Colares ou pulseiras de âmbar…será?

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Já faz um tempo que tenho visto algumas mães usando em seus bebês colares e pulseiras de âmbar, sempre achei bem fofinho mas ficava com o pé atrás em relação à segurança dos bebês e se realmente existem benefícios nessa prática. Como boa curiosa que sou, fui atrás de pesquisas e, por coincidência, acabei conhecendo a Thayani, que é do Blog BB Mais Lindo do Mundo e que tem muita experiência no assunto.

Vou contar pra vocês aqui o que aprendi sobre esse material e como me encantei pelo produto. Vem comigo, vem!

O que é o âmbar báltico?

âmbar do báltico é considerado um remédio natural e vem sendo utilizado no mundo todo para aliviar os sintomas associados a dentição do bebê, como febre, inchaço nas gengivas, dificuldades no sono e inquietude.

Eles são há tempos adotados pelas mães na Europa e Estados Unidos, e recentemente começaram a se tornar populares no Brasil (principalmente depois da publicação da foto de Gisele Bundchen com sua filha utilizando o colar).

Qual é a história do âmbar?

Desde os tempos antigos, ao âmbar foi designado o poder de cura.

Utilizado pelos europeus durante séculos, o âmbar é um analgésico natural e tem propriedades que aliviam a dor e reduzem as inflamações. Quando ele se aquece à temperatura do corpo, o ácido succínico é absorvido em pequenas quantidades pela pele, ajudando nas reacções inflamatórias.

Hipócrates (460-377 aC), conhecido como pai da medicina, em suas obras descreveu as propriedades medicinais e métodos de aplicação do âmbar, que foram posteriormente utilizados pelos cientistas até a Idade Média. 

Na Roma antiga, o âmbar foi utilizado como medicamento e como prevenção de diversas doenças. As camponesas romanas usavam medalhões de âmbar não apenas como adorno, mas também como um remédio para “glândulas inchadas e dor de garganta e boca”.

Desde a época da Segunda Guerra Mundial, especialmente na Alemanha, contas de âmbar eram colocadas em bebês para fazer a erupção dos dentes menos dolorosa.

Cientificamente, as contas de âmbar recolhem uma carga eletrostática ao tocar a superfície, diminuindo a oxidação do corpo. É um bioestimulante que tem efeito positivo sobre o sistema nervoso, o coração, os rins e estimula e processos de recuperação.

Como saber se o produto é verdadeiro?

Devido a alta procura pelo acessório, já entraram no mercado brasileiro as réplicas de plástico ou copal, que são produzidas na China. Por isso, desconfie se o preço for muito abaixo do mercado e solicite ao vendedor que faça um dos seguintes testes para comprovar a autenticidade do material:

Teste da água com sal

O âmbar é libertado de uma camada muito profunda do Oceano e é encontrado no mar. Sua densidade faz com que ele boie em água salgada. Para fazer este teste misture 1 parte de sal com 2 partes de água e misture. Coloque uma peça de âmbar na mistura. O âmbar deve flutuar, enquanto o plástico ou copal afundarão.

Teste do solvente

Coloque algumas gotas de acetona ou álcool numa das contas do colar. Se a superfície ficar viscosa, pegajosa ou houver alteração na cor, o material deve ser plástico ou copal. O âmbar não sofre alterações com solventes.

Os colares são encontrados em várias cores, com contas polidas ou não.  Se o âmbar do báltico for verdadeiro, todos os modelos resultam no mesmo efeito.

E sobre os benefícios? São só para os bebês?

BEBÊS E CRIANÇAS

O colar de âmbar para bebês é um anti-inflamatório e analgésico natural, utilizado há séculos na Europa. 

Para bebês e crianças, o colar de âmbar báltico:

   • estimula o sistema imunológico;
   • reduz a inflamação (especialmente nas gengivas);
   • acelera o processo de cura natural;
   • alivia a dor da dentição;
   • proporciona efeitos calmantes, sem o uso de remédios;
   • age como um analgésico natural (reduz ou elimina a dor associada à dentição, dores de cabeça, rigidez articular, etc.);
   • também ajuda a tratar desconfortos relacionados a garganta, ouvidos e estômago, bem como febres e resfriados.

