Maternidade

O que não nos contam sobre a amamentação!

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É comum encontrar uma mãe amamentando, ou assistir algum filme com uma mãe amamentando e acreditar que foi só o bebê nascer e tudo já se encaixou perfeitamente, bico do peito formado, quantidade de leite ideal, nada de peito “rachado” ou “empedrado”, bebê com pega correta e por aí vai. Mero engano pensar assim. Todas nós, mães, passamos por dificuldades na primeira fase da amamentação, algumas choram mais, têm coragem de falar sobre as dores e os medos, outras são mais duronas, mais “orgulhosas” e não gostam de dar o braço a torcer, aí elas mentem ou apenas escondem a verdade.

O fato é que amamentar DÓI, pelo menos na primeira fase. Nem todas conseguem o sucesso tão esperado e isso dói mais ainda, porque dói no coração, é a dor da frustração. Quando o bebê nasce o ideal é que ele vá direto para o seio da mãe, não que seja regra que ele mame ali de imediato, mas esse primeiro contato é fundamental para os próximos dias. O que vejo de mais grave é que nas maternidades eles “tiram” o bebê de perto da mãe nas primeiras duas horas de vida, isso já é um choque para ambos. Algumas maternidades oferecem “complemento” para o bebê, dizendo que o choro é de fome e que o leite ainda não desceu, que ali só tem o colostro ( primeira substância totalmente importante para o sistema imunológico do bebê) e que o mesmo não é capaz de sustentar o bebê .

O fato é que o colostro é de extrema importância, além de ser a “vacina natural” para o bebê é o primeiro contato entre o bebê e o seio da mamãe e esse contato é importantíssimo, ali é a hora que a mãe pode aprender sobre a forma de se posicionar e treinar o bebê a fazer a pega correta. Eu tive duas consultoras e tanto na minha primeira experiência com amamentação, a minha mãe, que me ensinou muito, com carinho, paciência e segurança do que estava dizendo e fazendo e a outra é uma pessoa que foi muito importante na minha vida, mas que hoje já não está mais tão próxima, a “tia Simone”, digamos que eu sou a “filha emprestada” dela. Elas me tranquilizavam, me ensinaram a ordenhar nos primeiros dias e a deixar a natureza a agir por si só, sim a natureza sabe o que fazer, somos mamíferas e, não só o nosso corpo, mas nossa mente e coração sabem bem o que fazer, o que atrapalha é o externo e se ele em nada acrescenta, evite-o!!! Não usei NENHUMA pomada ou protetor de seios, não acredito que eles possam auxiliar, eu Vanessa, acredito que a natureza sabe fazer bem o seu trabalho. Nos primeiros dias doía muito, cheguei a acreditar que não seria capaz mas fui, e cá estou eu, amamentando a terceirinha!

Meus seios “rachavam”, sangravam, doiam, ficavam cheios demais, vazavam demais. De repente “esvaziavam”, parecia não ter mais nada ali, e o bebê resmungava e eu chorava imaginando que não tinha mais leite, mas que nada, eles apenas pegaram o ritmo das mamadas e só enchiam o suficiente para a demanda, assim amamentei muito, e amamento a Maria Flor.

Não desista, minha amiga! A primeira fase vai passar! Pra facilitar as coisas, caso estejam caóticas, fique sem blusa com o bebê no colo, passe tempo com o bebê no colo, ele não vai ficar manhoso, não é preciso fazer mais nada além de amamentar! Converse com pessoas que te incentivem a amamentar e que te auxiliem nisso, evite ou não absorva comentários do tipo: “Seu leite é fraco”, “Ele chora de fome!”, “É melhor dar outro leite!”, e insista, insista e persista.

Ah, e lembre-se: NÃO EXISTE LEITE FRACO! Caso o bebê não esteja ganhando peso:

  • observe se a pega do bebê está correta, fazendo um “bico de pato”!

  • avalie se a mamada tem sido livre demanda, ou seja, sempre que o bebê resmunga a primeira atitude é oferecer o peito!

  • Procure com urgência banco de leite da sua cidade, com pessoas especializadas para te ensinar tudo sobre essa fase!

O bebê não chora de fome, o bebê chora porque é um estranho em um ambiente estranho, se imagine sendo colocado em uma aldeia indígena, com um dialeto desconhecido e sem poder se comunicar, se movimentar, sendo assim, tudo é estranho ao bebê e a única coisa que o acalma é estar perto da mãe, ouvindo seus batimentos cardíacos e voz, sentindo seu calor.

Não é ” melhor” dar outro leite, existe a opção para casos em que, depois de observadas e analisadas todas as opções não há condições para o aleitamente materno, mas não é a melhor opção. Insista, não desista!

 

Avaliando a pega do seu bebê:

 

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