado. Aceite a natureza de seu filho. Se ele tiver talento para ser um ótimo cozinheiro, não peça a ele que seja um médico 

Seu filho é um pouco tímido? Tem dificuldade de parar quieto e prestar atenção no que os outros falam? Pense se isso não é uma característica dele. “Nem todas as crianças vão ser boas com idiomas, ou se comportarão do mesmo jeito. Isso não é sempre motivo para ir a um psicólogo ou dar remédio. Estamos toda hora procurado algo para culpar e soluções rápidas. É preciso ter mais paciência antes de tomar atitudes”, diz. 

7 – Lembre-se: decepções fazem parte da preparação para a vida adulta 

Quando seu filho for excuído de uma brincadeira, não cair na classe dos colegas que ele gosta ou ficar na última fileira da apresentação de balé, não tente reverter a situação a qualquer custo. 

8 – Dê ao seu filho tempo para brincar. E evite que depois ele diga que teve a infância roubada 

Procure deixar espaços realmente livres na agenda do seu filho, para que ele faça o que quiser ou não faça nada. E deixe que ele se sinta entediado de vez em quando, para aprender a lidar com essa sensação, que será comum durante toda a vida dele. “A dificuldade desse passo é ir contra ao que todos os outros pais estão fazendo. Se você tem condições financeiras e decide não matricular seu filho na natação, no inglês e nas aulas de pintura, muitas pessoas vão dizer que você é negligente, como se não estivesse dando o melhor para a criança. Meu conselho é: seja forte nas suas decisões.” 

9 – Coloque a máscara de oxigênio em você antes de colocar nas crianças 

Nada como você estar feliz e bem resolvido para seu filho se sentir do mesmo jeito. Por isso, cuide de si mesmo! Encontre tempo para sair com os amigos, para fazer algo de seu interesse. Permita-se ter preguiça de dar banho nele depois daquela festa e ir para cama com os pés sujos (só por hoje!), finja que não viu aquele amendoim que ele enfiou na boca e estava no chão sabe-se lá quantos anos. E, não, ele não vai ficar doente por ir descalço até a cozinha buscar um copo de água. Para ele ter independência no futuro, passeiem juntos, a pé, de bicileta, de transporte público. Seu filho aguenta aprender tudo isso. Ele só precisa da sua ajuda. De leve!

Fonte Revista Crescer

As crianças e seus amigos imaginários!

Fonte: Google Images

Fonte: Google Images

A Sophia é uma criança bem sociável, é claro que hora ou outra ela demonstra certa timidez, não vai com a cara da pessoa (e não me pergunte o “porquê” e nem espere que eu fique sem graça caso isso aconteça), ela não gosta de brincar com crianças mandonas ou que fiquem a tocando o tempo todo, batendo ou gritando. Ela é um tanto quanto seletiva e isso não me incomoda porque entendo que faz parte dela isso aí e percebo que ela convive muito bem com as crianças com as quais ela gosta de interagir, inclusive com o irmãozinho dela.

Uma outra característica interessantíssima da Sossô é que ela não possui um amigo imaginário, ela possui três amigos imaginários, isso mesmo minha gente, são três amigos imaginários. Além de passar o dia todo brincando com o irmãozinho José Miguel ela ainda interage com o Jowci/Joyce (não sei como escreve esse nome aí não, só sei que é um menino e que ela pronuncia esse nome em inglês e às vezes o chama de Joe), a Sara e a Deisy. São três amigos, duas meninas e um menino e eu acho o máximo essa criatividade dela. Pelo que já li e ouvi de outas mães é normal que as crianças criem amigos que façam parte do imaginário delas e geralmente elas têm um amigo ou uma amiga nesse mundo de fantasia, mas a minha garota têm três, é pra se orgulhar ou se preocupar?

Bem, eu não sou do estilo paranóica com essas coisas, não me preocupo com esses “amigos” que fazem parte do dia a dia da Sophia e acho que isso não vai “afetar” o desenvolvimento dela, acho até que pode ajudá-la. Já li sim algumas coisas à  respeito, por curiosidade mas percebo que minha filha é saudável e que esses amigos são  companheiros nos momentos em que ela precisa criar situações, contar acontecimentos que foram importantes para ela, compartilhar aprendizados e coisas do tipo. 

