Rotina!

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Uma das perguntas que ouço com frequência é: como você consegue conciliar tudo? E a resposta é sempre a mesma: rotina!!!

Por aqui criamos rotinas pra tudo, para algumas pessoas somos chatos, para outras somos metódicos, mas para nossa família tem dado certo. Aqui definimos hora para o banho, para as refeições, para as sonecas e para a hora de ir pra cama a noite. Seguimos o mesmo ritual desde que a Sophia era bebê e tem dado certo. Se não fosse por essa rotina a mamãe aqui já estaria louca!

Quanto aos assuntos da casa, aquelas obrigações que nós, donas de casa, adoramos cumprir, como lavar a roupa, lavar banheiros, limpar a casa, passar a roupa, bem essas orbigações aí vão entrando nos intervalos e faço de tudo para torná-las mais prática possível. Vou descrever um dia normal nosso pra você ter uma noção de como as coisas vão acontecendo, digo um dia normal porque temos nossos dias turbulentos, noites mal dormidas, festas ou passeios que nos tiram da rotina, crises de tosse que levam à um vomitado interferindo em todo nosso sistema, essas coisas banais e que raramente acontecem (Só que não…rsrs).

As crianças vão para a escola logo cedo, o maridão cumpre todo seu papel de pai acordando e arrumando as crianças para a aula. Sim, ele acorda, dá o leitinho delas, escova os dentinhos, troca a roupa e ajeita os cabelos dos dois, um pai de fato, neh. Um marido que entende noites mal dormidas, que respeita as mamadas fora de hora da Maria Flor, um vomitado ou uma fralda que não suportou a demanda…kkkkkkkkkkkk…ele toma as rédeas e arruma as crianças e as leva para a escola.

Assim que a Maria Flor me dá uma liberada pra tomar um café aproveito para colocar as coisas no lugar, escovar os dentes, ligar pra minha mãe, resolver pendências da SlingaBaby, colocar roupa na máquina, tirar um pózinho dos móveis, fazer alguns exercícios físicos, ainda que em 15min. (siiiiiiim, faço isso aí também, porque mereço me sentir de bem com o meu corpo). Volto pra ela, até porque ela é bem agarradinha e a coloco dentro do sling, e lá vamos nós, pra segunda etapa da manhã. Passamos (digo passamos porque ela está no sling) um pano na casa, ou o aspirador, lavamos as sacadas e começamos a preparar o almoço, só preparar, não dá pra cozinha com um bebê no sling, É PERIGOSO!!!

Faço o almoço, marido e crianças chegam, almoçamos todos juntos e depois da sobremesa a Sophia e o José Miguel já sabem que é hora da sonequinha. Dou banho na Maria Flor, deixo ela ficar no peito até pegar no sono, às vezes ela colabora e dorme a tarde toda, às vezes ela decide que quer chamego e só dorme se eu estiver deitada com ela e outras vezes ela, simplesmente, decide que não vai dormir, temos que respeitar…kkkkk…

Assim que as crianças acordam dou um lanchinho pra eles, um tempinho pra brincar e depois disso vai todo mundo para o banho, dou banho nos dois junto. É mais prático, mais rápido, os dois se divertem juntos e é assim que é. Se a Maria Flor está em um dia difícil, de extrema carência, coloco ela no sling e dou banho com ela ali, dá certinho. Se ela estiver mais tranquilinha, ou até mesmo dormindo, aproveito até pra tomar banho junto com eles…é uma loucura…e é uma delícia…é o nosso momento de brincar juntos, eles adoram.

Depois desse banho todos ficamos livres. Eles brincam muito, tomo um cafézinho da tarde, a Maria Flor mama de meia em meia hora (rsrsrs), a Sophia e o José Miguel devem brigar pelo mesmo brinquedo umas 18 vezes, eu devo perder a paciência nas 18 vezes e aí o marido chega. Aproveito o período da noite, que o Ju está em casa para fazer coisas como passar a roupa, estender aquela roupa que coloquei pra bater de manhã, lavar a louça do almoço, separar a roupa da escola dos meninos do dia seguinte, organizar as mochilas, ir no banheiro fazer xixi…rsrs…brincadeira…exagero…tá, às vezes acontece!

