Tudo muda

Adquiri com a maternidade…


O sonho de ser mãe sempre fez parte de mim, não me lembro de uma fase da minha vida em que eu não quisesse ser mãe, olhava para maternidade e percebia que aquilo eternizava uma mulher, como assim? Não seu explicar muito bem o que se passava pela minha cabeça, mas entendia que quando uma mulher gerava um ser e dava a luz a esse ser é como se algo ali dissesse que a vida continuaria  além dela, ainda que ela viesse a morrer existia alguém que poderia dar continuidade à algo começado por ela. Entende?

Então, ser mãe é receber uma dádiva, acha clichê? Eu não acho, é como ganhar um presente, primeiro vem a gravidez, a notícia, as dúvidas, os movimentos do feto, o coraçãozinho que bate tão rápido e te faz chorar cada vez que você ouve, as expectativas, todos os preparativos, e aí ele nasce. Quando ele nasce é como se entregassem um presente nas nossas mãos, um tesouro por assim dizer. É por isso que ficamos meio “galinhas chocas” após o parto, entendemos que temos que cuidar daquele presente para que nada de mal aconteça a ele.

É assim, e com o tempo, apesar de ainda bem cuidadosas e superprotetoras vamos aprendendo a lidar melhor com esse presente, começamos a entender que ele precisa de espaço para crescer, para andar e até para cair. Mas mesmo dando espaço ficamos ali, ainda que olhando de longe, prestes a dar colo caso algo saia errado, prontas a sair correndo para dar um “beijinho no dodói para ele sarar logo”, passamos a não ver limites para o amor e doação.

Amamos mais do que alguém possa escrever ou tentar explicar, passamos noites sem dormir e ainda temos pique para brincar na manhã seguinte, aprendemos a lidar com crises de vômitos e diarréias como se fossêmos especialistas no caso, adiamos e às vezes até cancelamos qualquer compromisso para ficar com eles caso necessário, deixamos para depois aquele prato de comida ou banho tão desejado se eles choram demonstrando que precisam de colo, e isso nunca é visto para nós como um peso.

Com a maternidade adquiri o dom de amar de verdade, de saber que não existem limites para cuidar de alguém, que não há nada nesse mundo que precise mais de mim no momento do que aquele ser tão pequenino, que colo é todo dia e se preciso for toda hora, que o almoço pode atrasar, que a limpeza da casa pode ficar para depois se o motivo for cuidar desse presente.

Não há nada mais bonito do que ser mãe, e nem mais prazeroso…

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