PARA ADULTOS

O âmbar é benéfico para os adultos também! 

Pesquisas científicas recentes revelam que o ácido succínico tem uma influência muito positiva sobre o corpo humano, ajudando a melhorar a imunidade e o equilíbrio de ácidos quando absorvidos pela corrente sanguínea.

O Âmbar Báltico
   • é conhecido por promover vitalidade;
   • auxilia no reequilíbrio e na cura natural;
   • ajuda a neutralizar a energia negativa permitindo ao corpo se curar
   • alivia o stress e ansiedade
   • trata a garganta, estômago, baço, rins, bexiga, fígado e vesícula biliar; 
   • alivia problemas articulares, como artrites e reumatismo; 
   • ajuda no tratamento de tendinites;
   • é um excelente antibiótico natural;
   • fortalece o sistema imunológico.

Importante: para obter os benefícios terapêuticos do âmbar báltico, é necessário que o âmbar esteja diretamente em contato com a pele. 

E a segurança?

  • A criança deve estar sempre sob supervisão de um adulto durante o uso do colar. Recomenda-se que a criança não durma com o colar. Para manter a ação do âmbar durante a noite, o colar pode ser colocado no tornozelo ou pulso do bebê.

  • O colar deve ter entre 30 e 33 cm de comprimento para que dificilmente se prenda à alguma coisa ou seja levado à boca.

  • Entre cada conta deve haver um nó, para que se o cordão romper, apenas uma conta caia.

  • O fecho deve ser de segurança, coberto de âmbar.

Existe alguma regra de uso para obter os benefícios?

Para obter ao máximo os benefícios do âmbar báltico, considere as seguintes formas de uso:

  • O âmbar deve estar em contato contato direto e contínuo com a pele. Os colares devem ser usados por baixo da camiseta, tornozeleiras por baixo da calça, etc.

  • O âmbar deve ser usado o máximo de tempo possível: no caso de bebês menores de 3 anos, os colares devem ser retirados na hora de dormir. Alguns pais gostam de enrolar o colar no tornozelo, por baixo do pijama. Isso faz com que o âmbar esteja em contato com a pele por mais tempo.

  • Utilize a jóia de âmbar mais próxima ao local onde deseja seu efeito. Para desconforto na cabeça ou pescoço, prefira o colar. No caso de dores, artrites ou tendinites no pulso, mãos ou braços, utilize uma pulseira. No caso de desconforto nos pés ou pernas, prefira utilizar uma tornozeleira. Para alívio dos sintomas da dentição do bebê, o colar trará mais benefício do que a pulseira.

Se gostou e se interessou é só conferir os produtos na lojinha do blog BB + Lindo do Mundo

 
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Filho da mãe! Só da mãe?

Sem título

Bem, li um texto há alguns dias no blog Para Beatriz, por Isabela Kanup e não resisti, preciso compartilhá-lo aqui. O título original é “O que acontece quando a responsabilidade de criar um filho fica a encargo da mãe”.

Concordo com o texto na íntegra, não porque eu viva uma experiência assim, aqui em casa as tarefas são muito bem divididas, não é uma questão de ajudar, é uma divisão de tarefas mesmo, pelo simples prazer de criar os filhos, pelo simples fato de se responsabilizar pela paternidade. O marido aqui não vê dificuldades em nada quando o assunto é a nossa família, mas conheço mulheres que não conseguem ter a mesma paz em relação à criação e cuidados com os filhos e o texto vai para essas mães, para essa sociedade que insiste na tecla do “machismo nosso de cada dia” e para os homens que se acomodam com todo esse costume.

Vem comigo, vem!

“Fraldas trocadas, desmame, papinhas, passeio em parquinhos, ali não pode mexer, correr atrás da criança, ensinar dever, fazer a comidinha saudável, ajudar a escovar os dentes, dar banho, levar e buscar na escolinha, responder perguntas mirabolantes, assistir desenhos irritantes, fazer brincadeiras estimulantes, passar madrugadas no hospital, comprar remédio e por aí vai.

