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Método Canguru – Carregar no pano salva!

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Carregar bebê no colo é uma delícia, aconchegar o bebê em um sling, uma pano confortável e tê-lo por perto é mágico, mas você sabia que essa prática salva vidas de recém nascidos prematuros e de baixo peso? E, ainda, diminui a internação hospitalar desses bebês em UTI’s Neonatais? Esse método foi inicialmente idealizado em 1979, na Colômbia, com o objetivo de solucionar a superlotação nas UTI’s, visando também a redução dos custos da assistência perinatal e promoção, por meio do contato precoce pele a pele entre a mãe e o seu bebê, maior vínculo afetivo, maior estabilidade térmica e melhor desenvolvimento. 

O Método preconizava alta hospitalar precoce, e o acompanhamento ambulatorial era um dos pilares fundamentais no seguimento dessas crianças que no domicílio deveriam continuar sendo mantidas aninhadas ao peito da mãe na “posição canguru”. A partir de então, o ato de carregar o recém-nascido pré-termo contra o peito materno ganhou o mundo, recebendo adeptos e opositores, como é natural em todo o processo de aplicação de novas metodologias.

Entre os profissionais, pode-se observar um movimento de contraposição à nova proposta – o tecnicismo desenvolvido para o cuidado do recém-nascido pré-termo, substituindo a “máquina e o especialista” pelo “humano e familiar”. A dificuldade crô- nica de se obter recursos adequados para a saúde pareceu encontrar nessa metodologia forma de ter uma medida salvadora e de baixo custo. No entanto, essa postura não percebia as necessidades essenciais do pré-termo na sua integralidade, na superação das suas dificuldades biológicas, tanto maior o seu grau de imaturidade, colocando essas crianças sob uma prática de risco.

Esse aspecto fez com que, por muito tempo, essa metodologia fosse rotulada como uma alternativa encontrada pelos países pobres para baratear o custeio do cuidado neonatal. Aos opositores do Método, no entanto, faltava o conhecimento de que a aproximação precoce entre a mãe e o seu recém-nascido estaria estimulando e fortalecendo, entre outros fatores, um forte laço psicoafetivo, aspecto esse pouco conhecido e aplicado naquela época na Neonatologia, muito embora já tivesse sido enfatizado nos idos de 1900 por Tarnier e Budin, na Maternidade de Paris.

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Como e quando o método chegou ao Brasil?

Em 1997, o Instituto Materno-Infantil de Pernambuco, hoje Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP), ficou entre os finalistas do concurso de projetos sociais “Gestão Pública e Cidadania”, realizado pela Fundação Ford e Funda- ção Getúlio Vargas, com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com a “Enfermaria Mãe Canguru”.

Essa prática já vinha sendo adotada previamente, desde 1991, pelo Hospital Guilherme Álvaro em Santos/SP nas enfermarias do Alojamento Conjunto. A partir desses marcos, alguns hospitais brasileiros passaram a estabelecer práticas de utilização da posição canguru para a população de “mães e bebês pré-termo” sem critérios técnicos bem definidos.

Em março de 1999 aconteceu o primeiro grande encontro nacional voltado para o Método Canguru, patrocinado pela área social do BNDES. Dessa forma, em junho de 1999, após quase seis meses de análises e observações, a Área Técnica de Saúde da Criança, da então Secretaria de Políticas de Saúde do Ministério da Saúde, estabeleceu um grupo de trabalho composto por representantes da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), das universidades brasileiras (Universidade de Brasília e Universidade Federal do Rio de Janeiro), da Secretaria de Estado da Saúde do Governo do Distrito Federal, da Secretaria de Estado da Saúde do Estado de São Paulo, do IMIP e do BNDES. Com base nas suas observações e avaliações, a Área Técnica de Saúde da Criança elaborou um documento que embasaria a NORMA DE ATENÇÃO HUMANIZADA AO RÉCEM- -NASCIDO DE BAIXO PESO – MÉTODO CANGURU.