As crianças, exceto a bebezica Maria Flor, vão pra cama por volta das oito e meia da noite, depois de guardar todos os brinquedos, é claro que fica um ou outro, jogado no meio da sala, em cima da minha cama, dentro do banheiro, no armário da cozinha, enfim…eles colocam os pijaminhas, tomam o leitinho, escovam os dentinhos e vão pra caminha, rola uma oração, um milhão de beijos, e o José Miguel acaba soltando alguns “tá muito esculo meu quaito!”. Depois desse processo, vem o processo do banho da Maria Flor, um banho gostosinho e relaxante, uma mamada grande e ela pega no sono e vai até o outro dia…não…péra…isso aí é nos meus sonhos…na vida real, ela toma o banho, mama muito, cochila, mama mais, pega no sono e vai até as três da madrugada!

Se eu quero outra vida??? Não não!!! Porque depois de tudo isso aí o Juliano e eu nos deitamos, olhamos um para o outro e sentimos que a felicidade é a nossa rotina, tudo isso aí enche os nossos corações, essa é a nossa vida, a vida que escolhemos e por mais que pareça cansativa nós só conseguimos nos sentir abençoados por Deus, por nos dar tamanha felicidade!!!

Livre Demanda…o segredo do sucesso!

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Eu sempre sonhei em amamentar, nunca imaginei que os primeiros dias pudessem ser tão complexos e muito menos que minha vida se resumiria à um bebê agarrado no meu peito. Mas virei a cara para as dificuldades e lá fui eu! Sou dessas, determinada e decidida! Tive sucesso nas três vezes, a Maria Flor ainda é meu “chaveirinho de peito”, e 99% desse sucesso se deve à LIVRE DEMANDA!

O que é livre demanda? É deixar o peito TOTALMENTE à vontade para o bebê, mamou há uma hora e meia e já está resmungando? Oferece o peito! Mamou há uma hora e já está resmungando? Oferece o peito! Mamou há meia hora e já está resmungando? Oferece o peito!

Há quem diga que o bebê deve mamar de três em três horas, eu, como mãe e nutricionista digo que o bebê deve mamar na hora que ele tiver vontade! O estômago do bebê é muito pequeno nos primeiros dias de vida, nos primeiros meses, por isso ele armazena pouco e o leite materno é facilmente digerido, e está aí a importância da livre demanda!

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Não existe leite fraco e, se não me engano, menos de 5% das mulheres aprensentam problemas hormonais que a levam a não produção de leite. Sendo assim, a questão da produção de leite está na oferta do peito ao bebê, já que quanto mais ele sugar, mais as glândulas serão estimuladas e mais leite será produzido. Oestado emocional da mulher também pode afetar a produção de leite, se ela estiver passando por dificuldades, sob pressão ou em quadro de depressão pós parto o sucesso da amamentação pode não acontecer como o esperado. Mas sabe-se hoje que a mulher que com depressão pós parto que insiste na amamentação consegue superar o quadro mais rápido!

Aqui em casa sempre foi assim bebê resmungou a primeira opção é oferecer o peito, mesmo se tiver mamado há apenas meia hora, caso o bebê não queira mamar (o que nunca aconteceu…kkkkkk), eu olhava a fralda, tentava ninar, mas geralmente uma mamadinha era suficiente mesmo. Já ouvi diversas vezes coisas do tipo: “Seu leite não deve sustentar, já que ele está mamando de novo!” “Ah, eu acho que essa criança está passando fome!” “Ah, eu acho que esse leite não mata a sede e esse bebê está com sede!”, mas como sempre me interessei pelo assunto não tinha problema em lidar com essas questões, não respondia, mas também não dava ouvidos.

