Maternidade

…faça sua escolha, seja ela qual for!

Fonte Google Images

Assunto em pauta: interromper ou não a carreira profissional após a chegada da maternidade?

Então, percebo que esse é o drama de todas, sim, de todas as mulheres quando descobrem que estão grávidas. Algumas já dizem de cara que vão continuar trabalhando tanto quanto antes mas confessam se sentir culpadas. Outras conseguem reduzir a carga de trabalho pela metade, privilégio de poucas e que deve ser o MÁXIMO, porque podem continuar trabalhando e cuidando da cria, mas não com menor sentimento de culpa. E outras, como eu, simplesmente decidem abandonar tudo sem olhar para trás em prol de um melhor tempo com a cria que vai chegar, e também está recheada de culpa.

Qual é a melhor opção? Aquela que melhor se adaptar à sua realidade e necessidade. Cada uma de nós deseja algo, almejamos coisas diferentes, sonhamos com caminhos completamente distintos, para entender isso tire um tempo e bata um papo com 5 mulheres que conhece, você vai perceber que cada uma tem uma necessidade, cada uma sente um desejo e não podemos nuuuuunca julgar, olhar torto ou culpar qualquer tipo de escolha que determinada mulher tenha.

Bem, como eu me decidi? Foi assim, tudo aconteceu muito rápido, quando me casei eu já tinha dois anos de formada e trabalhava na mesma empresa desde que saí da faculdade, uma empresa grande. Em pouco mais de um mês de casada descobri que estava grávida e tudo começou a acontecer. Nunca planejei coisas do tipo: “Ah, quando eu for mãe vou deixar tudo pela maternidade!”, na verdade eu nunca tinha parado para pensar sobre a maternidade, apesar de regar em mim diariamente o desejo de ser mãe.

De repente lá estava eu, na sala de parto, aquele bebê chorando e eu sem saber o que viria pela frente. NÃO SABIA MESMO. Acontece que o tempo foi passando, acabaram os quatro meses de licença à maternidade e eu tinha mais um mês, que eram férias atrasadas, eu tinha um mês para ver o que faria da minha vida, das nossas vidas. Fui falar com o maridão, ele disse apenas: “Essa decisão precisa ser sua, somente sua!”, ou seja, se algo desse errado não poderia culpar ninguém. Me aconselharam pegar um atestado para prolongar a tomada de decisão, mas não sou dessas, ou saio ou fico, não tem meio termo.

Foi um mês meio tenso, para mim, é claro, não quis transferir isso para niguém, olhava para a Sophia e imaginava aquele serzinho completamente dependente de mim nos braços de outra pessoa que não fosse eu, então pensava: Será que vale a pena perder algumas fases do desenvolvimento dela? Será que o salário vale o fato de não poder acompanhar as primeiras palavras e os primeiros passos? Para mim não valeria a pena. Não mesmo. Então tomei a decisão: Seria só mãe…e aí veio o ser dona de casa e mãe de dois! Valeu a pena.

Com o tempo entendi que não estava largando nada, não estava desfazendo da minha carreira, estava apenas dando um tempo em algo importante para cuidar de algo mais importante ainda. O mercado de trabalho vai continuar ali, quando eu quiser voltar ele estará a minha espera, o que define um bom emprego é o desempenho de quem vai ocupá-lo. Não tenho mais esses medos de perder espaço no mercado de trabalho por ter interrompido a carreira por um tempo. Daqui um tempo as crianças vão para escola e eu volto às minha atividades normais, mas não sem culpa…kkkkkk…maternidade e culpa, irmãs gêmeas, acredite!!!

Não acredito que exista a decisão correta, até porque já me perguntei várias vezes se tomei a melhor decisão e acabo respondendo para mim mesma: “Sim, para vocês a decisão foi a certa!”, mas conheço mulheres que voltaram a trabalhar e se sentem felizes, mas não com menos culpa que eu, afinal de contas eu poderia estar ajudando financeiramente em casa, não estaria com a vida profissional paralisada, poderia dar um pouquinho mais de conforto aos meus filhos, mas ao mesmo tempo não seria a primeira a ouví-los dizer a primeira palavra, não saberia qual é o suco favorito de cada um deles, não teria o privilégio de vê-los brincando quando acordam.

Se é fácil? Na maternidade nada é fácil, se você opta por trabalhar fora precisa aprender a se virar e cuidar das coisas do trabalho, dos filhos e da casa ou ter uma empregada/babá tempo integral, o que também parece dar trabalho, vai tentar achar alguém de confiança, é complicadíssimo. Se você decide ficar em casa se ocupa o tempo todo em cuidar do bem estar deles, casa limpa o tempo todo, passar roupas e fazer comidinhas. Bem, há aquelas que possuem o privilégio de ter ajudante, faxineira, passadeira e até cozinheira, no meu caso não é bem assim, quando optei por ficar com eles sabia que teria que me virar nos 30 no quesito casa. Não reclamo, pois tenho o melhor marido que poderia ter, colabora com tudo, entende que é trabalho para dois…somos bem companheiros, até nisso.

Amiga, a decisão é sua, ninguém pode tomá-la por você, independente do caminho que tomar você sentirá culpas, prazeres e terá suas dificuldades, não se engane, quando nasce uma mãe nascem 1001 culpas com ela…rsrs…

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2 comentários em “…faça sua escolha, seja ela qual for!

  1. Ameeeeeiiiiii Vanessa,obrigada,tava precisando disso..Vou pensar aqui,mas a escolha ta feita quero ver meu filho crescer,ser a mae estilo “perfeita” mesmo sabendo q não serei perfeita,mas quero fazer de tudo pra chegar bem perto disso..hehehe

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