Diferenças entre o Canguru tradicional e os carregadores modelo Sling

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Muita gente me faz a seguinte pergunta quando me vê usando o wrap sling: Mas isso não é igual aquele Canguru tipo mochila?

Não, não é a mesma coisa. Ambos são carregadores mas possuem características particulares que fazem muita diferença para o bebê que é carregado e para o adulto que carrega.

Muitas marcas oferecem ao público carregadores do estilo canguru, ou mochilas de nova geração (BabyBjörn, Chicco, Bebé Confort, Jané, Graco…), ao ver um bebê dentro de uma dessas mochilas podemos observar alguns detalhes como:

  • A postura de cadeira não é correta! As pernas do bebê ficam penduradas em relação ao resto do corpo e não dobradas no estilo rã! Com as perninhas penduradas, o peso do bebê é fica apoiado diretamente na zona genital ao invés do seu bumbum, e sua coluna adquire uma postura não-fisiológica;

  • O bebê, normalmente está colocado virado para frente! Esta postura é totalmente contra-indicada para bebês que ainda não firmam bem cabeça e pescoço. Ela posição obriga o bebê a curvar a coluna na posição contrária à fisiológica, ficando mais ereta, e o deixa exposto à uma infinidade de estímulos diretos, sem possibilidade de proteção, uma vez que não pode se virar.

  • Não é ergonômica para quem carrega o bebê! Já que o bebê tende a posicionar sua coluna e separar seu corpo de quem o leva e altera o centro de gravidade do mesmo, obrigando-lhe a modificar sua postura correta com consequentes problemas nos ombros e coluna e sobrecarga do assoalho pélvico.

  • Não podem ser usadas por muito tempo! Com o desenvolvimento da criança essas mochilas ou cangurus se tornam desconfortáveis pois não são ajustáveis.

Infelizmente não é comum encontrar em lojas de puepério carregadores ergonômicos do tipo wrap sling, eles são geralmente produzidos artesanalmente e não existem marcas comerciais, ainda que os represente. Porém são os carregadores ideais não só para o bebê carregado como também para o adulto que o carrega. Vejamos as vantagens desses carregadores tipo sling:

  • A postura de cadeira é correta! O bebê fica com as perninhas estilo “rã”, essa postura consiste em levar o bebê no colo com as pernas abertas em cerca de 45° em relação ao eixo corporal (abertura total entre as pernas de 90°), e o quadril flexionado de maneira que os joelhos fiquem à uma altura ligeiramente superior ao bumbum. Isso permite que a cabeça do fêmur fique perfeitamente encaixada dentro da articulação do quadril e é a posição fisiologicamente correta, é uma postura ótima, e previne problemas posteriores desta articulação. Esta técnica de encaixamento ajuda a resolver casos de displasia de quadril leves.

  • O bebê é colocado virado para o corpo do carregador até que tenha adquirido total controle de cabeça e pescoço! Essa posição permite que o bebê fique peito è peito com o carregador o tornando mais calmo e reduzindo os episódios de cólica. Essa posição também dá ao bebê sensação de acolhimento e segurança.

  • É TOTALMENTE ergonômica não só para o bebê carregado mas também para o adulto que o carrega. A amarração básica, quando feita corretamente faz com que duas faixas largas fiquem no centro das costas do carregador e protege ainda os ombros do carregador. É possível passar longo período de tempo com o bebê dentro de um wrap sling sem sentir incômodo algum. Além disso o bebê fica bem próximo ao carregador, isso aumenta o contato entre mãe e bebê e é um colaborador para o sucesso na amamentação.

  • Pode ser usado enquanto a criança quiser, até o terceiro ano de idade ou mais. O carregador tipo wrap sling, quando cofeccionado com malha de qualidade e resistente pode suportar até 20kg, e por ser um tecido “livre” possui inúmeras amarrações. Ele pode ser usado desde o bebê recém-nascido, até mesmo prematuros (as mochilas comerciais ou cangurus não são indicados) até quando o adulto e a criança desejar.

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Viu quanta diferença!?

É o assunto da vez é Wrap Sling!