Já passei por momentos em que acreditava não estar mais produzindo leite, dias em que havia passado a noite em claro e estava esgotada, o bebê nervoso no peito, eu chorando, peito TOTALMENTE mucho e eu apenas chorava enquanto o bebê chorava. Ai o marido, como bom “consultor em amamentação” que acabou se tornando, pegava o bebê e o fazia dormir enquanto eu descansava, e no fritar dos ovos percebia que ambos (o bebê e eu) estávamos cansados e o que precisávamos era de uma boa soneca, e no dia seguinte tudo estava normal.

Outra coisa que aprendi com o tempo foi que peito não é armazém, mas sim fábrica! Essa coisa de peito cheio de leite não é legal, pode dificultar a pega correta, levar o bebê a não conseguir mamar o suficiente e aí sim, passar fome. E existe ainda o risco de mastite, nos casos em que o leite está “armazenado”. O ideal é “mamas vazia e macias”, isso facilita na pega e durante a sucção e o corpo se encarrega de produzir a quantidade que o bebê demandar.

Fica aqui a dica: VIVA EM LIVRE DEMANDA!!!

Não estipule horários para as mamadas, não deixe o seu bebê resmungando, ofereça o peito, o máximo que vai acontecer é ele mamar além da conta e dar aquela vomitada na sua roupa limpinha, mas nisso depois você dá um jeito. Ofereça o peito sempre, de manhã, de tarde, de noite e de madrugada! Não ofereça complemento para o bebê dormir a noite toda, isso interfere na sua produção de leite, não deixe que te convençam de que você não tem leite, ou de que o seu leite é fraco. Ofereça o peito o tempo todo, em qualquer lugar, a qualquer resmungo do seu bebê. Tudo isso passa muito rápido, mas os benefícios que o aleitamento materno provocam na sua saúde, na saúde do seu bebê e no vínculo entre vocês não passarão nunca.

E um VIVA À LIVRE DEMANDA!!!

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Dica de leitura: Vlia Mamífera

O que não nos contam sobre a amamentação!

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É comum encontrar uma mãe amamentando, ou assistir algum filme com uma mãe amamentando e acreditar que foi só o bebê nascer e tudo já se encaixou perfeitamente, bico do peito formado, quantidade de leite ideal, nada de peito “rachado” ou “empedrado”, bebê com pega correta e por aí vai. Mero engano pensar assim. Todas nós, mães, passamos por dificuldades na primeira fase da amamentação, algumas choram mais, têm coragem de falar sobre as dores e os medos, outras são mais duronas, mais “orgulhosas” e não gostam de dar o braço a torcer, aí elas mentem ou apenas escondem a verdade.

O fato é que amamentar DÓI, pelo menos na primeira fase. Nem todas conseguem o sucesso tão esperado e isso dói mais ainda, porque dói no coração, é a dor da frustração. Quando o bebê nasce o ideal é que ele vá direto para o seio da mãe, não que seja regra que ele mame ali de imediato, mas esse primeiro contato é fundamental para os próximos dias. O que vejo de mais grave é que nas maternidades eles “tiram” o bebê de perto da mãe nas primeiras duas horas de vida, isso já é um choque para ambos. Algumas maternidades oferecem “complemento” para o bebê, dizendo que o choro é de fome e que o leite ainda não desceu, que ali só tem o colostro ( primeira substância totalmente importante para o sistema imunológico do bebê) e que o mesmo não é capaz de sustentar o bebê .

