Maternidade

Trinta e duas primaveras completas!

beija-flor-tesoura

Uma vida muito bem vivida até aqui. Pimenta doce, chorona, risonha e azeda. Não gosta de olhar para trás e faz questão de colocar intensidade em cada ação. Se não fosse a intensidade não seria Vanessa, pode acreditar. Chegar ao 32 e falar de mim mesma é fácil fácil. Não me escondo, nem de mim e nem de ninguém. Um clichê, um livro aberto. Pareço de poucos amigos mas quando o assunto é amigos e amores, ah, aí me dou completamente. Aos amores sim, sou uma mulher de quatro amores, não, de cinco amores. Amo meu companheiro, Juliano. Amo meus filhos, Sossô, Zé e Maria. Amo a mim mesma. Me entrego à esses cinco amores. 

Uma balzaquiana, mãe, mulher, amante, amiga. Há quem diga que sou doce. Há quem diga que sou ácida. Há quem diga que sou séria. Há quem diga que sou uma piada. Há quem diga que sou forte. Há quem diga que sou dramática. Eu digo apenas que sou Vanessa, e para uma Vanessa sou aquilo que espero de mim.

Hoje, enquanto fazia um café preto pra acordar essa manhã cinzenta, um beija-flor veio na janela da cozinha, ficou ali, parado por um tempo, me olhando, voou e voltou novamente, parecia que me parabenizava por essa 32º primavera. Sinto que o universo queria me dizer algo. Mas foi e, ainda está sendo, meio difícil decifrar a mensagem, confesso que no dia do meu aniversário fico meio mal humorada, ou mal humorada por completo. É um dos meus péssimos defeitos, e talvez isso não me deixe entender o que o beija-flor queria ali. Talvez ele não quisesse nada e eu esteja tentando encontrar coisa onde não existe. O mais importante é aprender que mal humor em um dia tão legal não vale a pena. Vanessa, aprenda isso!

Sempre foi assim. Tenho um ano inteiro para ficar mal humorada, mas acabo aproveitando o dia do meu aniversário porque, néah!? Sou complicada mesmo. Indecifrável talvez, mas calada nunca. Falo tudo, choro tudo, e pronto. Acabou mal humor.

Então universo, Deus, beija-flor, família, desculpem-me pelo mal humor matinal desse dia, aparentemente, tão especial. E vamos curtir o restante do início dessa nova idade. Que ela seja tão gostosa quanto a anterior, com muitas risadas, conversas, com muito cheiro bom, comida boa, cerveja gelada, amigos divertidos, música boa, chulé de criança, brigadeiro em noite fria, conversa no pé do ouvido, noitadas de amor, e por aí segue. 

Feliz nova idade pra mim, que sou uma balzaquiana realizada!

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