Amor Puro

Maternidade ativa!

“As interações mãe-filho são cruciais para o crescimento somático e o desenvolvimento na conduta na maioria das espécies mamíferas. A interrupção precoce da interação comportamental entre mãe-filho (primeira infância), em várias espécies de mamíferos, subtrai uma profunda resposta psicológica comportamental nos descendentes (…) A separação, quando repetida ou prolongada, tem conseqüências mais severas e podem resultar em marcado atraso do crescimento e desenvolvimento comportamental, aumentando a susceptibilidade às doenças. Uma extensa literatura clínica sugere que o impacto da separação dos recém-natos e das crianças de suas mães pode ser igualmente perigoso. A deficiência no crescimento e desenvolvimento infantil é característica dos seres humanos, quando os recém-natos prematuros e crianças (fase de amamentação ou até dois anos de idade) são privados da estimulação materna, surgem as “deficiências não orgânicas de desenvolvimento”. “
Trecho do artigo científico “Estimulação na infância e o desenvolvimento cerebral“, parte da pesquisa “Psychopatology and the Brain”, de Cyntia M. Khun e Saul M. Schanberg.

Nunca estudei, sequer pesquisei, mas sempre tive a impressão de que lugar de filho é ao lado da mãe. Instintivamente, sempre mantive firme em mim essa convicção. Mas, claro, só pude provar o gosto dessa descoberta depois que me tornei mãe e coloquei duas crianças nesse mundo.

O vínculo que existe entre mãe e filho, na minha opinião, é o mais forte de todos. A simbiose que há entre esses dois seres não é encontrada em nenhuma outra relação. Por isso que reluto tanto e com tanta propriedade, que não há motivos que façam uma mãe se separar de um filho por livre e espontânea vontade e que não hajam danos para ambos. Tenho em mim que a conexão entre eles, quando separados, transforme-se em sequelas emocionais para a vida toda… e muitas, de difícil cura.

Mas, porque doi tanto? Por que existe quase um idílio mãe-filho, tanto que a criança, até certa idade, por volta de 1 ano, não se reconhece como indivíduo, mas sim uma extensão da mãe. Esse momento precede à socialização. É nesse momento que a formação psicológica da criança está acontecendo e a mãe, nesta fase, tem uma sensibilidade muito aguçada, o que lhe dá melhores condições para cuidar do filho, atendendo suas necessidades.

Em reportagem sobre o afeto, veiculada no Globo Repórter, de 5/11/2010, pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) estão chegando à conclusão que o afeto na infância pode propiciar uma vida adulta mais saudável e emocionalmente equilibrada.

A reportagem diz:

“O que as pesquisas dentro do ambiente doméstico estão revelando, há tempos, já vem sendo comprovado em laboratórios. O ratinho que sempre conviveu com a mãe, quando afastado do ninho, mesmo com olhos fechados consegue encontrá-lo. O que foi separado da mãe fica completamente desorientado, sem saber para onde ir.

“Uma redução dos comportamentos afetivos, no início da vida, desencadeará na idade adulta uma redução da capacidade de formar vínculos”, destaca o neurocientista Aldo Lucion, da UFRGS.

As imagens mostram que os ratinhos privados do amor materno tiveram uma redução de até 50% nos neurônios, justamente na área do cérebro que é responsável pelas relações afetivas.”

Por essas razões e, sobretudo, pela tristeza de ficar longe dessas criaturas que dão tanto sentido à minha vida, é que eu defendo e prego a mamiferização das relações mãe-filho. Porque raios, nesses tempos modernos, forçam-nos a deixar de lado os nossos instintos de fêmea, progenitora, parideira? Nós, mulheres, que não à toa nascemos com útero, ovários e mamas, deixemo-nos levar pela incalculável beleza de ser mãe. Gerar, parir naturalmente – sem a interferência desnecessária dos homens -, alimentar nossa própria cria, lambê-los, porque não, como fazem os animais com seus filhotes, aconchegar embaixo de nossas asas, amar. Porque não nos deixar agir como fêmeas que somos? Façamos o delicioso exercício da maternidade. Mas, essa maternidade ativa, distante do senso comum, surda aos apelos profissionais e dos desejos efêmeros. Porque isso, minha gente, é coisa mais linda da vida. Ou não. Isso é a própria vida!

Postado por Glauciana Nunes em http://www.coisademae.com/2010/11/lugar-de-crianca-e-ao-lado-da-mae/ modificado por Vanessa Figueiredo.

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Um comentário em “Maternidade ativa!

  1. oi nêssa! to sumida neam??hehehe mas é falta de tempo mesmo 🙂
    olha….eu até chorei lendo esse post…que coisa mais linda do mundo!
    adorei a reportagem, eu não tinha visto.
    E mais uma vez eu concordo com vc e com mtas mulheres que defedem essa “tese” de ficar do lado dos filhos SEMPRE!
    “O ratinho que sempre conviveu com a mãe, quando afastado do ninho, mesmo com olhos fechados consegue encontrá-lo. O que foi separado da mãe fica completamente desorientado, sem saber para onde ir.” —–>isso é mto triste…e pode acreditar que isso acontece não só com ratinhos ,mas…com mtas crianças.
    Fico mto feliz com vc ! Vc “joga no meu time” rs…
    Parabéns pelo blog que está cada dia mais interessante viu??
    E continue assim que vc só terá a ganhar 😉
    beijos mil! ah! e um apertão bem carinhoso na buchecha de Sophia!
    🙂

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