Segundo a Norma, a “prática canguru” associa todas as correntes mais modernas da atenção ao recém-nascido, incluindo necessariamente os requisitos da atenção bioló- gica, dos cuidados técnicos especializados, com igual ênfase à atenção psicoafetiva, à mãe, à criança e à família. Especial preocupação também foi destinada aos cuidados com o cuidador, tendo como princípio básico para uma boa atenção perinatal o cuidado com a equipe de saúde. Dessa forma, no dia 8 de dezembro de 1999, em evento realizado no Rio de Janeiro, no auditório do BNDES, a NORMA DE ATENÇÃO HUMANIZADA foi lançada e apresentada pelo então Ministro da Saúde à comunidade científica brasileira.

Em 3 de março de 2000, a Portaria SAS/MS no 72 do Ministério da Saúde foi publicada, a qual inclui na tabela de procedimentos do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS) o procedimento de Atendimento ao Recém-Nascido de Baixo Peso, além de regulamentar o caráter multiprofissional da equipe de saúde responsável por esse atendimento (BRASIL, 2000a). Nesse mesmo ano, em 5 de julho, foi publicada a Portaria SAS/MS no 693 aprovando a Atenção Humanizada ao Recém-Nascido de Baixo Peso – Método Canguru. Atenção Humanizada ao Recém-Nascido de Baixo Peso Método Canguru – Caderno do Tutor 9 Posteriormente, em 12 de julho de 2007, essa portaria foi atualizada com a publicação da Portaria SAS/MS no 1.683 (BRASIL, 2000b, 2007).

Trigemeos

A visão brasileira sobre o método!

A visão brasileira sobre o Método Canguru implica uma mudança de paradigma na atenção perinatal em que as questões pertinentes à atenção humanizada não se dissociam, mas se complementam com os avanços tecnológicos clássicos.

A atuação começa numa fase prévia ao nascimento de um bebê pré-termo e/ou de baixo peso, com a identificação das gestantes com risco desse acontecimento. Nessa situação, a futura mãe e sua família recebem orientações e cuidados específicos. O suporte psicológico é prontamente oferecido.

Com o nascimento do bebê e havendo necessidade de permanência na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) e/ou Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal (UCIN), especial atenção é dada no sentido de estimular a entrada dos pais nesses locais e de estabelecer contato pele a pele com o bebê, de forma gradual e crescente, de maneira segura e agradável para ambos. Trabalha-se o estímulo à lactação e à participação dos pais nos cuidados com o bebê. A posição canguru é proposta sempre que possível e é desejada.

A segunda etapa do Método exige estabilidade clínica da criança, ganho de peso regular, segurança materna, interesse e disponibilidade da mãe em permanecer com a criança o maior tempo desejado e possível. A posição canguru é realizada pelo período que ambos considerarem seguro e agradável.

A terceira etapa se inicia com a alta hospitalar, e exige acompanhamento ambulatorial criterioso do bebê e de sua família. O Método Canguru, desde a primeira fase, é realizado por uma equipe multidisciplinar, capacitada na metodologia de atenção humanizada ao recém-nascido de baixo peso.

Dessa forma, o Método Canguru representa um grande avanço nos cuidados prestados tanto ao recém-nascido, aos seus pais e à sua família, quanto aos profissionais que se ocupam dessa nobre tarefa, pois esses precisam ser cuidados com o mesmo zelo e fervor propostos pelo Método Canguru.

A prática de carregar no pano, estar em contato com a pele do bebê, o bebê ser aconchegado pelo corpo do cuidador que o ama, em nenhum momento é maléfica, muito pelo contrário, ela é cheia de benefícios, principalmente para o novo ser que acaba de chegar e para a mãe e o pai que o recém receberam.

O ato de carregar no pano salva vidas!

Fonte de pesquisa: Método Canguru –  Atenção Humanizada ao Recém Nascido de Baixo Peso – Ministério da Saúde

Conheça sobre o projeto em Uberlândia no Blog da Lô

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