SlingaBaby

Cuidar de um bebê é uma tarefa e tanto! Esses cuidados exigem muito da mamãe, do papai e de qualquer um que esteja envolvido nesse processo. O bebê chega em casa e pronto, o que fazer agora? Não venha me falar que você já sabia exatamente o que fazer com o seu recém-nascido quando ele foi pra casa porque aqui já tínhamos dois filhos quando a Maria Flor chegou e ainda assim passamos por muitas surpresas. Bebês gostam de colo, precisam de colo, choram quando não se sentem acolhidos, choram de cólica, choram por não saber o que está acontecendo, choram de medo e por isso mesmo precisam estar sempre agarradinhos à quem cuida deles. Eles PRECISAM, não é manha, não é luxo, é NECESSIDADE. Mas como ficar com o bebê sempre agarradinho se existe uma casa pra ser cuidada ou um outro filho dependente de você?

É aí que entra o sling! Existem vários modelos, cada um com sua funcionalidade, mas na minha opinião nenhum é tão funcional e tão gostoso quanto o Wrap Sling. O Wrap Sling é um tecido amarrado ao corpo do cuidador do bebê, é possível fazer várias amarrações de acordo com a idade, desenvolvimento e necessidade do cuidador e do bebê. É o único indicado para bebês recém nascidos e até mesmo prematuros ou recém nascidos de baixo peso.

É muito importante ainda ressaltar que o wrap sling não é um pano qualquer amarrado, existem tecidos próprios, o tecido deve ser contínuo, sem costura e que garanta ao bebê e ao cuidador o máximo de segurança possível. É possível amamentar o bebê dentro do sling, cuidar de outra criança, fazer algumas atividades domésticas e até mesmo atividade física. A amarração básica é ergonômica, ou seja, não prejudica o bebê e nem o adulto, pois o peso carregado é distribuído entre os dois ombros.

Há quem diga que algumas mulheres já nasceram sabendo usar o sling, na minha opinião é tudo uma questão de prática, quando comecei a usar, com o José Miguel eu encontrei algumas dificuldades, mas com o tempo peguei o jeito, tanto é que hoje o coloco sentada no banco de trás do carro quando não dá pra sair de casa com ele já amarrado em mim, aninho a Maria Flor ali mesmo e pronto, estamos prontas para o passeio. Então, é só uma questão de praticar, é claro que a primeira vez que você colocar um sling você não vai sair por aí pulando, limpando casa, fazendo uma maratona, o ideal é que as primeiras experiências sejam com o bebê dormindo, de barriguinha cheia, calmo, e que a mãe/pai caminhe apenas pela casa, tranquilamente. Mas olha, com o tempo você vai ter a sensação de que o sling já faz parte do seu corpo!

Vamos falar sobre os benefícios do wrap sling?

Para o bebê:

  • O bebê que slinga chora menos!

  • Tem maior habilidade motora, coordenação e senso de equilibrio (os movimentos feitos durante a “slingada” promovem isso)!

  • Têm uma melhor visão do mundo!

  • Se sentem mais seguros, por isso são menos ansiosos!

  • Se tornam independentes com mais rapidez (observe o povo indígena, os índios usam sling e as crianças indigenas se tornam independentes mais rápido)!

  • Dormem melhor!

  • Se acalmam durante os episódios de cólica, pois a posição no sling facilita a liberação de gases!

  • A amamentação tende a ter muito sucesso com o uso do sling, o bebê estará ali e terá fácil acesso ao peito e já existem comprovações de que a mulher que tem contato constante com o seu recém-nascido produz leite com maior falicidade!

Para os pais:

  • Melhora a comunicação, já que você se sintoniza diretamente com expressões e gestos do seu filho!

  • Como a criança fica mais calma os pais se tornam mais seguros e auto-confiantes!

  • É conveniente! Chega de carrega bebê conforto, montar e desmontar carrinhos, já basta toda a tralha que um recém-nascido nos faz carregar quando chega…rsrs!

  • Facilita a locomoção. Você pode caminhar por calçadas e terrenos irregulares, ruelas estreitas, subir e descer escadas, entrar a locais com muita gente sem bater em ninguém com o carrinho, etc.!