O fato é que o colostro é de extrema importância, além de ser a “vacina natural” para o bebê é o primeiro contato entre o bebê e o seio da mamãe e esse contato é importantíssimo, ali é a hora que a mãe pode aprender sobre a forma de se posicionar e treinar o bebê a fazer a pega correta. Eu tive duas consultoras e tanto na minha primeira experiência com amamentação, a minha mãe, que me ensinou muito, com carinho, paciência e segurança do que estava dizendo e fazendo e a outra é uma pessoa que foi muito importante na minha vida, mas que hoje já não está mais tão próxima, a “tia Simone”, digamos que eu sou a “filha emprestada” dela. Elas me tranquilizavam, me ensinaram a ordenhar nos primeiros dias e a deixar a natureza a agir por si só, sim a natureza sabe o que fazer, somos mamíferas e, não só o nosso corpo, mas nossa mente e coração sabem bem o que fazer, o que atrapalha é o externo e se ele em nada acrescenta, evite-o!!! Não usei NENHUMA pomada ou protetor de seios, não acredito que eles possam auxiliar, eu Vanessa, acredito que a natureza sabe fazer bem o seu trabalho. Nos primeiros dias doía muito, cheguei a acreditar que não seria capaz mas fui, e cá estou eu, amamentando a terceirinha!

Meus seios “rachavam”, sangravam, doiam, ficavam cheios demais, vazavam demais. De repente “esvaziavam”, parecia não ter mais nada ali, e o bebê resmungava e eu chorava imaginando que não tinha mais leite, mas que nada, eles apenas pegaram o ritmo das mamadas e só enchiam o suficiente para a demanda, assim amamentei muito, e amamento a Maria Flor.

Não desista, minha amiga! A primeira fase vai passar! Pra facilitar as coisas, caso estejam caóticas, fique sem blusa com o bebê no colo, fique o bebê no colo o tempo todo, ele não vai ficar manhoso, não é preciso fazer mais nada além de amamentar! Converse com pessoas que te incentivem a amamentar e que te auxiliem nisso, evite ou não absorva comentários do tipo: “Seu leite é fraco”, “Ele chora de fome!”, “É melhor dar outro leite!”, e insista, insista e persista.

Ah, e lembre-se: NÃO EXISTE LEITE FRACO! Caso o bebê não esteja ganhando peso:

  • observe se a pega do bebê está correta, fazendo um “bico de pato”!

  • avalie se a mamada tem sido livre demanda, ou seja, sempre que o bebê resmunga a primeira atitude é oferecer o peito!

  • Procure com urgência banco de leite da sua cidade, com pessoas especializadas para te ensinar tudo sobre essa fase!

O bebê não chora de fome, o bebê chora porque é um estranho em um ambiente estranho, se imagine sendo colocado em uma aldeia indígena, com um dialeto desconhecido e sem poder se comunicar, se movimentar, sendo assim, tudo é estranho ao bebê e a única coisa que o acalma é estar perto da mãe, ouvindo seus batimentos cardíacos e voz, sentindo seu calor.

Não é ” melhor” dar outro leite, existe a opção para casos em que, depois de observadas e analisadas todas as opções não há condições para o aleitamente materno, mas não é a melhor opção. Insista, não desista!

 

Avaliando a pega do seu bebê:

 

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Diferenças entre o Canguru tradicional e os carregadores modelo Sling

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Muita gente me faz a seguinte pergunta quando me vê usando o wrap sling: Mas isso não é igual aquele Canguru tipo mochila?

Não, não é a mesma coisa. Ambos são carregadores mas possuem características particulares que fazem muita diferença para o bebê que é carregado e para o adulto que carrega.

Muitas marcas oferecem ao público carregadores do estilo canguru, ou mochilas de nova geração (BabyBjörn, Chicco, Bebé Confort, Jané, Graco…), ao ver um bebê dentro de uma dessas mochilas podemos observar alguns detalhes como:

  • A postura de cadeira não é correta! As pernas do bebê ficam penduradas em relação ao resto do corpo e não dobradas no estilo rã! Com as perninhas penduradas, o peso do bebê é fica apoiado diretamente na zona genital ao invés do seu bumbum, e sua coluna adquire uma postura não-fisiológica;

  • O bebê, normalmente está colocado virado para frente! Esta postura é totalmente contra-indicada para bebês que ainda não firmam bem cabeça e pescoço. Ela posição obriga o bebê a curvar a coluna na posição contrária à fisiológica, ficando mais ereta, e o deixa exposto à uma infinidade de estímulos diretos, sem possibilidade de proteção, uma vez que não pode se virar.

