Maternidade

O primeiro vínculo humano!

Foto: Reprodução/Shutterstock
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Perambulado pelo mundo do conhecimento materno encontrei esse trecho de um livro e achei que seria um desserviço não compartilhá-lo com vocês, por isso vem comigo aprender um pouco mais sobre as relações e a importância do vínculo humano!

” […] o primeiro vínculo humano, a experiência de contato que recebemos – ou não – nos braços de nossa própria mãe, será reflexo de praticamente todo o nosso futuro porque aprenderemos a nutrir a outros e a ser nutridos segundo os parâmetros dessa primeira experiência vital.
[…]
Converter-nos em mães é um salto brusco até essa outra maneira de exercer a feminilidade. Quase sem nos darmos conta, sabemos nos alinhar com a Terra, com as oferendas e com as colheitas. Ainda que muitíssimas mulheres urbanas já não reconheçamos as estações do ano, não vivamos em harmonia com nossos ciclos lunares, não cheiremos o pólen das flores nem tenhamos a possibilidade de tocar o orvalho, a natureza vivente de nossos filhos nos recorda que somos a Terra, somos o alimento e somos ciclos vitais. Por isso, podemos viver a experiência de oferecer o alimento como uma tarefa feminina por excelência, tanto o alimento material como o alimento espiritual.
Nutrir emocionalmente a outros e sobretudo nutrir nossos filhos, significaria nos despojarmos de nossas próprias necessidades e desejos. Mas resulta que hoje em dia nós mulheres defendemos nossas próprias necessidades e nossos próprios desejos como se quiséssemos recuperar séculos de submissão e obscurantismo e tomar finalmente nossa revanche. Coisa compreensível e lógica. Entretanto, estamos assistindo a uma realidade coletiva na qual quase ninguém nutre ninguém, e portanto não há muito alimento disponível. Hoje abunda a fome emocional. Nas relações afetivas, estamos medindo o que é que obteremos, mais quase nunca colocamos atenção no que é que ofereceremos.
Inclusive a respeito ao alimento material, para prepará-lo e oferecê-lo também necessitamos disponibilidade emocional, ou seja, ser capaz de nos deter por alguns instantes para olhar, cheirar, escolher, prestar atenção, sentir e saborear. É preciso fazer uso de todos os nossos sentidos, incluindo os mais sutis, para recuperar forças, tempo, imaginação e amor a serviço dos outros.
Nessas épocas de fast food de distância com nosso ser essencial, o tempo vai se convertendo num bem escasso e já não dispomos dele para ocuparmo-nos das necessidades básicas nem dos prazeres do corpo e da alma. Desatendemos a qualidade de nossas relações, nossos afetos e nossos sonhos, tanto como a qualidade do que comemos e do que damos de comer a nossos filhos” (trecho de Laura Gutman do livro La revolución de las madres)

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