Gravidez

Uma reflexão sobre o aborto.

Bem, antes de tudo quero explicar que o objetivo deste post não é dar minha opinião sobre o aborto, mas sim explicar, esclarecer e até relatar tudo o que tenho lido sobre o aborto e o que ele significa de fato.
Com as eleições se aproximando foi possível percerber como esse assunto voltou a tona, pois há uma grande preocupação da Igreja Cristã na legalização dessa prática, que apesar de proibida é comum em qualquer parte do nosso país.

No Brasil é possível encontrar clínicas clandestinas de aborto,medicamentos,que apesar de proibidos entram com muita facilidade no nosso país e ainda uma gama de ervas abortivas, provavelmente se você conversar com alguma pessoa idosa da sua família (vovó, tia avó) ela poderá lhe dizer alguns tipos de chá abortivo. Por isso, não se engane, a maior parte da nossa sociedade vê o aborto como algo comum desde muito tempo.

Quando vi como esse assunto estava incomodando tanto as pessoas com que convivo resolvi buscar alguns estudos sobre o aborto e fiquei chocada com o que li. Na verdade o aborto não é um direito da mulher, seria uma hipocrisia dizer isso, o aborto é a única escolha que algumas mulheres têm. Ou seja, algumas mulheres ao descobrir que estão grávidas percebem também que estão sozinhas, são rejeitadas pelo companheiro, tem medo da rejeição da sociedade, pois acredite, nossa sociedade é ainda muito preconceituosa. Sendo assim, essa mulher não vê outra opção senão o aborto.

Em um dos artigos li a experiência que uma enfermeira teve ao trabalhar em uma dessas clínicas clandestinas. Ela relata que ao chegar na clínica todo e qualquer risco é negado à gestante, ou seja, a verdade não é dita a ela. Os funcionários dessas clínicas são instruídos a dizer que o procedimento não dói e quando ela perguntar se o bebê já está formado lhe é dito que não. Sendo assim, algumas mulheres descobrem algum tempo depois do aborto que o seu bebê já tinha braços, pernas ou até chupavam dedo (isso é medonho).

Os efeitos de risco do procedimento nunca são totalmente revelados as mulheres, sejam eles físicos ou psicológicos. Quanto aos riscos físicos é importante saber que mulheres que fizeram aborto têm duas vezes mais probabilidade de aborto espontâneo e o maior risco é a morte, o aborto pode matar, vai dizer que você não sabia! E quanto aos efeitos psicológicos as mulheres podem sofrer da Síndrome pós-aborto e ainda experimentam o luto incluso, ou seja, como o aborto é algo “escondido” o luto não pode ser revelado, sendo assim algumas mulheres sofrem anos calada, a cada aniversário de morte do bebê, sonham com o bebê que poderia estar vivo, passam a ter pesadelos e até flashbacks da experiência do aborto.

Enfim, a intenção desse post é dizer que o aborto é morte, morte de um bebê, de um sonho que todas temos de ser mãe, MORTE. E devemos saber também que a obrigação de mudar essa situação é nossa, do ser humano, da sociedade, da Igreja Cristã, não precisamos nos preocupar em quem será o futuro presidente do nosso pais, devemos é nos preocupar com as mulheres que precisam de apoio, que precisam de cuidado, que precisam de amparo.
O aborto é MORTE na certa, mas o amparo traz VIDA.

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2 comentários em “Uma reflexão sobre o aborto.