  • Não é ergonômica para quem carrega o bebê! Já que o bebê tende a posicionar sua coluna e separar seu corpo de quem o leva e altera o centro de gravidade do mesmo, obrigando-lhe a modificar sua postura correta com consequentes problemas nos ombros e coluna e sobrecarga do assoalho pélvico.

  • Não podem ser usadas por muito tempo! Com o desenvolvimento da criança essas mochilas ou cangurus se tornam desconfortáveis pois não são ajustáveis.

Infelizmente não é comum encontrar em lojas de puepério carregadores ergonômicos do tipo wrap sling, eles são geralmente produzidos artesanalmente e não existem marcas comerciais, ainda que os represente. Porém são os carregadores ideais não só para o bebê carregado como também para o adulto que o carrega. Vejamos as vantagens desses carregadores tipo sling:

  • A postura de cadeira é correta! O bebê fica com as perninhas estilo “rã”, essa postura consiste em levar o bebê no colo com as pernas abertas em cerca de 45° em relação ao eixo corporal (abertura total entre as pernas de 90°), e o quadril flexionado de maneira que os joelhos fiquem à uma altura ligeiramente superior ao bumbum. Isso permite que a cabeça do fêmur fique perfeitamente encaixada dentro da articulação do quadril e é a posição fisiologicamente correta, é uma postura ótima, e previne problemas posteriores desta articulação. Esta técnica de encaixamento ajuda a resolver casos de displasia de quadril leves.

  • O bebê é colocado virado para o corpo do carregador até que tenha adquirido total controle de cabeça e pescoço! Essa posição permite que o bebê fique peito è peito com o carregador o tornando mais calmo e reduzindo os episódios de cólica. Essa posição também dá ao bebê sensação de acolhimento e segurança.

  • É TOTALMENTE ergonômica não só para o bebê carregado mas também para o adulto que o carrega. A amarração básica, quando feita corretamente faz com que duas faixas largas fiquem no centro das costas do carregador e protege ainda os ombros do carregador. É possível passar longo período de tempo com o bebê dentro de um wrap sling sem sentir incômodo algum. Além disso o bebê fica bem próximo ao carregador, isso aumenta o contato entre mãe e bebê e é um colaborador para o sucesso na amamentação.

  • Pode ser usado enquanto a criança quiser, até o terceiro ano de idade ou mais. O carregador tipo wrap sling, quando cofeccionado com malha de qualidade e resistente pode suportar até 20kg, e por ser um tecido “livre” possui inúmeras amarrações. Ele pode ser usado desde o bebê recém-nascido, até mesmo prematuros (as mochilas comerciais ou cangurus não são indicados) até quando o adulto e a criança desejar.

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Viu quanta diferença!?

É o assunto da vez é Wrap Sling!

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Cuidar de um bebê é uma tarefa e tanto! Esses cuidados exigem muito da mamãe, do papai e de qualquer um que esteja envolvido nesse processo. O bebê chega em casa e pronto, o que fazer agora? Não venha me falar que você já sabia exatamente o que fazer com o seu recém-nascido quando ele foi pra casa porque aqui já tínhamos dois filhos quando a Maria Flor chegou e ainda assim passamos por muitas surpresas. Bebês gostam de colo, precisam de colo, choram quando não se sentem acolhidos, choram de cólica, choram por não saber o que está acontecendo, choram de medo e por isso mesmo precisam estar sempre agarradinhos à quem cuida deles. Eles PRECISAM, não é manha, não é luxo, é NECESSIDADE. Mas como ficar com o bebê sempre agarradinho se existe uma casa pra ser cuidada ou um outro filho dependente de você?