Um ótimo exemplo de que esses amigos “auxiliam” no aprendizado dela é que um dia, durante o desfralde, ela fez um xixi fora do peniquinho e eu expliquei que não podia que o lugar de xixi e de cocô era no peniquinho, que ela deveria aprender a fazer somente no peniquinho. Ok, após a explicação fui fazer outra coisa qualquer que no momento não consigo me lembrar bem e ouvi que ela estava conversando e comecei a chegar perto dela aos poucos para ouvir o que era e o assunto era o seguinte: “…blá…blá…blá…sabe Joe, o xixi tem que ir no peniquinho, não é no chão, você tem que aprender isso…blá blá blá…!” 

Então, vez ou outra ela me conta algum caso, diz que o Jowce foi na praia, que a Sara brincou na escola, que a Deisy tomou banho com ela, ela cria histórias, ela cria situações, ela ensina o que aprendeu aos seus “amigos” e eu acho isso interessantíssimo. Às vezes me pergunto se tive amigos imaginários, queria ouvir histórias de como era quando eu falava com eles, se eu falava com eles, queria me lembrar dessa fase. Como deve ser bom ser capaz de criar um mundo em nossas mentes, como deve ser bom ser livre e não ter medo de ter idéias “fantásticas”, de criar situações “absurdas”, de poder soltar o que há de bom e o que há de ruim dentro de nós. 

Parece que algumas mães e pais proibem amigos imaginários, não dão atenção aos seus filhos quando eles contam as histórias dos seus amigos, tratam esses histórias como sendo mentirosas, será mesmo que isso é o certo? Será que a minha atitude, a minha “não preocupação” está sendo errada? Não estimulo a minha filha a viver em um mundo imaginário, apenas não a limito, não a proíbo, não nego a ela o direito de criar, deixo que ela navegue pela própria imaginação, que ela viaje na sua criação mas a coloco também aqui, no mundo real que já chato o suficiente para que ela não possa viver nenhum pouquinho em seu mundo “mágico”, “fantástico” e “lindo”. 

E quem foi que disse que o imaginário não pode ser mais concreto do que o real? Se é que você me entende!!!

A maternidade é clichê!

Fonte Google Images

Fonte Google Images

Hoje lendo um texto pude confirmar isso mais uma vez, a maternidade é COMPLETAMENTE clichê, usamos os mesmos jargões, temos os mesmos medos, as mesmas culpas e as mesmas aflições. O texto é tão bom mas tão bom, e ao mesmo tempo tão “eu” que decidi postar aqui para você conferir também.

“Minha vizinha tocou em casa dia desses e eu a convidei para entrar, a gente precisava trocar um papo rápido. Minha casa estava em um dia comum, ou seja, um caos. Não moro dentro da revista de decoração, mas confesso que mimar a casa é um dos meus hobbies. Fui decoradora (sou? fui? nasce uma mãe, nasce uma crise) e meus dotes com as telas e pincéis, as cores e os tecidos fizeram da minha sala um local meramente agradável.

E daí nasceram meus filhos e eles fizeram da minha sala um local meramente… nojento. A ponto de a vizinha adentrar na casa e eu disparar instintivamente o clássico: “desculpa pela bagunça”.

Virei mãe por meio das imagens estáticas de revistas, das novelas, dos filmes e dos, por que não?, comerciais de margarina. Ou carros. Ou inseticidas venenosos, esses, sim, comerciais de mães lépidas e magrinhas com casas impecavelmente arrumadas e filhos combinando. Não era de se surpreender que eu achasse que a vida com as crianças ia ser, digamos, mais “ton sur ton”.

Pois bem, não é. Vida com crianças é um exercício de conviver com cores imprevisíveis e destoantes. E muita sujeira.

As almofadas, antes organizadas por relevância de tamanho no sofá, formam um vulcão no meio da sala. Os móveis mais acessíveis estão sujos com melecas. Normalmente saliva mesmo, porque criança gosta de lamber as coisas. E eles pouco ligam se dentro da boca há um restinho de leite ou da bolachinha orgânica que você pagou o olho da cara, o negócio é estimular o prazer oral e lamber geral. E desmoralizar as almofadas, claro, aquelas pestes. Desculpa pela honestidade.