  1. Não é segredo pra ninguém o quanto sou radical quando o assunto é aborto, mesmo antes de ter a graça de gerar três vidinhas, duas delas que fazem com que eu acorde todos os dias querendo ser alguém melhor.
    Creio que nada na vida é por acaso e que não há vítimas, cada um escolhe a vida que quer ter.
    Pra mim os fins jamais justificarão os meios.
    Sei o tamanho da dor que é perder um bebê sem ao menos conhecer seu rostinho, vai muito além do físico.
    Os anos passaram, a Beatriz e o Raul vieram, mas meu anjinho jamais perderá seu lugar no meu coração. Não raro me pego pensando como estaria, como seria…
    Não sou hipócrita pra dizer que meus dois amados filhos vieram em momento oportuno, que foi tudo um mar de rosas. Evitá-los não bastou, mas NUNCA, JAMAIS pensei em roubar seus direitos de nascer.
    Sofri, chorei, me desesperei como uma adolescente que tem o mundo a conquistar e que se vê obrigada a abrir mão de seus planos.
    Achava injusto logo comigo que “tinha feito a minha parte”, mas a verdade é como ouvi de algumas pessoas, “quem não quiser ter filhos, que simplesmente não se relacione”.
    Da Beatriz, estava à beira da separação, descobri a gravidez tardia, estava prestes a pedir as contas para começar no emprego dos meus sonhos, abri mão da faculdade, sofri horrores durante a gestação com cólica de rim, ameaça de aborto e de parto prematuro.
    Quase a perdi, nem os médicos sabiam se nasceria após tantos dias de bolsa rota, mas o milagre se fez, nasceu cheia de feridas na pele, mas bem. Embora eu não tenha podido pegá-la no colo, só vi seu rostinho roxo, mas foi uma das melhores sensações que já tive.
    Depois que ela nasceu, fiquei muito doente, quase morri e quando tinha um ano, me separei.
    Só eu e Deus sabemos tudo o que já fiz e passei para criá-la, sustentá-la e educá-la.
    Sozinha e doente. Um filho não vive apenas de pensão e visitas esporádicas.
    Do Raul então, meu mundo caiu.
    Depois de tantos tratamentos para recuperar a minha saúde e menos de 1% de chance, engravidei estando com dois meses de empresa, fazendo faculdade e após uma reconciliação.
    Outra gravidez descoberta tardia, de alto risco e com alguns agravantes.
    Gestação complicadíssima, com poucas chances de evolução e a possibilidade de ter um filho deficiente físico, mental, visual…
    Chorei todos os dias e noites, me senti abandonada por Deus e por todos, não entendia os motivos pra viver tudo o que estava vivendo, me preparava dia após dia para o pior, mas me apegava a minha única mãezinha, Nossa Senhora e pedia forças para lutar por ele.
    Exatamente como a Bia, o Sr. Raul foi apressado, de bolsa rota, mas nasceu pequenino, com 2100g, frágil, porém perfeito, sem sequelas.
    Não desejo pra ninguém a dor de sair da maternidade sem o filho nos braços.
    Foram 12 dias na UTI Neonatal, os piores da minha vida, como era difícil vê-lo ali, todo roxo, furado, sem poder pegar, beijar, abraçar e amamentar quando queria. Só quem passou por isso sabe o quanto é terrível.
    Até hoje me pego chorando e abraçando-o desesperada quando as lembranças tomam conta. Não me recuperei do trauma e acho que jamais conseguirei.
    Nossa luta para que tenha o peso necessário permanece.
    Eu, que sempre respirei trabalho, o deixei em segundo plano e já nem sei há quanto tempo não cuido da casa com a neurose de sempre.
    Mas viver a minha terceira chance, poder amamentar, beijar, abraçar, acalentar, acompanhar cada evolução compensa tudo o que passei e tudo que renunciei por ele.
    Ser mãe não é fácil, tem dias que dá vontade de sair correndo, ficamos cansadas, estressadas, desesperadas, pois não somos de ferro, mas olhar para esses dois pares de olhinhos e ver o quanto juntos, conseguimos suportar e superar, faz com que eu acredite que Deus existe e que jamais te dá uma missão que não possa cumpri-la…
    E o meu desafio é diferente.
    É um apelo a quem cogita essa possibilidade diante do desespero que uma gravidez não planejada provoca: repense!
    Perde-se, mas também ganha-se muito!
    Uma vida sempre valerá muito mais!
    ‪#‎TODASCONTRAOABORTO‬
    ‪#‎DIGANÃOAOABORTO‬
    ‪#‎NÃOMATEUMACRIANÇAINOCENTE‬
    ‪#‎CADAUMCOLHEOQUEPLANTA‬

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    1. Então, como está no texto sou contra o aborto e meu apelo é esse também, mas também acho que devemos lidar com a realidade, que é sim um caso de saúde pública. Gosto dessa exposição de ideias e acho extremamente importante é válida. E outra coisa importante que algumas pessoas não entendem, ser à favor da descriminalização não significa ser à favor do aborto, ou alguém tem sido punido por causa dos abortos clandestinos em clínicas clandestinas? Pelo que me consta as únicas punidas são as pobres mesmo, de classe baixa, que não tem condições de pagar as melhores clínicas para realizar o procedimento. Acredito que com a descriminalização o número de mortes de mulheres iria diminuir e se houvesse ainda um acompanhamento antes que ela tomasse a decisão para o ato talvez até o número de abortos diminuiria também, mas bem, é apenas a minha opinião baseada em alguns dados fornecidos por países que descriminalizaram o aborto.
      Muito obrigada pelo comentário!
      Beijos e abraços!

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