É aí que entra o sling! Existem vários modelos, cada um com sua funcionalidade, mas na minha opinião nenhum é tão funcional e tão gostoso quanto o Wrap Sling. O Wrap Sling é um tecido amarrado ao corpo do cuidador do bebê, é possível fazer várias amarrações de acordo com a idade, desenvolvimento e necessidade do cuidador e do bebê. É o único indicado para bebês recém nascidos e até mesmo prematuros ou recém nascidos de baixo peso.

É muito importante ainda ressaltar que o wrap sling não é um pano qualquer amarrado, existem tecidos próprios, o tecido deve ser contínuo, sem costura e que garanta ao bebê e ao cuidador o máximo de segurança possível. É possível amamentar o bebê dentro do sling, cuidar de outra criança, fazer algumas atividades domésticas e até mesmo atividade física. A amarração básica é ergonômica, ou seja, não prejudica o bebê e nem o adulto, pois o peso carregado é distribuído entre os dois ombros.

Há quem diga que algumas mulheres já nasceram sabendo usar o sling, na minha opinião é tudo uma questão de prática, quando comecei a usar, com o José Miguel eu encontrei algumas dificuldades, mas com o tempo peguei o jeito, tanto é que hoje o coloco sentada no banco de trás do carro quando não dá pra sair de casa com ele já amarrado em mim, aninho a Maria Flor ali mesmo e pronto, estamos prontas para o passeio. Então, é só uma questão de praticar, é claro que a primeira vez que você colocar um sling você não vai sair por aí pulando, limpando casa, fazendo uma maratona, o ideal é que as primeiras experiências sejam com o bebê dormindo, de barriguinha cheia, calmo, e que a mãe/pai caminhe apenas pela casa, tranquilamente. Mas olha, com o tempo você vai ter a sensação de que o sling já faz parte do seu corpo!

Vamos falar sobre os benefícios do wrap sling?

Para o bebê:

  • O bebê que slinga chora menos!

  • Tem maior habilidade motora, coordenação e senso de equilibrio (os movimentos feitos durante a “slingada” promovem isso)!

  • Têm uma melhor visão do mundo!

  • Se sentem mais seguros, por isso são menos ansiosos!

  • Se tornam independentes com mais rapidez (observe o povo indígena, os índios usam sling e as crianças indigenas se tornam independentes mais rápido)!

  • Dormem melhor!

  • Se acalmam durante os episódios de cólica, pois a posição no sling facilita a liberação de gases!

  • A amamentação tende a ter muito sucesso com o uso do sling, o bebê estará ali e terá fácil acesso ao peito e já existem comprovações de que a mulher que tem contato constante com o seu recém-nascido produz leite com maior falicidade!

Para os pais:

  • Melhora a comunicação, já que você se sintoniza diretamente com expressões e gestos do seu filho!

  • Como a criança fica mais calma os pais se tornam mais seguros e auto-confiantes!

  • É conveniente! Chega de carrega bebê conforto, montar e desmontar carrinhos, já basta toda a tralha que um recém-nascido nos faz carregar quando chega…rsrs!

  • Facilita a locomoção. Você pode caminhar por calçadas e terrenos irregulares, ruelas estreitas, subir e descer escadas, entrar a locais com muita gente sem bater em ninguém com o carrinho, etc.!

  • Amamentação discreta sem necessidade de buscar um lugar apropriado para sentar!

  • Permite você interagir com outras crianças ou filhos e ainda assim manter seu bebê perto e seguro!

  • Mãe e bebê podem sair de casa juntos! Você pode ir a qualquer lugar com seu bebê seguro e acolhido!