  • Amamentação discreta sem necessidade de buscar um lugar apropriado para sentar!

  • Permite você interagir com outras crianças ou filhos e ainda assim manter seu bebê perto e seguro!

  • Mãe e bebê podem sair de casa juntos! Você pode ir a qualquer lugar com seu bebê seguro e acolhido!

  • Suas mãos estão livres. Você pode fazer compras, caminhar, passear, ler um livro,  brincar com o seu filho maior ou ainda sair para um lindo almoço na cidade!

  • É a solução natural para o sono do bebê. Você acalma e agrada seu bebê com seu calor, sua voz, seus movimentos e o batimento de seu coração.

Viu só, o wrap sling é cheio de benefícios! Então aguarde que em breve o blog trará mais novidades sobre o assunto!

Vem aí a SlingaBaby®

 

*Todo texto foi escrito com a Maria Flor agarradinha em mim, dormindo!

*Alguns tópicos foram retirados do Slingando

 

Uma carta para mamães e papais…para futuras mamães e futuros papais!

Li isso hoje logo cedo e acredito que todos os leitores do blog devem ler também. De acordo com a opinião de terceiros você vai sempre estar fazendo algo errado em relação à criação de filhos, por isso apenas “ouça, concorde e sorria” … rsrs…

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“Independente das opções que você fizer para a sua maternagem, saiba: vão te encher o saco.

Se você planejar uma gravidez ou engravidar no susto, vão te encher o saco. Ao longo de todo o bucho crescente, vão te encher o saco. Se você está comendo pouco, muito, medianamente ou não está comendo: vão te encher o saco.

Independente da sua escolha no que tange a opção de trazer seu filho ao mundo, vão te encher o saco. Se a sua escolha for fora do senso comum então, aí que vão encher o saco pra valer.

Se você optar por amamentar exclusivamente no peito, vão torrar a sua paciência. Se der leite artificial por qualquer que seja o motivo, veja só, vão te encher o saco. Se optar por dar o peito exclusivamente nos 6 primeiros meses, não dando qualquer outro tipo de alimento, nem água, tampouco chás, vão te encher o saco.

Quando iniciar a alimentação sólida, seja qual for a sua escolha, vão te encher o saco. Se o guri comer demais ou de menos ou se alimentar somente da luz do sol, vão te encher o saco.

Quando você voltar a trabalhar fora, vão te encher o saco. Se você decidir abdicar da sua profissão pra cuidar do(s) bacuri(s), vão te encher o saco. Se trabalhar em sistema home office, vão te encher o saco.

Se ele ainda engatinha, não anda, ou já anda, sapateia, faz o moonwalk e canta o hino do Ponte Preta aos 11 meses de idade, vão te encher o saco.

Se você anda com ele no carrinho, no sling, nos ombros, ou na sacola de compras, vão te encher o saco.

Portanto, mães e pais: creio que junto do “pacote bebê”, a maternagem ativa e o empoderamento nos fazem aprender a ter paciência e humildade. Nossa paciência será torrada diariamente. Nossa humildade será testada cotidianamente. Seremos contestados o tempo todo, independente das nossas vontades e escolhas.

Por isso, volto a bater numa tecla muito importante: escolhas baseadas em informação de qualidade e entrega na vivência nos trazem segurança para mantermo-nos firmes nas nossas preferências mater-paternas. Sejam elas quais forem. Essa semana, num post anterior a esse, disse que minha mãe me ensinou algo muito valioso: “toda escolha traz uma renúncia”. Levo essa máxima comigo em toda opção que faço para a minha vida pessoal, materna e profissional.

O empoderamento sobre o próprio corpo, sobre escolhas externas para nossos filhos e para nossa vida em sociedade é fundamental para termos discernimento e bom senso.

E mesmo de saco cheio e paciência torrada pelos outros, sigamos as escolhas que nos trazem paz!”

Texto e imagem retirados de Livre Maternagem

Bebê, o novo centro do mundo e o(s) irmão(s) mais velho(s)!

