Feminismo

Bra-Burning ou A Queima dos Sutiãs (1968)

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O Dia Internacional da Mulher está se aproximando e acredito que comemorar, infelizmente, não é o caso, ainda hoje vemos o machismo exposto em rede nacional, a luta para conquistar um padrão de beleza imposto por sei lá quem, o papel mulher-objeto, a desigualdade, a falta de respeito e de reconhecimento. Comemorar esse dia, na minha opinião seria dizer: “Obrigada, estamos satisfeitas!” e vou te contar uma coisinha, não estou nada satisfeita!

Mas enfim, vou postar algumas coisas referentes à história feminina e a sua luta por liberdade, direito de igualdade e por um “lugar ao Sol”. Hoje falaremos sobre uma queima de sutiã que, de fato não aconteceu, mas incendiou os anos 60, foi um marco na nossa história, eu mesma não entendia sobre essa fogueira, achava que ela era uma afronta à feminilidade, até já escrevi sobre isso uma vez mas sem o conhecimento do que significava esse ato, mas se tem uma coisa que gosto é de buscar informação e isso é legal porque me leva a mudar de opinião…rsrsrs…não tenho problemas com isso, você tem?

Vem comigo conhecer mais sobre a nossa história!

“O episódio conhecido como Bra-Burning, ou A Queima dos Sutiãs, foi um evento de protesto com cerca de 400 ativistas do WLM (Women’s Liberation Movement) contra a realização do concurso de Miss America em 7 de setembro de 1968, em Atlantic City, no Atlantic City Convention Hall, logo após a Convenção Nacional dos Democratas. Na verdade, a ‘queima’, propriamente dita, nunca aconteceu. Mas a atitude foi incendiária. A escolha da americana mais bonitinha era tida como uma visão arbitrária da beleza e opressiva às mulheres, por causa de sua exploração comercial.

Elas colocaram no chão do espaço, sutiãs, sapatos de salto alto, cílios postiços, sprays de laquê, maquiagens, revistas, espartilhos, cintas e outros “intrumentos de tortura” (v. Duffet, Judith. WLM vs. Miss America. Voice of the Women’s Liberation Moviment. October 1968, pg 4.). Aí alguém sugeriu que tocassem fogo, mas não aconteceu porque não houve permissão do lugar (que não era público) para isso. Também ninguém tirou seu sutiã. Essas lendas urbanas surgiram porque, ao dar ampla cobertura para o evento, a mídia o associou a outros movimentos – como o da liberação sexual e dos jovens que queimaram seus cartões de segurança social em oposição à Guerra do Vietnã – e passou a chamá-lo de “bra-burning”, (queima de sutiãs), encorajados por ativistas como Robim Morgan (ex-estrela-mirim da rádio e TV, ativista, escritora, poeta e editora do “Sisterhood is Powerful e Ms. Magazine). Na sequencia, a manchete do New York Post saiu com o título “BraBurners and Miss America” (Queimadoras de Sutiãs e Miss América), que logo ficou associado às mulheres sem sutiãs.

Desde então, a cultura popular ligou para sempre feministas e “queima de sutiãs” ( v. Germaine Greer, jornalista e escritora australiana, que declarou nos anos 60  “que o sutiã é uma invenção ridícula”, declaração que repercutiu  em muitas mulheres que questionavam o papel do sutiã como objeto anti-sexista da liberação feminina). Depois disso, aconteceram queimas de sutiãs em vários cantos do mundo. Mas o evento que gerou as manifestações e que ficou conhecido como Bras-Burning, foi o citado acima.” (via anos60.wordpress.com )

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