Maternidade

O que tinham nossas avós que nós não temos?

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Com a chegada da Maria Flor e essa novidade de ser mãe de três tenho estado bem ausente do blog, até porque com três filhos tenho me apegado às prioridades, é como se eu fizesse uma lista diária com os tópicos mais importantes no topo e os menos, porém não “desimportantes” na base. Dou prioridades às mamadas e colo da Maria Flor, às trocas de fraldas, aos cuidados básicos dela e dos meninos e ainda as brincadeiras com a Sophia e com o José Miguel. Depois disso vem o cuidado comigo, porque eu também mereço ser prioridade e aos cuidados com o maridão, que venhamos e convenhamos, tem sido um ótimo pai de três. E por fim, aos cuidados com a casa, mas o resto fica apenas para quando sobra um tempinho mesmo. Porém o fato de não postar não significa que não passe os dias elaborando vários post’s mentalmente mas, infelizmente não tenho tempo para passá-los para o papel, quem dirá postar, neh!?

Um dos assuntos que tenho refletido bastante nesses últimos dias é sobre a atual padronização do número de filhos, os cuidados com a casa e sua conciliação com trabalho fora de casa, o abrir mão de uma carreira, ainda que temporariamente e a capacidade da mulher dentro de um mundo chamado Maternidade. Nossas avós cuidavam de suas casas, criavam e cuidavam dos filhos, que não eram poucos, cuidavam de seus maridos, que na maioria das vezes eram omissos e não as ajudavam com a criação dos filhos, quem dirá com as necessidades básicas ou atividade domésticas. Muitas dessas mulheres também trabalhavam, lavavam roupas para fora, eram professoras, enfermeiras, parteiras, quitandeiras, algumas cuidavam da mãe, da sogra, de uma irmã, de sobrinhos. Elas eram vistas como heroínas? Não! Eram mulheres normais, então pergunto: Porque uma mulher com três filhos hoje é vista como uma super mulher? Uma heroína por outras mulheres? O que as nossas avós tinham que nós não temos, ou o que nós temos que nossas avós não tinham?

Algumas pessoas ao me ver com três filhos e nenhuma babá ficam espantadas, me olham de forma estranha (às vezes me sinto um ET.), me chamam de louca, de “super” e até mesmo de heroína, mas não consigo me ver assim. Há quem me pergunte se temos babá ou empregada, mas não, não temos babá, empregada, faxineira e nem nada, nós somos uma família e temos nos adaptado bem. Como é possível? É tudo uma questão de estar juntos e se dispor em fazer o melhor, vamos nos encaixando nas atividades do dia a dia e tudo vai dando certo. Não faço nada sozinha e se consigo fazer tudo e ainda estar bem é porque tenho ao meu lado um companheiro que também se realizou na paternidade, um homem que faz questão de ser pai, de dar banho, de escovar os dentes, de colocar pra dormir, de trocar fraldas, enfim, é um pai de verdade. (Só pra constar, eu tenho um super e gato marido! Sorry…rsrsrs!)

Se é fácil? Não, mas é muito mais gostoso do que difícil! Se faríamos diferente? Não, é dessa vida que gostamos e nos realizamos nela! Se fechamos a fábrica? Não, não somos fábrica e não trabalhamos com produto, somos seres humanos e não temos medo do que o futuro pode nos dar! Se planejamos outro filho? Não gostamos de trabalhar com datas, números, tabelas ou planejamentos, temos planos, mas não limitamos nossas vidas à eles. NÓS somos assim e, como eu já disse, somos felizes assim, e sim, se tivermos mais filhos amaremos e temos certeza que será tão gostoso quanto tem sido com três.

E voltando ao título, o que as nossas avós tinham que nós não temos? Elas tinham tantos filhos e as famílias eram tão grandes e hoje o número de filhos tornou-se limitado, acredita-se que não é “possível” criar três, quatros, cinco filhos, que “uma mulher deve ter filhos de acordo com o número de mãos que tem, ou seja, dois”, e porquê? Questão financeira? O mundo está violento? Mas sempre foi assim! Acredito que a pergunta que cabe aqui é: “O que nós temos que nossas avós não tinham?”.