  • Suas mãos estão livres. Você pode fazer compras, caminhar, passear, ler um livro,  brincar com o seu filho maior ou ainda sair para um lindo almoço na cidade!

  • É a solução natural para o sono do bebê. Você acalma e agrada seu bebê com seu calor, sua voz, seus movimentos e o batimento de seu coração.

Viu só, o wrap sling é cheio de benefícios! Então aguarde que em breve o blog trará mais novidades sobre o assunto!

Vem aí a SlingaBaby®

 

*Todo texto foi escrito com a Maria Flor agarradinha em mim, dormindo!

*Alguns tópicos foram retirados do Slingando

 

Uma carta para mamães e papais…para futuras mamães e futuros papais!

Li isso hoje logo cedo e acredito que todos os leitores do blog devem ler também. De acordo com a opinião de terceiros você vai sempre estar fazendo algo errado em relação à criação de filhos, por isso apenas “ouça, concorde e sorria” … rsrs…

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“Independente das opções que você fizer para a sua maternagem, saiba: vão te encher o saco.

Se você planejar uma gravidez ou engravidar no susto, vão te encher o saco. Ao longo de todo o bucho crescente, vão te encher o saco. Se você está comendo pouco, muito, medianamente ou não está comendo: vão te encher o saco.

Independente da sua escolha no que tange a opção de trazer seu filho ao mundo, vão te encher o saco. Se a sua escolha for fora do senso comum então, aí que vão encher o saco pra valer.

Se você optar por amamentar exclusivamente no peito, vão torrar a sua paciência. Se der leite artificial por qualquer que seja o motivo, veja só, vão te encher o saco. Se optar por dar o peito exclusivamente nos 6 primeiros meses, não dando qualquer outro tipo de alimento, nem água, tampouco chás, vão te encher o saco.

Quando iniciar a alimentação sólida, seja qual for a sua escolha, vão te encher o saco. Se o guri comer demais ou de menos ou se alimentar somente da luz do sol, vão te encher o saco.

Quando você voltar a trabalhar fora, vão te encher o saco. Se você decidir abdicar da sua profissão pra cuidar do(s) bacuri(s), vão te encher o saco. Se trabalhar em sistema home office, vão te encher o saco.

Se ele ainda engatinha, não anda, ou já anda, sapateia, faz o moonwalk e canta o hino do Ponte Preta aos 11 meses de idade, vão te encher o saco.

Se você anda com ele no carrinho, no sling, nos ombros, ou na sacola de compras, vão te encher o saco.

Portanto, mães e pais: creio que junto do “pacote bebê”, a maternagem ativa e o empoderamento nos fazem aprender a ter paciência e humildade. Nossa paciência será torrada diariamente. Nossa humildade será testada cotidianamente. Seremos contestados o tempo todo, independente das nossas vontades e escolhas.

Por isso, volto a bater numa tecla muito importante: escolhas baseadas em informação de qualidade e entrega na vivência nos trazem segurança para mantermo-nos firmes nas nossas preferências mater-paternas. Sejam elas quais forem. Essa semana, num post anterior a esse, disse que minha mãe me ensinou algo muito valioso: “toda escolha traz uma renúncia”. Levo essa máxima comigo em toda opção que faço para a minha vida pessoal, materna e profissional.

O empoderamento sobre o próprio corpo, sobre escolhas externas para nossos filhos e para nossa vida em sociedade é fundamental para termos discernimento e bom senso.

E mesmo de saco cheio e paciência torrada pelos outros, sigamos as escolhas que nos trazem paz!”

Texto e imagem retirados de Livre Maternagem

Bebê, o novo centro do mundo e o(s) irmão(s) mais velho(s)!

