Divirta-se · Maternidade

Por um mundo onde uma menina possa ser apenas criança!

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Primeiro post do ano já com essa cara de reivindicação, pode isso? Claro que pode, desde que a reivindicação seja verdadeira e necessária.

Tenho nessa casa uma menina de 3anos e meio (Sophia), um menino de 1ano e 11meses (José Miguel) e dentro da barriga uma bebê de 24semanas (Maria Flor), acontece que ao ver as brincadeiras, ao observar as atitudes e até mesmo ao analisar minha forma de educar eu me vejo “uma chata” na maioria das vezes. Sim, estou aqui para educar, mas não para adestrar, para ensinar mas não para limitar a imaginação, para maternar e não criar essa diferenciação entre os sexos, afinal de contas, eles são apenas crianças. Eu não quero forçar situações, quero que eles brinquem com o que desejar e da forma que desejar, quero apenas que eles sejam o que tiverem vontade enquanto ainda são crianças. (Que fique claro que esse post não tem nada a ver com opiniões ou palpites extras e muito menos com sexualidade, é apenas uma auto observação ao maternar que tenho vivido.)

Mas vamos ao foco principal do texto.

A Sophia é um menina toda delicada e voltada para o cor de rosa, ela gosta das coisas de princesas, se encanta com as coisas da mamãe, como já disse tem 3aninhos e meio e liberdade para brincar com o que quiser e como quiser. Ela gosta do rosa apenas porque gosta, já chegou a pedir um Max Steel cor de rosa, um skate cor de rosa, uma bola de futebol cor de rosa, ela gosta da cor por si só e até aí tudo bem. O caso é que ontem, ao brincar com os primos, todos meninos, ela decidiu que seria o Super Homem e todos os adultos ao redor começaram a falar pra ela que poderia ser uma Mulher Maravilha, uma Mulher Gato, eu mesma até inventei uma tal de Super Pink ou Super Mulher para convencê-la a não ser o Super Homem, mas nada adiantou, ele quis ser o Super Homem e foi.

Depois desse momento me peguei pensando no assunto e me perguntei porque EU VANESSA queria que ela fosse um exemplo feminino de herói. A imaginação é dela e ela deve ter liberdade de ser o que quiser e isso não tem nada a ver com sexualidade, é apenas a criação dela, é a imaginação dela e deve ser respeitada. Nesse momento eu disse para mim mesma, como que em uma nota mental: Nunca mais limitar a criatividade/imaginação de nenhum dos meus filhos!

Tiveram ainda outros episódios desse maternar que eu permiti que se repetissem algumas vezes e hoje fico meditando sobre qual seria a melhor forma de agir no caso (sim, aceito opiniões para tentar acertar). Sempre que a Sophia está de saia ou vestido me pego a corrigindo enquanto brinca e se diverte para que ela se comporte como devemos nos comportar ao usar saias e vestidos, acontece que ela é apenas uma criança. Então me peguei pensando no quanto deve ser chato ser menina, a gente tem que aprender a sentar, a cruzar as pernas, a nos comportar “como mocinhas” enquanto os meninos podem brincar sem camisa, mas se ela é apenas uma criança o que é que tem ela brincar de levantar o vestido ou não sentar com as pernas cruzadas. Olha, que chato ser menina!!! Já estou pensando na hipótese de não colocar mais saias ou vestidos nela, até porque eu não sou a única a corrigi-la para que se comporte “como uma mocinha”. Quando o dia está quente ela brinca só de calcinha, é claro, mas quando coloca saia ou vestido ela precisa se comportar “como uma mocinha”, incoerente não!?!

Eu acho, na minha humilde ignorância sobre o assunto, que as crianças deveriam ser tratadas apenas como crianças, sem diferenciações como “menina age assim” e “menino age assim”, isso deve ser chato na cabeça deles, durante a infância a experiência é o que nos constrói como indivíduos, é o que nos torna “inteligentes” e conhecedores quando “gente grande” e os adultos possuem papel principal de interromper o conhecimento pela metade, o adulto limita a criatividade e a imaginação da criança.

Hoje, ao maternar eu quero apenas ser mãe, ensinar aos meus filhos o respeito ao outro e a si mesmo, o resto eu vou deixar acontecer, vou permitir que eles criem e vivencie uma infância sem limites, quando o assunto for imaginação. Vou me limitar apenas aos cuidados necessários para mantê-los saudáveis e respeitosos.

Ah, só mais uma observação extra, PAREM, APENAS PAREM com essa coisa de ensinar que cor de rosa é de mulher e que azul é de homem…isso já nem é mais chato, passou a ser irritante!

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