Passamos a ter vontade de “crescer na vida”, comprar um apartamento, depois uma casa, depois uma casa maior. Comprar um carro, trocar por um outro carro, e por outro melhor, e por dois carros. Comprar um celular, trocar por um celular melhor, e por outro melhor e por aí vai. Comprar uma bolsa, uma bolsa cara, uma mais cara, uma caríssima, duas bolsa. Comprar, comprar e comprar. Se isso é errado? Não, até certo ponto, o mundo mudou, as pessoas “evoluíram” e as prioridades são outras, mas isso quer dizer que uma mulher não consegue criar mais de dois filhos? Que o fato de ela “abandonar” a carreira vai deixá-la “dependente de homem”? Que ela não pode decidir ir contra a maré?

As nossas avós viviam o dia a dia, elas iam vivendo, não tinham “necessidade” de uma casa melhor, as  vezes precisavam de uma maior, não tinham carros, e sobre os eletrônicos, não preciso falar nada, neh!? Elas cozinhavam pra família e enquanto isso deixavam os filhos brincando ali, ao seu redor, conversavam com as vizinhas enquanto os filhos brincavam com os amiguinhos da rua, e assim elas iam bem, cuidavam, ensinavam, era isso o que elas tinham pra fazer e confesso que sinto uma “invejinha branca”, se é que isso existe, dessas mulheres, que podiam viver assim, sem horários pra cumprir. Não sou contra a evolução, mas eu, EU VANESSA, gosto desse modo de viver.

Sim, eu sei que essas mulheres passaram por grandes dificuldades também, mas, pelo menos as que eu conheci, não falavam sobre ter tido depressão, sobre não dar conta da maternidade, sobre “você não deve ter tantos filhos”. A que eu conheci são mulheres fortes, felizes e conseguem ter paz. Hoje vejo mulheres novas, sem filhos, com carreiras altamente promissoras que não sabem o que é ter paz, e fico triste por elas. Se tem uma coisa que eu posso dizer é que tenho paz em todas as decisões que tomei até hoje, tenho paz com a vida que levo, me canso, sinto sono, às vezes surto, mas tenho paz e é por isso que digo sempre que me realizei na maternidade, porque nunca senti tanta paz quanto sinto agora.

Então, essa mulher que hoje decidiu viver, de certa forma, como suas avós viviam ela é uma heroína? Não, ela só acredita que é possível viver de acordo com os sonhos dela. Ela optou por não comprar uma casa até então (se bem que morre de vontade), um carro zero (o que temos nos serve bem), ter um celular de última geração e sem nenhum arranhão, ela optou por aprender a passar a roupa, fazer as unhas ela mesma, escovar os cabelos ela mesma, aprender a cozinhar, abrir mão de shows dos seus cantores preferidos, de festas, de férias na praia, de roupas caras, e de muitas outras coisas e sem peso nenhum. (mas olha, ela se dá ao luxo de ir à um salão de beleza vez ou outra, heim…rsrsrs)

Nós somos mulheres como eram nossas avós, é possível ter três, cinco, dez filhos se der vontade, é possível ser feliz passando o dia em casa trocando fralda e fazendo “angu” pra um bebê, um casamento sobrevive bem aos filhos, talvez até melhor do que um casamento sem filhos, a questão está nas prioridades, na sua forma de se realizar, nem toda mulher vai se realizar vivendo como suas avós viviam, enquanto outras não vão conseguir se realizar no mercado de trabalho, apenas. Cabe a cada uma escolher o que quer viver, descobrir o que a realiza e aí ir atrás daquilo, sabendo que somos capazes de tudo, que questão financeira não é suficiente para limitar número de filhos e que não ter filhos por ter medo do futuro não vai te dar a paz que você merece.

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Um comentário em “O que tinham nossas avós que nós não temos?

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