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Aqui nesse mundo que é a nossa casa sempre que uma gravidez se iniciava dava-se início à uma novela chamada: “Aguardando o Centro do Mundo!”. Cada enjôo, cada consulta, cada ultrason, cada mexida, tudo era motivo de parar o que se estava fazendo para atender ao mais novo protagonista das nossas vidas. Primeiro a Sophia foi o nosso “centro do mundo”, muito cedo cedeu o seu espaço de “centro do mundo” com muito carinho ao José Miguel, sem crises, sem ciúmes, sem ataques de histeria. Muito pelo contrário, ela fez parte do início dessa segunda novela, ia a todas as consultas, assistia aos ultrasons, não sei bem o que se passava na cabecinha dela, mas ela o tratou com muito carinho e entendeu que aquele era o momento dele “brilhar”, até porque ela sabia que uma vez protagonista sempre protagonista, ela nunca deixou de brilhar nas nossas vidas, havia apenas chegado em nosso mundo alguém mais indefeso que ela e cabia a ela também ser “protetora” desse alguém, papel que ela cumpre com gosto.

Hoje estamos passando pela terceira etapa da novela, estamos vivendo o nosso terceiro “centro do mundo” com a Maria Flor e cada dia é único, especial, cada novidade, cada coisinha bonitinha que ela faz, cada noite mal dormida. As coisas são iguais mas ao mesmo tempo muito diferentes, mas tem algo que é idêntico, a compreensão da Sophia a respeito da chegada de um bebê. Ela sabe entender que a Maria Flor nesse momento é o ser que mais precisa de atenção e ela sabe também suprir o José Miguel enquanto estamos envolvidos em um banho ou qualquer outra coisa. Ela sabe entender que nem todos os dias poderei fazer as “maria chuquinha” (maria chiquinhas) que ela tanto gosta para ela ir à escola, nem todos os dias poderei ler uma história na hora dela ir pra cama, que ela vez ou outra vai ter que esperar alguns minutinhos a mais para que eu possa fazer a vitamina ou esquentar um leitinho e as atitudes dela são admiráveis, ela me ensina muito. Já ouvi ela mesma dizendo para o José Miguel que “tem que esperar, daqui a pouco a mamãe faz” e isso por um lado me doeu mas por outro me deixou orgulhosa, ela tem crescido e ela sabe dividir qualquer coisa, sabe dividir um doce, um copo de água, um brinquedo e até a “mamãe dela” com os seus outros irmãos, e o melhor não é isso, o melhor é que ela sabe ensinar isso ao José Miguel.

Já ouvi algumas mães dizendo, com lágrimas nos olhos que se sentem culpadas quando não podem atender a um dos filhos por causa de um outro, ou por causa do bebê, que sentiram muito em ter que deixar um filho com outra pessoa enquanto iam para a maternidade, que sentiam muita culpa por não poder atender, em algum momento a um dos filhos e fiquei com muito pesar por essas mães, não pela falta de tempo ou de disponibilidade em atendê-los, mas por elas se sentirem culpadas quanto à isso. Não deve existir culpa nisso, devemos ser intensas na criação e na educação dos nossos filhos e ensiná-los que nem sempre se é o centro do mundo e isso faz parte da vida. Carrego muitas culpas, mas essa não faz parte delas, vejo que a Sophia e o José Miguel são crianças especiais e tenho certeza de que o fato de terem um ao outro e uma irmã mais nova colabora para isso. Eles possuem seus pontos negativos, às vezes se mostram egoístas quanto uma ou outra coisa, mas sabem ouvir e aprender e sabem ir contra essa essência egoísta que todos nós carregamos.

Se você faz questão de vivenciar cada momento importante da vida do seu filho, não se sinta mal em dizer um “agora não posso” quando realmente não puder fazer algo para ele, se ele é importante na sua vida ele sabe disso e uma vez ou outra que tiver que te dividir com alguém não vai fazer com que ele se sinta menos amado ou menos importante pra você. Saiba que isso vai ensiná-lo, que isso vai torná-lo mais forte e confiante, ele vai entender que até para o amor existe o tempo de ser acolhido e o tempo de acolher.

Rotina faz bem e toda criança gosta!

