Maternidade

Somos quem podemos ser!

Sem título

Nós, mães, somos apenas quem podemos ser, nunca poderemos ser além daquilo que somos capazes mas, infelizmente, cobram muito de nós, somos criticados com frequência, recebemos uma montanha de palpites e sugestões, mas raras são as vezes nas quais somos elogiados. Não existe perfeição no “Incrível Mundo da Criação de Filhos”. Damos o nosso melhor, tentamos fazer as melhores escolhas, mas nem sempre elas serão as mais certas, e nem sempre aquilo que é o “perfeito” cabe no bolso ou combina com o estilo de vida. Enfim, o que deu certo pra um nem sempre vai dar certo pra mim. 

Desde a gestação nos enchem com palpites e comentários, na maioria das vezes, desnecessários, desde o tipo de alimentação até à pressão de como será o parto. Se você opta por um parto normal é chamada de louca e masoquista, se você decide marcar uma cesárea será igualmente criticada, se amamenta vão martelar na sua cabeça com perguntas do tipo “até quando você vai amamentar?”, “Você amamenta quando ele quer?” “Você ainda amamenta de madrugada?” e elas serão tão eternas quanto a sua preguiça em relação à essa chuva de comentários. E caso você não amamente, se prepare, as coisas vão ficar mais difíceis.

Enfim, não importa o que você faça, você nunca estará sendo boa o suficiente! Se você decide ficar em casa após o nascimento do filhos, será chamada de “Amélia” e será criticada por ter largado a profissão, se você volta a trabalhar será rotulada como uma mãe relapsa e desapegada, será criticada se colocar na escolinha com seis meses ou com seis anos de idade, se fizer festas cheias de glamour ou se fizer uma festa caseira, se tiver apenas um filho “estará criando um egoísta” e se tiver três será rotulada como parideira e ouvirá piadinhas como “Não tem televisão em casa?”. Não importa se você é rica, pobre, negra, branca, alta, baixa ou qualquer outra coisa que seja, você será criticada, por isso treine bastante a sua cara de alface e seja feliz, minha amiga!

O intuito desse post não é fazer um desabafo, até porque, já no terceiro round da maternidade, estamos bem resolvidos por aqui quanto ao modo no qual criamos nossos filhos, tomamos nossas escolhas e vamos em frente, aprendemos muito e não, nós não somos ignorantes, ouvimos os palpites, não somos desagradáveis ou desrespeitosos com quem critica ou palpita, mas fazemos do nosso jeito. Estamos sempre abertos à aprender, à ouvir, mas não tentamos nos encaixar no estilo de vida de ninguém, temos o nosso e isso tem nos bastado. O motivo desse post é apenas te fazer se sentir melhor ao saber que nenhuma de nós será perfeita, independente do que façamos.

Por aqui foram três cesáreas, não marquei e não optei por nenhum, mas acabei cedendo às três, não recomendo cesárea à nenhuma mulher, mas respeito quem opta por uma. Amamentei os três, cada um por um período, recomendo sempre a amamentação, ajudo algumas mulheres nas primeiras fases da amamentação, mas não critico nenhuma mulher quando ela não quer prosseguir com a amamentação, apenas a estimula a buscar muita informação antes de tomar qualquer decisão. A Sophia foi pra escola aos três anos, o José Miguel aos dois anos, eles estudam em escola pública, nunca tiveram uma festa em buffet mas sempre se divertiram bastante em cada um dos seus aniversários, já amamentei durante a madrugada e agora decidimos fazer o desmame da madrugada, que tem ido bem (um dia escrevo sobre isso), eles comem e bebem de tudo, mas não oferecemos balas ou refrigerantes em casa, apenas em festas ou confraternizações, eles têm hora pra dormir e pegam no sono sozinhos…bem, tem gente que não concorda com algumas coisas, outros não concordam com tudo, mas é a nossa realidade, é o nosso jeito e estamos sendo quem podemos ser.

Cada um deve ter o direito de ser quem é! Não existem regras na criação de filhos, a única regra é que você padecerá no paraíso!

Se você é uma mãe e se sente criticada com frequência ou se sente eternamente em uma “temporada aberta para palpites não necessitados” faça a famosa cara de alface, apenas sorria e concorde, não precisa discutir ou se desgastar, apenas ouça, abane a cabeça e faça do seu jeito, se respeitando, as pessoas carregam razões para dar tanto palpite, e devem ser respeitadas nisso. Se você é uma das pessoas que está sempre palpitando, sempre tem a melhor dica, o portador de métodos infalíveis, escreva um livro ou guarde-os para você até que alguém peça sua ajuda.

 

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