Maternidade

Sororidade e acolhimento, isso existe no meio materno?

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Estou nas redes sociais desde de…bem, não me lembro de datas…rsrsrs…mas faz muito tempo. Sou de uma época em que a gente aguardava ansiosamente para usar a internet discada pra usar o mIRC, que era basicamente um software que você instalava no computador, criava um nickname e uma senha e escolhia canal (sala) e pronto, soltava um “Oi, quer tc?” Fiz boas amizades nessa época e algumas permanecem até hoje. 

Depois me lembro de ter tido um fotolog (Flogão, eu acho), e daí veio o Orkut…cara, acho que minha conta do Orkut era de 2004, tudo em inglês ainda e pouquíssimas pessoas tinham, no começo era bem restrito mesmo, cada usuário tinha direito à 5 convites e era aceito apenas gmail. Daí recebi do mesmo amigo que tinha me enviado o convite para o Orkut o convite para o Facebook e fiquei lá, com uma conta meio que “parada”. Ah, não podemos nos esquecer do MSN…era bacana também!

Daí a Sossô chegou e eu ficava o tempo todo com ela, tinha muitas dúvidas e estava sozinha com frequência em casa, daí descobri o Twitter, aquela rede social que muita gente diz por aí que é coisa pra artista e gente famosa, mas foi lá que fiz grandes amizades com mães que estavam passando ou já tinham passado pelas mesmas coisas que eu e que não tinham vergonha de expor o que estavam vivendo. Através dessas amigas virtuai passei a ter contatos com blog’s e em 2010 criei um blog pra mim e desde então não larguei mais, nem o twitter e nem o blog.

Nessa onda toda o Facebook começou a se agitar, azamiga main migraram pra ele e acabei cedendo também. Grupos maternos foram criados no fb e daí descobri um lado do acolhimento materno, ou falta dele, que ainda não conhecia. Nesses grupos as mulheres brigavam e brigam até hoje, e feio. Não respeitam outras mães, criam rótulos, excluem mães que não pensam igual, são ásperas com mulheres que mostram ideias e escolhas diferentes e há, mais ou menos, duas semanas, decidi sair de alguns desses grupos. Sim, também acho que demorou um pouco, mas ainda tinha esperança.

Vou contar um pouquinho do que vi em alguns desses grupos para vocês terem noção de como é o acolhimento neles, mas não vou citar nomes, acho desnecessário. Determinado grupo tratava assuntos como parto humanizado, criação com apego e amamentação, mas ” ai” da mulher que não seguisse seus preceitos ou que soltasse um desabafo sobre não estar conseguindo mais amamentar ou não ter conseguido um parto natural humanizado ou não se sentir bem praticando cama compartilhada. Ela era esculachada, criticada, julgada, jogada pra fora e por aí vai. É sim gente, não vem com essa de “ah, não é bem assim, nós só queremos abrir os olhos da pessoa e explicar para ela que ela poderia fazer ou ter feito melhor para o bebê!”. Phoda-se se ela caiu na onda dos mitos, nesse momento ela só precisa do seu acolhimento, sua sororidade, não tem o que falar? Cala a sua boca! 

Dica: nem sempre uma mulher cai nas mãos de um cesarista por ser fraca ou não empoderada, nem sempre ela deixa de amamentar por frescura ou preguiça, nem sempre ela deixa de praticar a cama compartilhada por frieza, é apenas a realidade dela e precisa ser respeitada. O que vejo é que essa coisa de “profissionais humanizados” está completamente inserido no capitalismo e não tá rolando mais não, a maioria está perdendo o foco. Infelizmente.

Voltando ao assunto dos grupos, DESISTI, de alguns apenas! Hoje estou em poucos grupos, e só interajo quando vejo que as pessoas ali tem algo bacana a dizer. Pensa, tem grupo no facebook de mães que só te aceita se você fizer parte do mesmo círculo social que as integrantes. OI??? Foco pra quê, neah minha gente!? Mãe é mãe, seja pobre, seja rica, tenha parido ou passado por cesárea, tenha amamentado ou dado mamadeira na primeira semana, participe de yogas/danças/passeios maternos ou não. O grupo é virtual honey, às vezes essa mãe não está lá participando dos mesmos eventos que você porque é pobre, porque não tem tempo, mas ela é mãe, quer grupos que dê a ela suporte.

Mesmo tendo a SlingaBaby acabei abandonando até alguns grupos sobre o slingar, fiquei apenas nos que são bacanas, alguns perderam totalmente o foco e tô sem paciência pra coisa sem foco, fora que em um desses fui dar minha opinião sobre o uso de wrapsling’s e a adm me chamou in box pra dizer que eu não podia, porque tinha uma marca de wrap…pode isso, Arnaldo?

Agora quando quero falar sobre minhas crises, lutas, ansiedades, dramas, alegrias, venho ao blog ou corro pro twitter, aqui sinto que posso me desabafar e lá, nem se fala, neah!? Lá eu posso falar o que quero sem ficar recebendo textões…rsrsrsrs…

No mais, te pergunto:

Será que existe mesmo acolhimento e sororidade no meio materno, mesmo que o maternar da outra seja diferente do meu?

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Um comentário em “Sororidade e acolhimento, isso existe no meio materno?

  1. primeira vez no seu blog e já amei…
    já vi varios grupos como os citados infelizmente, mas enfim sigamos…
    ver vc falando do twitter até me deu vontade de utiliza-lo( sim, tenho um pré conceito com ele)
    enfim estou aqui na madrugada e pensando um nome para um blog que vou criar…

    Curtido por 1 pessoa

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