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A pergunta que nos fazem com mais frequência é: Como vocês conseguem ter três filhos pequenos e estar tão bem? A resposta é simples: ROTINA

Desde que a Sophia nasceu criamos uma rotina para nossas vidas, a medida que ela ia se desenvolvendo a rotina ia sendo adaptada e ela sendo “educada” à essa rotina. Sempre, desde bebê ela tomava banhos que “sinalizavam” que era hora de ir acalmando e pegar no soninho, depois disso vinha a mamada e bercinho, com dois meses ela já não mamava mais durante a madrugada, por si só, em nenhum momento recusei o peito, ela apenas dormia a madrugada toda. Assim que introduzimos suquinhos e comidinhas a rotina foi sendo alterada, ela tinha hora pra acordar, tentava mantê-la acordadinha até a hora do suquinho, que era no meio da manhã, aí rolava uma sonequinha, depois vinha a papinha de sal, um banho e a sonequinha de novo. Ao acordar tinha a papinha de fruta, depois a jantinha e por volta das nove da noite rolava mais um banho e as últimas mamadas até ela pegar no soninho.

Com o José Miguel foi a mesma coisa, a mesma rotina, a única diferença é que ele mamou durante a madrugada até o quarto mês, mas eu amamentava e o colocava de novo no bercinho e ele dormia até pela manhã, sem despertar mais vezes. Mas a rotina era a mesma. Sendo assim conseguimos criar essa rotina, eles hoje vão pra cama por volta das oito e meia da noite, exceto quando saímos para passear ou estão dormindo na casa das avós. Por aqui tem hora pra almoçar, pra tomar lanche, para comer fruta, pra tomar leite, pra tudo. Pode parecer uma chatice mas eles gostam disso, a criança passa a ter percepção sobre o tempo e isso faz parte da educação de uma criança.

Com a Maria Flor estamos tentando entrar nesse mesmo ritmo, é difícil impor rotinas à um bebê, até porque aqui trabalhamos com a livre demanda do aleitamento materno até o sexto mês, mas ela toma dois banhos por dia, um ao meio dia, ou seja, após o “almoço” e o outro por volta das nove da noite, é claro que quando está muito frio dou apenas o banho do dia e a noite só troco a roupinha dela, sem banho mesmo, depois disso deixo ela mamar à vontade até pegar no sono e ela acorda novamente só as seis da manhã.

Aqui tem hora pra assistir desenho, pra tomar banho, pra comer e pra dormir, mas eles têm liberdade total para brincar à qualquer momento, inclusive durante o banho, exceto na hora das sonequinhas. A Sossô e o Zé hoje estudam pela manhã e como acordam muito cedo tiram uma sonequinha pela tarde e durante esse período faço o que tenho para fazer, como limpar banheiros, casa, fazer as minhas unhas, escovar meus cabelos, passar roupa e por aí vai.

A rotina faz bem pra todo mundo, para as crianças, para os bebês, para os papais, para a harmonia de toda a casa. A rotina não precisa representar um quartel general, um dia ou outro as coisas serão diferentes, você deve se permitir fugir da rotina e curtir uma bagunça, mas uma coisa já pude perceber, no dia a dia ela evita o estress e a criança gosta de limites, ele sente segurança quando sabe que ali tem alguém que sabe o que está fazendo, ainda que esse alguém não saiba de nada e esteja apenas aprendendo…rsrsrs…

Puepério, uma lua de mel para mamãe e bebê!

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A mulher, em seu estado normal já vive em uma montanha russa hormonal constante, durante a gravidez, essa montanha russa vira uma loucura e no pós parto as emoções fica ainda mais intensas, os hormônios fazem uma verdadeira “brincadeira” com o corpo feminino. Além de toda essa questão hormonal, a mulher passa a viver em um mundo completamente diferente, ela passa a ter um coração (ou mais) batendo fora do corpo, isso mexe totalmente com suas emoções e não importa o quanto ela tenha se preparado durante a gestação ou quantas vezes já tenha passado por um parto, esse momento sempre será intenso e precisa de cuidados, carinho, atenção, respeito e muito auxílio. O puepério pode ser mais complexo do que parece.

