Maternidade

Um dia chamado Maria Flor!

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Tenho hábito de me lembrar não de datas precisas mas sim do momento marcante em si, por isso posso dizer que não me lembro em qual data fui pedida em casamento mas me lembro, com riqueza de detalhes do dia em que fui pedida em casamento, me lembro do dia em que beijei o Juliano pela primeira vez mas não marquei qual foi a data em que isso aconteceu, me lembro do dia chamado Sophia, me lembro do dia chamado José Miguel, sabe porque isso? Porque assim eu me lembro apenas daquilo que realmente faz diferença pra mim.

O dia chamado Maria Flor foi um dia completamente diferente do planejado, do esperado, mas foi um dos melhores dias da minha vida. Planejei muito, esperei muito e as coisas aconteceram como tinham que acontecer. O dia começou de um jeito e acabou com uma pequena mamando em mim. Fiz questão de não me apegar aos momentos tensos, às notícias ruins, aos diagnósticos que não foram os melhores, me apeguei apenas à ideia de que aquele dia passaria a ter um novo nome, ele passaria a ser o dia chamado Maria Flor.

Desse dia guardei a emoção de ouvir o choro da minha filha pela primeira vez, guardei o cheiro que a cabecinha dela tinha assim que o médico a colocou próxima a mim, guardei os olhos dela me olhando enquanto eu conversava com ela a acalmando e dizendo que já já eu a pegaria no colo, e ela se acalmando ao ouvir a minha voz (isso está registrado em vídeo), guardei o gosto gostoso que se sente ao amamentar um filho, guardei os momentos bons. Tiveram vários momentos estranhos mas faço questão de guardar os momentos que mudaram a minha vida. Ah, guardei também a indignação de um pai irritado com um diagnóstico errado e fiquei ainda mais apaixonada por esse homem, que cuida, que ama, que protege, que apoia e que acompanha tudo. Desse dia guardei os olhos de espanto, encanto e felicidade da Sophia e do José Miguel ao verem a irmã pela primeira vez, o carinho dos dois ao me verem entrar no quarto, o cuidado dos dois com a irmã tão pequena…eu guardei o que o dia teve de melhor para oferecer.

Nesse dia entendi que a humanização é necessária em qualquer ocasião e vi essa humanização nos abraços de acolhimento da GO que fez o parto e nos olhos e no respeito do pediatra que nos acompanhou, e vi total falta de humanização no tal GO que deu um diagnóstico absurdamente errado levando à um parto de emergência, mas do qual não quero guardar nada, além de um: Nunca mais entro no seu consultório! (Obs: Não entrarei em detalhes sobre o que aconteceu, porque esses detalhes não cabem mais ao dia chamado Maria Flor, mas um dia escreverei algo sobre o que levou ao parto de emergência).

O dia chamado Maria Flor está bem registrado, em fotos, em vídeos e principalmente na minha memória, com muito carinho, com muito cheiro gostoso e é assim que ele será lembrando, apenas como “O dia chamado Maria Flor”, a pequena linda que já nasceu brigando, forte, vencendo e trazendo mais um motivo pra esse coração de mãe aqui desejar viver muito. Essa pequena que já nasceu trazendo mais amor à essa família, ensinando aos irmãos como é bom ganhar um irmão, como é bom ter um bebê, como é bom amar!

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4 comentários em “Um dia chamado Maria Flor!

  1. E viva o dia chamado Maria Flor… Essas lembranças são as melhores o resto é resto, curti e vivenciar cada momento como único, sim, pois eles não se repetem.
    Felicidades, muito paz, luz e amor na vida de vcs.
    Bjs
    Silma

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