Maternidade

Sobre “ir até o fim”

Mulher-andando-pela-estrada-com-mala-na-m%C3%A3o.1

Putz, que saudade que eu estava disso aqui, de escrever, de falar, de expor, andei bem sumida, mas tive meus motivos. Ter três filhos já é motivo de sobra, neh!? Mas acontece que estava finalizando uma pós graduação em Nutrição Clinica e tive que entregar um TCC, toda essa coisa que te toma tempo e te deixa louca descabelada desesperada, pois bem, sobrevivi e vim aqui falar com vocês sobre “Ir até o fim”.

Eu sou do tipo de pessoas que vou até o fim, pra mim não tem mais ou menos ou meios termos, quem está comigo sabe bem disso, sou Sim ou Não, Quente ou Frio, Amor ou Desamor, não gosto de nada morno! Pra você entender mais sobre isso vou te contar sobre uma época da minha vida onde abri os olhos e vi que era preciso crescer e tomar minhas decisões e “ir até o fim”, ainda que pra isso fosse preciso parar o que estava fazendo, se isso não era o que me fazia feliz.

Aos 21 anos de idade (ô idade complicada) cursava uma faculdade em uma outra cidade e morava sozinha, não trabalhava e vivia por conta, acontece que um dia me olhei no espelho e não gostei do que vi, não gostei de nada, não gostei do olhar triste, da postura infeliz e nem da falta de sonhos. Já estava ali há um ano e meio e não gostava de nada daquilo, e o mais grave, percebi que até aquele momento nunca tinha tomado uma decisão que fosse minha, completamente minha, só minha, não que alguém me obrigasse a fazer qualquer coisa, mas nunca havia brigado por nada, é como se não soubesse pelo que brigar, é como se não achasse importante brigar, lutar, desafiar, discordar. Bem, nesse dia decidi que iria abandonar esse curso, ia voltar para a casa dos meus pais (oi? você está certa disso?) e fazer apenas o que quisesse. Contar sobre essa decisão para os meus pais não foi muito fácil, eles não entenderam muito bem, tentaram me convencer a “finalizar” o curso, mas não, já tinha tomado a primeira decisão que cabia apenas a mim e não voltaria atrás.

Voltei pra casa deles, não tinha a mínima idéia do que faria dali pra frente, mas uma coisa tinha certeza, não faria nada do que não quisesse e não seria um peso pra eles. Me comprometi a arrumar um emprego, fui atrás de um emprego e comecei a me “analisar” para ver o que seria da minha vida dali pra frente. Consegui um emprego e decidi fazer Nutrição, em uma universidade particular e meu pai e eu dividíamos a mensalidade, tirei carteira de motorista, voltei a conviver com meus amigos, terminei um namoro antigo, comecei um novo namoro, terminei esse namoro e decidi ficar um tempo sozinha. Tudo que eu fazia desde aquele dia, no qual me vi triste, fazia por mim mesma. Digamos que descobri que só precisava fazer o que eu queria, nada mais. Me tornei alguém melhor, pra mim, nem todo mundo aprova esse tipo de atitude, mas como não estou muito preocupada com a aprovação externa posso dizer que hoje me olho no espelho e vejo quem sou, com todos os meus erros e meus acertos, sem esconder nada de ninguém (e acho que isso ás vezes irrita algumas pessoas).

Se me arrependo de ter largado o curso que fazia? Não! Se me arrependo de qualquer outra coisa? Não! As pessoas então me perguntam com frequência: “Como você consegue fazer tudo isso e estar tão bem?” E ouvem a verdade: “Acontece que só faço o que quero!” O que tudo isso tem a ver com “ir até o fim”? Tem tudo a ver! Você não percebeu que só consegui chegar ao fim dessa pós graduação porque decidi largar tudo aquilo que não me realizava? Que só consegui concluir essa etapa porque isso sim me desafiou, me deixou feliz? Que só cheguei até aqui, e cheguei bem, porque optei por tomar as minhas decisões?

Ao ler isso tudo não pense que sou uma pessoas independente, muito pelo contrário, tenho meu marido e nossos filhos e tudo que faço, todas as minhas decisões são baseadas no bem estar deles, acontece que eles sabem bem me aceitar e me apoiar.O Ju (maridão) não questiona muito minhas decisões, ele me apoia, fica ao meu lado, me dá força e se não fosse isso teria sido bem mais dificil chegar até aqui.

Não é fácil tomar suas próprias decisões, não foi fácil olhar nos olhos dos meus pais e dizer que não continuaria aquele curso, não foi fácil assumir responsabilidades, não é fácil dizer “não quero”, ás vezes é muito mais comodo deixar as coisas como estão, mas isso não realiza ninguém. Pra se sentir realizada/o às vezes faz-se necessário dizer “não”, fazer as malas, pedir demissão, desligar o telefone, fechar/abrir a porta, e tudo isso implica em assumir responsabilidades, ser dono do próprio nariz, limpar as próprias sujeiras, mas te trás leveza, te faz sorrir, te dá  satisfação.

Te convido a “ir até o fim”, sem desistir, bem, na verdade te convido apenas a ser você mesmo, e se for preciso desistir pra chegar até o fim que você tenha coragem pra desistir, se é que você me entende!!!

 

Anúncios

Comente...compartilhe suas ideias também!!! E lembre-se: Comentar não dói e faz uma blogueira feliz!!!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s