Vamos definir PUEPÉRIO:

“O puerpério é o período que vai desde o nascimento do bebê até seis semanas após o parto, onde a mulher atravessa uma série de transformações de várias naturezas. Seu corpo vai se recuperar do parto ou da cirurgia (caso tenha sido cesárea) e das modificações ocorridas durante a gestação; ela está se adaptando à chegada de um novo membro da família; ela está tentando elaborar o seu parto; ela precisa entrar em entendimento com seu bebê quanto à amamentação; enfim, um mundo de novas sensações e necessidades.

Esse período deve ser respeitado e entendido como muito importante, não só pela nova mãe, como por todos que a cercam.” (Primaluz)

Eu já passei por três partos, nenhum deles natural e cada um deles foi de um jeito, durante os meus períodos pós parto pude contar com a ajuda de pessoas extremamente importantes para mim, meu marido, minha mãe, meu pai e minha sogra, eles ficavam o praticamente o tempo todo ao meu dispor, cada um em seu tempo, o Juliano, por ser meu marido, foi o que mais me auxiliou em todos os momentos.

Como meus três partos foram por meio de cesárea ( ps: se você não vê a cesárea como uma via de parto mas apenas como um procedimento cirúrgico te entendo e respeito, mas por hábito e por ser mais usual tratarei nesse post a cesárea como uma via de parto) necessitei de muito auxílio para tudo, para os banhos principalmente. Apesar de não ter tido nenhum parto natural não tive problemas quanto à amamentação, pelo contrário, amamentei logo após os partos, exceto o José Miguel, meu segundo parto, porque ele nasceu prematuro e de baixo peso, por esse motivo a equipe médica só o liberou quatro horas após o parto.

Digo que o puepério para mim foi como uma lua de mel, tive a oportunidade de ter 24h disponíveis para cuidar de mim e dos meus RN’s. Minha mãe foi quem me auxiliou na amamentação, me ensinou tudo e me instruiu da melhor forma possível com todo seu conhecimento “de causa”. Acredito que ninguém poderia ter me ensinado tão bem quanto ela. Amamentar tem lá suas particularidades e suas dificuldades e toda mulher, de princípio, precisa ter ao seu redor pessoas que conheçam sobre amamentação e que a encorajem quanto à isso, algumas precisam ainda de auxílio para colocar o bebê no seio, principalmente no pós cesárea, outras precisam do auxílio para a ordenha e grande parte do sucesso da amamentação está ligado ao apoio e cuidado que a mulher recebe durante o puepério.

É normal que no pós parto a mulher se emocione constantemente, eu por exemplo, às vezes me emocionava só de olhar para o meu bebê e pensar que eu o tinha carregado e que agora ele estava ali, na minha frente pronto para enfrentar esse “mundão doido”. Outras choram constantemente, passei por isso também, em alguns momentos tinha crises de choro por me sentir culpada, culpa por não conseguir ir até o fim do trabalho de parto no nascimento da Sophia, pelo não desenvolvimento adequado do José Miguel e seu nascimento prematuro, por ter acreditado no diagnóstico errado do médico no caso da Maria Flor, culpas, culpas, culpas e mais culpas e quem me ajudava nesses momentos? O maridão!

E outras mulheres ficam tristes no pós parto, o que pode ser chamado de “blues pueperal” que atinge até 60% das mães e acontece nos primeiros dias que seguem o parto podendo durar até uma ou duas semanas. Os principais sintomas do blues são: mudanças repentinas de humor, perda do apetite e sentimento de solidão e passam com o tempo. Outras mulheres sofrem ainda de depressão pós parto, que atinge 10% das mulheres, os sintomas começam a se apresentar após alguns dias do nascimento e podem durar até meses, são eles: falta de interesse sexual, falta de interesse pelo bebê, não ter prazer nos cuidados básicos com o bebê, perda ou ganho de peso excessivo, sentimento de incompetência, baixa autoestima e isolamento social.

