Tudo muda

Os 30 e a auto-aceitação

beleza-e-paciencia

Quando lembro da minha adolescência me vem a cabeça uma garota cheia de vergonhas, vergonha das pernocas que eram grossas, das madeixas que era volumosas, dos seios que eram fartos e de todo o resto da obra. Não tinha uma gota de auto-estima sequer. Me achaca feia e fora de moda. Sentia que ninguém podia me achar bonita. A parte legal dessa fase é que eu tive duas amigas de verdade e que me fizeram rir muito e acreditar que a vida podia ser boa.

Apesar das vergonhas curti muito a minha adolescência, ri muito, baguncei, me permiti ficar descabelada, conheci músicas boas, matei aula ( não me orgulho dessa parte, mas posso dizer que não me arrependo também, foram momentos bons), beijei na boca, não era muito namoradeira, mas não tinha medo de deixar meu coração bater mais forte, e acho que isso me tornou uma mulher mais decidida, sem medo do amor, sem medo da paixão, sem medo do que o amor pode trazer. Me apaixonei mesmo, várias vezes, e disse me orgulho, pois assim aprendi a ser uma apaixonada sem limites pela vida.

Mas a auto-estima, bem, posso dizer que me escondia dentro de uma calça jeans larga e umas camisetonas do meu pai. Me envergonhava do meu jeito sem jeito com as coisas, um pouco desastrada, muito emotiva. Mas o tempo foi passando, fui conhecendo gente, fui amadurecendo, fui entendendo que existem coisas muito mais importantes do que um “corpitcho” bonito. Entendi que as pessoas mais interessantes não são as mais bonitas, mas sim as mais engraçadas, mais inteligentes, mais simpáticas, mais educadas entre outras caracteristicas que passei a buscar. 

Um dia uma mulher me ensinou um truque, ela me perguntou quais eram as partes do meu corpo das quais eu não tinha vergonha, pensei, pensei e respondi: “Bem, eu gosto da minha barriga (que modestia parte, sempre foi sequinha), do meu pescoço, do meu cabelo e dos meus pés.” e aí ela me deu uma dica valiosissima pra mim, que guardo até hoje: “Sempre que for se olhar no espelho dê destaque à essas partes e nem olhe para as partes que você não gosta tanto!”

Resultado: Positivo! Deu certo! Com o passar do tempo fui me aceitando, e posso dizer que hoje me acho bem bonita, me acho mesmo, me acho interessante, gosto de mim do jeito que sou. E tem mais, quando me lembro daquela fase só chego à uma conclusão: Chorei muitas vezes à toa! Eu era linda, muito linda mesmo.

Esse ano completo 30 anos, tenho dois filhos, já passei por duas gestações e duas amamentações. Confesso que nunca imaginei que estaria tão bem aos 30. Ok! Você deve estar pensando que sou uma convencida, mas não sou não, apenas me aceito do jeito que sou e acho que isso é capaz de deixar qualquer pessoa mais bonita.

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5 comentários em “Os 30 e a auto-aceitação

  1. Acho que todo mundo passa por essa fase né? Eu na adolescência era um bicho, haha. Tipo tinha vergonha de tudo, me escondia e coisas do tipo. Auto estima? Que isso?
    A gente vai melhorando, vai vendo que não existe um ” ideal” e por aí vai.

    Beijos

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  2. você está super certa!
    primeiro nós precisamos nos amar, nos aceitar e nos acharmos as lindas, só assim o próximo vai achar e fará efeito!
    olha só, eu amei fazer 30 anos, adorei me tornar uma balzaquiana e fiz uma festa de arromba em um buffet infantil com todo mundo fantasiado com personagens dos anos 80, foi o máximo!
    aproveite e comemore muito seus 30 anos!
    beijos e vc é linda!
    #amigacomenta

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