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Aqui nesse mundo que é a nossa casa sempre que uma gravidez se iniciava dava-se início à uma novela chamada: “Aguardando o Centro do Mundo!”. Cada enjôo, cada consulta, cada ultrason, cada mexida, tudo era motivo de parar o que se estava fazendo para atender ao mais novo protagonista das nossas vidas. Primeiro a Sophia foi o nosso “centro do mundo”, muito cedo cedeu o seu espaço de “centro do mundo” com muito carinho ao José Miguel, sem crises, sem ciúmes, sem ataques de histeria. Muito pelo contrário, ela fez parte do início dessa segunda novela, ia a todas as consultas, assistia aos ultrasons, não sei bem o que se passava na cabecinha dela, mas ela o tratou com muito carinho e entendeu que aquele era o momento dele “brilhar”, até porque ela sabia que uma vez protagonista sempre protagonista, ela nunca deixou de brilhar nas nossas vidas, havia apenas chegado em nosso mundo alguém mais indefeso que ela e cabia a ela também ser “protetora” desse alguém, papel que ela cumpre com gosto.

Hoje estamos passando pela terceira etapa da novela, estamos vivendo o nosso terceiro “centro do mundo” com a Maria Flor e cada dia é único, especial, cada novidade, cada coisinha bonitinha que ela faz, cada noite mal dormida. As coisas são iguais mas ao mesmo tempo muito diferentes, mas tem algo que é idêntico, a compreensão da Sophia a respeito da chegada de um bebê. Ela sabe entender que a Maria Flor nesse momento é o ser que mais precisa de atenção e ela sabe também suprir o José Miguel enquanto estamos envolvidos em um banho ou qualquer outra coisa. Ela sabe entender que nem todos os dias poderei fazer as “maria chuquinha” (maria chiquinhas) que ela tanto gosta para ela ir à escola, nem todos os dias poderei ler uma história na hora dela ir pra cama, que ela vez ou outra vai ter que esperar alguns minutinhos a mais para que eu possa fazer a vitamina ou esquentar um leitinho e as atitudes dela são admiráveis, ela me ensina muito. Já ouvi ela mesma dizendo para o José Miguel que “tem que esperar, daqui a pouco a mamãe faz” e isso por um lado me doeu mas por outro me deixou orgulhosa, ela tem crescido e ela sabe dividir qualquer coisa, sabe dividir um doce, um copo de água, um brinquedo e até a “mamãe dela” com os seus outros irmãos, e o melhor não é isso, o melhor é que ela sabe ensinar isso ao José Miguel.

Já ouvi algumas mães dizendo, com lágrimas nos olhos que se sentem culpadas quando não podem atender a um dos filhos por causa de um outro, ou por causa do bebê, que sentiram muito em ter que deixar um filho com outra pessoa enquanto iam para a maternidade, que sentiam muita culpa por não poder atender, em algum momento a um dos filhos e fiquei com muito pesar por essas mães, não pela falta de tempo ou de disponibilidade em atendê-los, mas por elas se sentirem culpadas quanto à isso. Não deve existir culpa nisso, devemos ser intensas na criação e na educação dos nossos filhos e ensiná-los que nem sempre se é o centro do mundo e isso faz parte da vida. Carrego muitas culpas, mas essa não faz parte delas, vejo que a Sophia e o José Miguel são crianças especiais e tenho certeza de que o fato de terem um ao outro e uma irmã mais nova colabora para isso. Eles possuem seus pontos negativos, às vezes se mostram egoístas quanto uma ou outra coisa, mas sabem ouvir e aprender e sabem ir contra essa essência egoísta que todos nós carregamos.

Se você faz questão de vivenciar cada momento importante da vida do seu filho, não se sinta mal em dizer um “agora não posso” quando realmente não puder fazer algo para ele, se ele é importante na sua vida ele sabe disso e uma vez ou outra que tiver que te dividir com alguém não vai fazer com que ele se sinta menos amado ou menos importante pra você. Saiba que isso vai ensiná-lo, que isso vai torná-lo mais forte e confiante, ele vai entender que até para o amor existe o tempo de ser acolhido e o tempo de acolher.