Enfim, o puepério é um momento importante e a mulher deve ter o direito de viver esse momento, ela precisa ser cuidada e aceitar ser cuidada, ter tempo totalmente disponível para ela e para o bebê, para que ambos se conheçam e se conectem, para que se acostumem um com o outro. No puepério a mulher pode, e deve, ficar todo o tempo com o bebê no colo, se assim ela desejar, oferecer o peito o tempo todo, para estimular a amamentação ela pode até mesmo ficar sem blusa com o bebê no seu colo. Esse momento deve ser tranquilo para mãe e filho, as visitas podem e devem esperar e caso aconteçam que sejam silenciosas e breves, sempre respeitando esse momento tão importante.

O pós parto merece cuidados, não é frescura. A mulher precisa descansar, precisa dormir, precisa poder ter liberdade de tirar os peitos pra fora e oferecer para o bebê, precisa poder andar de pijamas pela casa, se assim ela desejar.

Se você está grávida, prestes a ganhar bebê, se você é marido e sua mulher está prestes a ganhar bebê ou está vivendo um pós parto, se você é vovó, titia, amiga íntima, busque informações sobre esse período e saiba como auxiliar no puepério, como tornar a chegada do bebê e a montanha russa hormonal mais tranquila para essa nova mamãe.

Quando nasce uma mãe! por Cris Guerra

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Dizem: quando nasce um bebê, nasce uma mãe também. E um polvo. Um restaurante delivery. Uma máquina de chocolate prontinho. Uma mecânica de carrinhos de controle remoto. Uma médica de bonecas. Uma professora-terapeuta-cozinheira de carreira medíocre. Nasce uma fábrica de cafuné, um chafariz de soro fisiológico, um robô que desperta ao som de choro. E principalmente: nasce a fada do beijo.

Quando nasce um bebê, nasce também o medo da morte – mães não se conformam em deixar o mundo sem encaminhar devidamente um filho.

Não pense você que ao se tornar mãe uma mulher abandona todas as mulheres que já foi um dia. Bobagem. Ganha mais mulheres em si mesma. Com seus desejos aumentam sua audácia, sua garra, seus poderes. Se já era impossível, cuidado: ela vira muitas. Também não me venha imaginar mães como seres delicados e frágeis. Mães são fogo, ninguém segura. Se antes eram incapazes de matar um mosquito, adquirem uma fúria inédita. Montam guarda ao lado de suas crias, capazes de matar tudo o que zumbir perto delas: pernilongos, lagartas, leões, gente.

Mães não têm tempo para o ensaio: estreiam a peça no susto. Aprendem a pilotar o avião em pleno voo. E dão o exemplo, mesmo que nunca tenham sido exemplo. Cobrem seus filhos com o cobertor que lhes falta. E, não raro, depois de fazerem o impossível, acreditam que poderiam ter feito melhor. Nunca estarão prontas para a tarefa gigantesca que é criar um filho – alguém está?

Mente quem diz que mãe sente menos dor – pelo contrário! Ela apenas aprende a deixar sua dor para outra hora. Atira o seu choro no chão para ir acalentar o do filho. Nas horas vagas, dorme. Abastece a casa. Trabalha. Encontra os amigos. Lê – ou adormece com um livro no rosto. E, quando tem tempo pra chorar – cadê? -, passou. A mãe então aproveita que a casa está calma e vai recolher os brinquedos da sala. “Como esse menino cresceu”, ela pensa, a caminho do quarto do filho. Termina o dia exausta, sentada no chão da sala, acompanhada de um sorriso besta.

Já os filhos, ah… Filhos fazem a mãe voltar os olhos para coisas que não importavam antes. O índice de umidade do ar. Os ingredientes do suco de caixinha. O nível de sódio do macarrão sem glúten. Onde fica a Guiné-Bissau. Os rumos da agricultura orgânica. As alternativas contra o aquecimento global. Política. E até sua própria saúde. Mães são mulheres ressuscitadas. Filhos as rejuvenescem, tornando a vida delas mais perigosa – e mais urgente.

Quando nasce um bebê, nasce uma empreiteira. Capaz de cavar a estrada quando não há caminho, só para poder indicar: “É por ali, filho, naquela direção”.

Texto retirado de Indiretas Maternas