Maternidade · Utilidade pública

O que ficou de 2016

Sim, esse ano foi um ano que judiou muito, principalmente do brasileiro consciente, coisas tristes aconteceram, perdemos grandes personalidades, a política se desmoronou, grandes tragédias, acidentes aéreos, Trump foi eleito, a triste história de Alepo, as crianças que são sobreviventes de guerras e estão agora orfãs, a luta dos refugiados, ataques terroristas, a direita e a extrema direita tomando uma forma monstruosa e tantas outras coisas. Esse seria um post cheio de lágrima e sangue se continuasse escrevendo baseado em tudo de ruim que 2016 nos trouxe, mas não será, porque ele será um post pessoal, e então, já fica o aviso, se não gosta das minhas verdades, PÁRE POR AQUI!

Olha, não sei porque mas só consigo pensar em Belchior:

 “Tenho sangrado demais, tenho chorado pra cachorro
Ano passado eu morri mas esse ano eu não morro”

O ano começou de uma forma bem animadinha, o nosso Reveillon foi bem do jeito que gosto, com muita farra e música, mas o mais importante não foi isso, e sim as transformações que me dispus à viver e que tornaram esse 2016 inesquecível pra mim. 

Foi um ano em que aprendi à calar durante as discussões que não valiam à pena mas à berrar bem alto as minhas razões nas discussões que sabia que valiam a pena. Não permiti que me silenciassem mas também não “joguei pérolas aos porcos”. Aprendi à dizer NÃO. Aprendi à não me render ao vitimismo e à questionar as chantagens. Tomei decisões e voltei atrás sem medo e sem vergonha em algumas delas. Fiz uma tatuagem intrigante para a maioria, mas que retratou muito bem o meu bem estar com a minha sexualidade. Ah, por falar em sexo, esse foi um ano em que discuti e questionei muito sobre sexo, e abertamente com muitas pessoas, foi libertador, e para algumas delas parece ter sido desconfortável, mas enfim.

Foi mais um ano em que fui intensa. Dancei muito, ri muito, beijei muito, me diverti muito, cantei muito, subi no palco pra cantar e “tombei” geral, brilhei, e tudo isso ao lado da pessoa que escolhi pra ser meu companheiro de vida. 

Foi um ano de muito aprendizado também, principalmente em relação à maternidade e a vida à dois. Na maternidade tive que aprender à tirar o pé do acelerador um pouco pra assistir desenho com as crianças, bater papo e ouvir sobre o que eles desenhavam ou as histórias que haviam criando, foi bom, porque se tem uma coisa que pra Vanessa é quase impossível é “tirar o pé do acelerador”, hahahahahahaha. 

Na vida à dois aprendi que “O casamento é um exercício de submissão mutua” e que “Consumir-se na paixão pode ser rápido, mas reinventar o mundo a dois é uma tarefa de fôlego” e essas duas lições aprendi na prática ao lado do meu melhor professor, do meu melhor amigo e do meu eterno amante, Juju. Pra amar é preciso disposição e isso nós dois temos de sobra  ❤

Viajei pra São Paulo e pude conhecer ainda mais a realidade humana, ver tudo aquilo de perto me fez desconstruir total, me fez ver o belo no feio, a salvação na perdição, me fez ver poesia no desespero, São Paulo me fez ficar ainda mais apaixonada pela humanidade, estranhem o quanto quiser, mas aquela cidade mudou grande parte do que eu era até então e me libertou de alguns preconceitos que ainda carregava.

Ainda sobre preconceitos, me descobri preconceituosa e chorei por mim, por ver o quanto ainda era medíocre e pequena, lutei contra mim, contra os meus padrões, contra o moralismo que morava aqui dentro, reconheci meus privilégios, me libertei.

Ainda sobre padrões, consegui ir contra quase todos, quebrei grande parte do que eu era, me refiz. Aprendi a importância de quebrar padrões e estou hoje mais livre do que antes. 

2016 foi duro, foi doído, mas foi libertador, foi um professor, me fez chorar por um golpe, me fez rir por ver a esperança nos olhos das crianças, me fez conhecer músicas lindas, me abriu portas que me deixaram assustada, mas entrei, e daí os outros ficaram assustados com a Vanessa que saiu dali, mas desconfio que ficaram também ainda mais apaixonados por ela. 

Esse ano me ensinou que não preciso ter medo de ser eu mesma, porque quem me ama de verdade vai dar um jeito de continuar me amando mesmo que revele o meu pior lado, estranho isso, mas libertador também, porque é o que me faz ter disposição de amar o outro mesmo diante da sua pior face. E me fez descobrir que é possível fazer novas e belas amizades, ah…quem dera pudesse citar cada uma das novas pessoas que 2016 me trouxe e que me ensinaram a amar também o novo, mas nem vou fazer porque pode ser que me esqueça de alguém  😉  …mas acho que eles sabem quem são que são amados por mim!!!

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Não só sobrevivi à esse ano, vivi 2016 da melhor forma possível, e abro os braços para 2017, que venha pro que der e vier, que traga muito aprendizado, muita risada, muitos desafios, muito choro, muita música, muita farra, muita dança na sala com as crianças, muito beijo na boca de bordinha recheada, muita escrita, talvez vídeos, mas que traga também muitos palcos, sim, em 2017 quero subir no palco pra fazer o que sei fazer de melhor, CANTAR!

Vem que vem que vem com tudo 2017, porque eu quero lhe usar!!!

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