Ter filho é um ato poético e revolucionário, principalmente se além te ter o filho, você cuida de todas as responsabilidades e da rotina dos pequenos. As consequências disso? Uma vida caótica, dificuldade em voltar aos estudos (com quem deixar os pequenos?), dificuldade de encontrar uma posição no mercado de trabalho (afinal, sempre perguntam detalhes sobre a vida do seu filho e te olham com uma cara ruim) e fica difícil mostrar para os outros que por trás dessa mãe que muitos chamam de guerreira e batalhadora, há um ser humano que chora no banho (mãe tem hora marcada até pra chorar), chora antes de dormir, sempre temendo o futuro e sem saber se o que está fazendo é o suficiente.

Acontece que essa desumanização das mães acontece porque muitos pais que deviam ter as mesmas responsabilidades não fazem a sua parte. E quem fica para cobri-la é a mãe. A mãe faz isso de coração aberto pelo filho, para que ele não seja prejudicado e não se sinta menos amado. Como o pai sabe que isso vai acontecer, muitas vezes age como se essa responsabilidade não fosse dele, já que a estrutura social de gênero ainda justifica e reproduz que a mulher tem o dever de cuidar. Se a mãe teve depressão pós parto, a justificativa pode ser “ah, mas no início você nem cuidava bem do seu filho, né?”. É um “agora aguenta” disfarçado. Pais que dividem o mesmo teto precisam dialogar e chegar a um consenso para que as tarefas sejam bem divididas para que a mulher consiga se recolocar no mundo como mulher e pessoa. Que ser pai não seja um ato esporádico, e sim cotidiano. É uma pena que as opressões cotidianas ofusquem as melhores partes da maternidade. Não é difícil encontrar uma mãe estressada, cansada, frustrada por não conseguir fazer melhor o seu papel porque ela já dá o melhor de si.

Quando se desumaniza uma mulher, a sociedade geralmente aponta todos os dedos possíveis para a mãe (e não olham para o próprio lado, tão falho ou ausente). Exigem que ela seja mais mãe (e menos gente), duvidam dos perrengues que ela passa, e – principalmente – acham que a mãe não faz nada além da sua obrigação como mãe. Mas e o pai? Pô… pai é pai né? Não dá pra esperar de um pai que ele seja mãe. Se você é mãe e encontra-se num estado de esgotamento mental e físico absurdo, dê o grito, procure ajuda e se possível um advogado para te ajudar com a divisão das responsabilidades.

 

Quanto aos outros: deixa que digam, que pensem, que falem, deixa isso pra lá, vem pra cá o que é que tem.”

Para Beatriz

#machismonãopassará

machismonãopassará

E chegou a quinta-feira que é dia de???

Isso mesmo…dia de vídeo!!!

O assunto está do babado, fiquei indignada e irritadinhas com uns tal ativistas aí…vem conferir, vem!

Capango (Manuel Branco/Samuel)

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“Capango era uma jovem mãe trabalhadora angolana. De uma aldeia perdida no sul de Angola, Mpupa, nas margens do Cuito. Como se não bastasse o trabalho duro na lavra, a guerra marcava o dia a dia de Capango.

Manuel Branco era um também jovem enfermeiro do exército colonial. Era um poeta. Gastava tantos medicamentos com os seus camaradas de armas como com os misteriosos e inesgotáveis “primos” de Capango e dos outros habitantes da aldeia… que constantemente se magoavam… e que ninguém via.

Abril já se insinuava pé ante pé nas cabeças e nos corações dos jovens oficiais portugueses, mas faltava ainda algum tempo para amadurecer.

O Manuel Branco – já disse que era um poeta? – que não vejo há tempo demais, escreveu um poema dedicado a esta sua “inimiga” e, no fundo, a toda a gente da aldeia. Gente doce e mansa! Eu sei, pois vi-os a quase todos, anos mais tarde, numa visita arrepiante. Quase todos. Faltou ela! Estava a trabalhar longe, na lavra… mas estava viva e soubemos que era feliz com a sua lavra, a sua filharada, o seu homem.”

