Maternidade

E não é que sou a melhor mãe do mundo!?

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Crises com o tema “Eu devo ser a pior mãe do mundo” são frequentes nessa casa, essa mulher que vos escreve carrega dentro de si culpas, muitas culpas por não conseguir ser aquilo que a sociedade julga correto. Coisas como  “Não grite com seus filhos!”, “Seja paciente!”, “Amamente até os dois anos!”, “Meu filho nunca deu uma birra!”, “Meu filho nunca quebrou nada!”, “Meu filho foi desfraldado com apenas 1ano de idade!” e por aí vai.

O caso é que, como a maioria das outras mães me sinto totalmente carregada de culpa, quero que tudo saia como o eu espero que saia, acordo fazendo planos de como o dia será bom e produtivo, quero limpar a casa, cuidar dos filhos, fazer o almoço, dar banho em todos, alimentar a todos, brincar com todos e no final do dia estar tranquila e sossegada por ter conseguido tudo sem sair do sério.

Mas a verdade é que nem sempre dá tempo de tirar os pijamas antes do almoço, no meio do preparo do almoço algum deles faz cocô e o arroz queima enquanto eu troco a fralda, a casa permanece bagunçada mesmo depois de ser limpa, eles brigam por causa de um brinquedo, por causa de outro brinquedo e por causa de outro brinquedo e assim sucessivamente, não entendem o “a mamãe já vai”, resolvem que não vão cochilar à tarde, aí me sinto a pior mãe do mundo, a pior dona de casa do universo e a pior mulher do sistema solar.

Perco a paciência, não sei como agir diante de uma birra, não sei como separar brigas e na maioria das vezes convenço a Sossô a abrir mão do brinquedo que ela queria para o irmão e sei que isso não é o melhor a se fazer, desejo deixá-los na casa da vó por cinco dias, não quero mais trocar fraldas e aí vou para o banheiro. Choro!

Mas olha, mesmo depois disso tudo acontecer, mesmo depois de me verem ser injusta ou perder a paciência eles sabem demonstrar que sou uma boa mãe para eles. Como? Bem, a Sossô dias atrás estava conversando com uma tia e quando a tia perguntou o que ela queria ser quando crescer ela disse apenas: “Quero ser Vanessa!”. Na hora fiquei estática, orgulhosa e emocionada. Você entende o que ela quis dizer? Que ela quer ser igual à mim e isso me levou a acreditar que a imagem que tenho de mim não é a mesma que ela tem. Ela me admira e deseja ser como eu e talvez eu esteja sendo boa no quesito “ser mãe”.

Quando a tia tentou a convencer de que não tinha como ela ser “Vanessa” que mesmo depois de crescer ela continuaria sendo Sophia ela explicou que então continuaria se chamando Sophia mas seria como uma “Vanessa”, ela quer cozinhar como “Vanessa”, ter uma Sophia como a “Vanessa” tem, ser mãe como “Vanessa” e ter um blog como a “Vanessa”, posso com isso? Ela me vê com os olhos dela, que são bem melhores que os meus.

Já o José Miguel tem um jeito peculiar de demonstrar seu amor, ele puxa os brincos, os cabelos, enfia o dedo na minha boca e diz “ama mamã”. Esse último final de semana eles ficaram na casa das duas avós, um dia na casa de uma e o outro na casa da outra. O caso é que a Sophia ama ficar lá, têm primos e brinca muito, o Zé também gosta mas nesse fim de semana ele teve febre, cuidaram direitinho, mas ele continuou febril. Saí da minha cidade para buscá-los e quando cheguei na casa dos meus pais e ele me viu ele deu os bracinhos, deitou no meu colo e dali não quis sair mais. Dei leitinho pra ele, banho e deixei que ele dormisse no meu colo o dia. A febre abaixou, ele melhorou e essa foi a forma dele me dizer: “Eu preciso de você do jeito que você é!” (PS:senti culpa por tê-los deixado na casa da vó…só mais uma pra minha coleção de culpas…rsrs)

Depois de ter dito ao marido que ele melhorou quando cheguei ele disse: “Mas você é uma boa mãe, nem sabe o quanto!”, ou seja, nós nos sentimos culpadas porque os nossos olhos não nos veem como realmente somos, nos culpamos porque nossa auto crítica é, às vezes muito injusta.

Para o mundo, para as pessoas, para nós mesmas podemos não ser uma boa mãe, mas para os nossos filhos sempre seremos “A melhor mãe do mundo!”.

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4 comentários em “E não é que sou a melhor mãe do mundo!?

  1. Você falou tudo o que eu estive pensando hoje sabia. Também tenho minhas crises de culpa. E por milhares de vezes me sinto a pior mãe do mundo. Sei que não sou. Mas quero ser melhor. Como você disse meu senso de auto crítica é alto.Mas como fazer para diminuí-lo? Isso acho que impossível de acontecer.
    Acho que tenho ler mais sobre auto estima, ou sei lá o que. Obrigada por compartilhar hoje sobre o mesmo assunto que martelava na minha cabeça.

    Beijos
    Karin

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