Maternidade

Ele está birrento, o que fazer?

Fonte: Google Images
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“Toda criança passa pela fase da birra, não tem jeito. Saiba lidar com a situação constrangedora dentro e fora de casa

Eu quero, eu quero, eu quero! Se a cansativa frase for acompanhada por choro e uma cena dramática em que a criança cai no chão e bate os pés, pode ser classificada como birra, a mais nova doença de acordo com um grupo de psiquiatras. Sim, porque o próximo Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM), um guia para médicos do mundo inteiro, vai incluir a birra infantil na lista como uma doença! Essa notícia causou bastante polêmica entre os médicos. O motivo é simples: a maioria deles concorda que a birra é simplesmente… normal.

Existem dois tipos de birra: um deles é quando a criança aprende que pode dizer “NÃO”. Ela não sabe fazer isso da forma ideal e acaba protagonizando um escândalo. O outro tipo é quando a criança quer alguma coisa a todo custo. O “NÃO” tem de vir de você nos dois casos, e o melhor caminho é tentar conversar e fazer um acordo de paz.

Essa fase, que ocorre geralmente entre 18 meses e 3 anos, pode envergonhar muitos pais. Você já deve ter visto uma criança espernear no chão do supermercado porque quer que a mãe compre aquela balinha. Se você é a mãe em questão, provavelmente ficou roxa de vergonha e não sabia o que fazer.

Nessas horas, o melhor é falar baixinho. “Em um ataque de birra, a mãe ou pai precisa conversar, falar baixo. Assim, a criança pára de gritar para escutar”, sugere a psicanalista Lea Michaan, mãe de Debora, Daniela, Ralph e David.

Lea acredita que uma saída possível é dar a tal balinha, desde que depois você converse seriamente com ela sobre a vergonha que vocês passaram. “Não deixe passar em branco. Converse com seu filho sobre de que outra maneira ele poderia ter agido”, explica a psicanalista. A criança vai perceber que deixou a mãe chateada e vai ver que a bala acabou saindo cara.

Já a psicóloga Daniella Freixo, mãe de Maria Eduarda e Maria Luisa, acredita que não se deve responder diferente só porque se está em público. “Se você não conseguir lidar com a situação, levanta e vai embora”. Para ela, tem de haver coerência e consequência, ou seja, deixar claro que o mau comportamento terá uma resposta. Por exemplo: “Ou você levanta ou vamos embora agora”. E o passeio acaba por ali. Mesmo. Não adianta ameaçar sem cumprir. Você também pode dizer: “Quando se acalmar a gente conversa”. Assim, a criança vai começar a respirar mais fundo pra tentar se acalmar e ser ouvida.

O que você não pode fazer é começar a gritar também. “Do jeito que a mãe se comportar, a criança também vai se comportar”, explica Lea. E, claro, nada de bater. É duro, mas o limite tem de ser dado na palavra. Se você for firme, eles entendem o recado. Alguns pais adotam a estratégia de fingir que nada está acontecendo. “A criança pode até parar de gritar, mas ignorar não leva a nenhum lugar”, acredita Daniella. Para ensinar a se comportar bem, a conversa é indispensável.

A primeira birra vai acontecer, cedo ou tarde. Difícil fugir dela. Mas dá para evitar as próximas. Mostre que você entende seu filho e, se retornar àquele supermercado que foi palco do primeiro escândalo, lembre-se de como foi daquela vez e faça um combinado para que não volte a acontecer. Às vezes a criança pode fazer birra para chamar atenção, porque saca que só assim a mãe senta para conversar com ela. Elogie quando se comporta bem, para que perceba que não precisa ser malcriada para que você se importe.

Ao aprender a lidar com a birra, além de evitar conflito, você ajuda a criança a passar pelas frustrações. Seu filho não pode ter tudo o que quer. Ajude-o a entender isso agora, antes que o chefe precise explicar.”

Esse texto foi copiado da Revista Pais e Filhos, uma ótima revista que tenho acompanhado ultimamente e achei esse texto bem interessante, então resolvi postá-lo aqui para te fazer uma pergunta: Como você lida com uma birra? Sim, eu quero a sua opinião!!!

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4 comentários em “Ele está birrento, o que fazer?

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