Agora, um poema à Capango:

Capango
(Manuel Branco/Samuel)

“Capango minha amiga e companheira
Na margem do cuito à margem da vida
Esperando tanto, parecia a vida inteira
Na margem do cuito, à margem da vida

A tua terra era o fim do mundo
O teu quimbo ocupado pelo medo
E eu a dizer-te é muito grande o mundo
E a vida vai começar um dia cedo.

Capango minha amiga e camarada
Na margem do cuito, à margem da vida
Esperando tanto lutaste desarmada
Na margem do cuito, já perto da vida

Mas a luta do Povo chegou longe
Ao capim de revolta incendiado
E um poeta junto do seu Povo
Escreve a história do sangue revoltado

E o capim agora cresce milho
E o arado é a arma do futuro
A tua terra é tua e do teu filho
É o sulco que abres no chão duro.

Capango minha amiga e camarada
Na margem do cuito já perto da vida
Lutando tanto finalmente armada
À margem do cuito já chegou a vida.”

Hoje é quinta-feira?

Sem título

Já é quinta-feira de novo?

Ah, então tem vídeo lá no canal! Nesse vídeo falo sobre a infância unissex, um tema que já tratamos algumas vezes aqui no blog e que gerou muito babado…o assunto é bacana, divertido, revelador e polêmico. Vem comigo então!!!

https://www.youtube.com/watch?v=JC9u4hSPndk

https://www.youtube.com/channel/UC4dDVyUupeBPEHXE8_OIaHg

“Feministas são feias” por Bruna Leão

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Esse texto é de um blog coletivo feminista que sigo e admiro muito. Hoje ao me deparar com ele, após uma longa conversa com uma amigo, sobre como as feministas são vistas e são rotuladas, achei totalmente necessário compartilhá-lo aqui.

“Feministas são feias, gordas, cabeludas, anti-higiênicas. Invariavelmente, se você é feminista, você já ouviu isso. Se você é antifeminista, você provavelmente já disse isso. E não é nada de original, uma vez que é o que vem sendo dito de feministas desde a época em que lutávamos pelo direito ao voto.

A ideia de associar feministas a mulheres não-desejáveis, feias, é uma forma – infantil, diga-se de passagem – de tentar frear os avanços progressistas da agenda feminista. Tempos atrás, foi uma propaganda muito divulgada com o intuito de frear o movimento feminista sufragista. Não foi suficiente, já que as mulheres conquistaram o direito ao voto mesmo assim. Mas funcionou, em forma de discurso, para perpetuar a ideia de que feministas são pessoas feias, mal-amadas, que odeiam homens, etc. É um insulto, ainda por cima, ineficaz: jura mesmo que você está chamando de feia a pessoa que não liga a mínima pra sua opinião? Ainda assim, as mulheres sentem a necessidade de responder a isso.

Recentemente no twitter a tag #FeministsAreUgly (“feministas são feias”) chegou aos Trend Topics mundial. Impressionantemente, havia muitos comentários positivos, tentando desmentir a história. Infelizmente, eram comentários que tentavam a todo tempo provar que feministas não são feias. Essas provas eram dadas por imagens com feministas famosas que são, de fato, bonitas, como Beyoncé, Taylor Swift e as próprias meninas que tiravam suas fotos e as publicavam na rede social. A maioria era de feministas dentro do padrão estético aceitável socialmente.

Mas… E daí que dizem que feministas são feias? Qual o problema de ser feia nesse padrão social torto que temos?

Que importa se feministas são feias se mulheres estão morrendo por não terem acesso a um aborto seguro neste momento?

Que importa se feministas são feias se mulheres estão sofrendo violência obstétrica durante seus partos?

Que importa que feministas são feias quando uma mulher está sendo violentamente estuprada? E que depois de ser estuprada vão duvidar de que foi realmente estuprada?

Que importa que feministas são feias quando uma mulher morre com o tiro de um ex-companheiro ciumento?

Quem disse que temos que ser ou estar bonitas pra lutar para que nossas filhas vivam em um mundo mais igualitário do que nós vivemos hoje?

Não precisamos provar que feministas são bonitas. Muito menos que feministas são bonitas dentro do padrão de beleza agradável aos homens. Essa busca de validação masculina é incompatível com o que realmente nos importa: nossa luta não é um concurso de beleza, é por mudança social.”

Via Não me Kahlo