Maternidade

O respeito à maternidade alheia!

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Uma vez li uma coisa e fiquei rindo, mas é uma grande verdade, uma conhecida tinha acabado de ganhar bebê e escreveu: “Aberta a temporada de palpites não solicitados!” e olha, é bem isso mesmo. A gente ganha bebê e os palpites não solicitados começam, uma coisa é quando uma pessoa te conta a experiência que ela teve e como ela fez, outra coisa é ela impor o palpite dela e te confundir a cabeça, até porque todo mundo dá um palpite e eles são sempre diferentes.

Entre os palpites mais comuns estão:

“Ah, esse soluço é de frio!”

“Ah, esse choro é de fome!”

“Ah, ele está amarelinho, É icterícia, TEM que dar banho com chá de picão!”

“Ah, mas é fome, seu leite deve ser fraco!”

“Recém nascido deve dormir mais, esse bebê está acordando com muita frequência, tem que dar mamadeira!”

“Ah, o banho tem que ser em tal horário e não nesse que você está dando!”

“Ah, mas mulher não pode comer arroz no pós parto porque dá barriga” Sério, de onde surgiu essa mesmo…é lenda, é mito, viu!? Mulher no pós parto pode e deve comer arroz, se possível integral.

“Você precisa comer em dobro, pra produzir muito leite!” Ok, a mulher precisa comer bem, entenda: COMER BEM para ter “forças” nos  primeiros meses e o que promove a produção de leite é a disposição de livre demanda e a hidratação constante. Ah, e cerveja preta não ajuda na produção de leite, NÃO SE DEVE ingerir álcool durante a amamentação.

Mas então, tem ainda outros palpites, mas se eu fosse ficar aqui falando deles não ia acabar nunca. O que quero com esse post é apenas incentivar o respeito à maternidade alheia, nós mulheres temos em nós o instinto de como ser mãe, no fundo sabemos o que fazer e o que não fazer, por isso deixe a mulher ser mãe, deixe que ela desenvolva a maternidade dela. Se ela solicitar alguma coisa, e ela vai solicitar, a ensine, a instrua, mas não fique falando, falando e falando, esse falatório à deixa confusa e insegura, sabia!?

Eu tive a oportunidade de construir a maternidade com os meus filhos, é claro que sobraram palpites, mas meu marido e eu sempre nos apegávamos ao que queríamos fazer e isso nos fez muito bem, por mais que as pessoas dissessem o que “tinha” que ser feito e como “devia” ser feito, nós criamos o hábito de tomar as nossas próprias decisões, naquilo que acreditamos ser o certo, e isso deu certo. Naquilo que precisei de ajuda não hesitei nenhum momento em pedir, ligava pra quem tinha experiência com a situação e perguntava qual era a melhor forma de fazer.

Deixe a mãe ser mãe do bebê, da criança. Não a confunda, não a deixe insegura. Deixe que ela faça do jeito dela, que ela eduque do modo dela, deixe que ela ensine da maneira dela. Não dê palpites só porque “reza a lenda” que tem que ser assim, antes de falar qualquer coisa a uma mãe se pergunte se aquilo vai mesmo auxiliá-la ou vai apenas deixá-la mais confusa com a situação. Quando uma mãe estiver corrigindo um filho, por exemplo, deixe que ela corrija do jeito dela, caso você sinta que ela se excedeu à chame para uma conversa, mas longe do filho, e diga o que você pensa, sem julgá-la, sem condená-la, sem tirar dela o direito de maternar.

Quando uma mulher decidir parar de trabalhar para cuidar do filho, dê apoio apenas. Quando ela decidir voltar ao trabalho e deixar o bebê com outra pessoa ou em um hotelzinho, dê apoio apenas. Quando uma mulher decidir ter um filho apenas, dê apoio apenas. Quando ela decidir ter cinco filhos, um seguido do outro, dê apoio apenas. Quando uma mulher decidir amamentar por tempo prolongado, dê apoio apenas. Quando ela não amamentar, independente dos motivos que a levaram à isso, dê apoio apenas. Apenas dê apoio à maternidade dela, respeite a individualidade de cada mãe, respeite o maternar de cada mãe, respeite à maternidade alheia!

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6 comentários em “O respeito à maternidade alheia!

  1. Tenho uma lista sobre isso:
    – Dizer que o bebê precisa desapegar da mãe;
    – Insistir pra mãe sair de perto do bebê, senão ele não presta atenção em mais ninguém;
    – Questionar alimentação, roupa, horários e rotina do bebê;
    – Mexer na roupa do bebê sem pedir permissão pra mãe;
    – Frisar que todos os traços do bebê são APENAS vinculados ao lado paterno, como se a mãe fosse uma simples chocadeira. Querendo ou não, 50% do DNA é dela;
    – Dar atenção, colo, beijos e fazer carinhos apenas no bebê, deixando o filho mais velho de lado, menosprezando seu ciúme, principalmente quando é fruto de relacionamento anterior;
    – Xingar a mãe na frente dos filhos, mesmo que “por brincadeira”, pois incentiva que seja desrespeitada;
    – Desrespeitar uma ordem dada pela mãe ou insistir para que mude de idéia, principalmente na frente dos filhos, pois faz com que perca a autoridade perante eles;
    – Chamar a atenção da criança quando a mãe está presente e acha desnecessário;
    – Palpitar sobre a intimidade da mãe, com comentários do tipo: “agora chega de filhos, está na hora de fechar a fábrica, né?!”;
    – Querer provar que o pediatra é exagerado e que suas escolhas não estão corretas;
    – Dizer que vai levar embora porque a mãe não cuida direito. Por acaso é filhote de cachorro?

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