As roupas que você comprar daquela infinita –e ironicamente inútil em sua maioria– lista de enxoval tem destino certo: ou serão tão pouco usadas, porque as crianças crescem rápido demais para seus ajustes de modo que parecerão novas quando abandonarem suas gavetas, ou serão suficientemente usadas (e por isso, se seu filho for porcalhão como os meus, leia-se umas duas ou três vezes) para abandonarem as gavetas diretamente para a prateleira de trapo. Trapo de limpar móvel babado com resto de comida azeda. Desculpa pela escatologia.

Sabe aquelas mantinhas e sachês que combinam com a garrafa térmica, o porta-cotonete e o paninho que vai em cima do ombro na hora de pôr o bebê para arrotar? Então, isso só funciona na revista mesmo. Na vida comum, ou seja, no caos, nenhum sachê apaga o odor de cocô que impregna em um quarto de uma fraldinha premiada recém-trocada. E na hora que você precisa de um paninho para limpar uma golfada nervosa que seu filho deu no sofá de “chenille”, só vai encontrar o resto do pacote da bolachinha orgânica que seu mais velho picou pela casa toda. Entre e fique à vontade, só não sente aí nessa mancha que o menino acabou de vomitar no sofá! Desculpa pela falta de tato.

Preparada para uma maternidade limpinha e decorada é difícil receber a vizinha sem alguma autocrítica pela capa de revista não alcançada. 

O jeito é fazer uma avaliação da visita antes mesmo que ela entre em casa, para saber o nível de aflição que ela vai passar. Daí desenvolvi um método.

Se a pessoa não tem filhos, peço desculpa mesmo. Ela nunca vai entender o porquê daquele monte de torrada dentro do vaso da planta (que morreu, né?). Se ela tem filhos, reparo nas meias deles. Se estiverem impecáveis e pareadas, é possível que ela seja uma mãe de revista. Não só peço desculpas pela bagunça como também peço umas dicas. Quem sabe ela me ensina como manter a ordem e o equilíbrio cromático da minha casa e meus filhos mais limpinhos? E, por fim, se ela aparecer com uma criança vestindo uma camiseta que poderia ser um trapo de limpar chão, nem preciso falar nada. Vai entrando, cuidado com essa meleca, sente-se e fique à vontade. Ela é das minhas.”

Escrito por Anne Rammi em UOL Mulher (Gravidez e Filhos)

…o Outono e Eu…Eu e o Outono…

Fonte: Google Images

Fonte: Google Images

Ah esse friozinho gostoso e esse céu azul! O outono é, na minha opinião a melhor época do ano, claro que gosto muito das outras estações, acho que cada uma tem o seu encanto, mas o outono me trás lembranças deliciosas, esse céu azul, o entardecer lindo, as noites frias e deliciosas. Sei que há quem não goste do outono, por causa do frio, do vento e das gripes…rsrsrs…sim, essa é uma parte chatinha do outono. Mas eu ainda prefiro dar ênfase ás coisas boas que ele me trás.

Sempre que o outono começa, que eu sinto esse vento frio no rosto e o cheiro frio que as coisas passam a tomar eu volto à várias fases da minha vida que foram deliciosas. Me lembro da minha infência, de “quentá sol” com a minha vó no quintal da casa dela todos os dias, durante à tarde, de tomar leite com café ou chá de hortelã quentinhos para esquentar o nariz (vai entender a lógica de vó, neh!?!). 

Me lembro da minha adolescência, ir pra escola toda empacotada de moleton e participar das rodinhas de colegas durante o intervalo no sol. Amo o céu e o sol do outono, o amarelar das folhas das árvores, as roupas de frio, os gorros e as boinas, as noites estreladas de céu limpo e lua brilhante. E outra coisa que eu gosto muito são as comidas do frio, a sopa do meu pai, os caldos, os chás, os chocolates, os cafés…tudo é tão mágico nessa época. Me sinto em um mundo encantado quando o outono chega. Exagero? Que nada, é apenas a Vanessa relatando algo que gosta.

Que esse outono seja bom pra mim e pra você, que ele te traga boas lembranças e te acumule boas histórias, que você descubra o prazer dos chás e das sopas e que você tire um tempo do seu dia pra “quentá sol” seja com seu amor, com seus filhos, com seus pais e quem sabe, até com seus avós. E observe, mas observe muito o céu do outono e você não vai se arrepender!