Criação de filhos · Maternidade

Política se discute SIM!

A minha filha, aos seis anos, sabe que somos iguais, que o menino não é mais forte ou mais rápido, ele só á mais incentivado à sê-lo, por causa da construção social- (2)
Política se discute sim! E, se possível, se discute na frente das crianças, principalmente, na frente das nossAs meninAs.
Quando tinha seis anos de idade o Fernando Collor foi impedido de continuar a presidência. Como criança acompanhei algumas coisas pela TV, até queria entender mais sobre o que estava acontecendo, mas como ouvia com frequência que “política não se discute”, não perguntava nada. Pelo menos, não que me lembre.
A Sophia está prestes à completar seis anos de idade, ela me ouve falando sobre política, ouve o pai falando sobre política, acompanha nossos pontos e nossa divergência em determinados assuntos políticos, assiste aos programas de TV que assistimos, e nós percebemos que ela tem amadurecido politicamente, respeitando sua faixa etária, mas tem.
Ela já nos perguntou sobre justiça, corrupção, impeachment, minorias, política, tem muita curiosidade sobre o assunto. Não é imaturo, é formação social, formação política, tão importante quanto a alfabetização e saber que 2 + 2 = 4.
Prestes a completar seis anos de idade minha filha sabe que uma mulher pode ser presidente, se ela quiser. Que cabe a ela decidir e trilhar o caminho que desejar, mas pra isso será preciso lutar contra o sistema machista que domina a nossa sociedade, pois ele vai dar “um empurrão para derrubá-la e pode ser até que arraste a cara dela no chão” cada vez que ela avançar.
Ontem mesmo ela nos disse, ao ouvir sobre esse novo governo de HOMENS, que as mulheres são tão capazes quanto os homens, que somos todos iguais, e, pra exemplificar, nos contou que no começo do ano ela sempre perdia algumas competições para um meninO da sala dela, nas aulas de Educação Física, mas depois de muito treinar, ela está ganhando dele em todas as competições, mas isso o irrita e ele já a empurrou, bateu, arrastou o rotinho dela no chão (SIM, ele fez isso e a deixou com marcas, mas cada vez mais decidida a ganhar dele).
A minha filha, prestes a completar seis anos, sabe que somos iguais, sabe que o menino não é mais forte, mais rápido ou mais competente, ele só é mais incentivado à sê-lo, por causa da construção social, mas aqui em casa nos descontruímos para que nossas filhas e nosso filho se construam livremente. Minha filha sabe que uma mulher pode chegar à presidência e governar um país, mas nem todos aceitarão isso, bem como O colega dela não aceita que elA ganhe dele nas competições e, por isso, a ofende e agride.
No mais, só queria dizer pra vocês que REPRESENTATIVIDADE IMPORTA SIM!
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