Maternidade · SlingaBaby®

Resistindo à ideia de que colo é ruim!

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Apesar de ainda não ser muito comum na paisagem da cidade, o colorido dos carregadores de pano tem ganhado, cada vez mais, o transporte público, as portas das escolas, praças, parques e as ruas. Isso por que vêm se difundindo informações sobre as vantagens do sling para facilitar a vida de cuidadores, principalmente das mães, mas também acerca dos benefícios para o bebê como o alívio para as cólicas e para o refluxo, por favorece a amamentação, fortalecer o vínculo entre mãe e bebê e para o desenvolvimento cognitivo emocional e motor.

O grande porém acerca da prática do slingar ainda se ampara em uma ideia equivocada de que dar colo é criar crianças dependentes, paradigma não sustentado pelo conhecimento científico produzido sobre a infância que mostra que quando o bebê tem suas necessidades atendidas, ao contrário do que se pensa, se sente mais confiante e esse sentimento vai favorecer o desenvolvimento da independência e da autonomia.

Membro da Sociedade Mineira de Pediatria, a pediatra neonatologista Mariana Vasconcelos Barros Poggiali afirma que o colo é uma necessidade física do bebê. “Além de ser importante para o desenvolvimento da criança, só faz bem, mas já na maternidade, as mulheres costumam ouvir que o colo deixaria o bebê mal acostumado. Na verdade, o colo reforça o vínculo e facilita a comunicação entre mãe e filho ou mãe e filha”, observa.

Ainda segundo a especialista, “a contenção do bebê próximo ao corpo da mulher tranquiliza e acalma a criança. O bebê escuta os batimentos cardíacos da mãe e esse contato simula um pouquinho a vida intrauterina”, salienta. A pediatra reforça que alguns bebês precisam de mais colo que outros e, especialmente nesses casos, o sling é uma forma de suprir essa necessidade e liberar os braços da mãe para outras tarefas.

Apesar de no Brasil ainda não existirem estudos sobre os benefícios do sling, fora do país a informação científica produzida já enumera os aspectos positivos para o bebê e sistematiza conhecimento sobre os cuidados e segurança. Intitulada ‘Increased carrying reduces infant crying: a randomized controlled trial’, a pesquisa de autoria de Hunziker e Barr mostra que os bebês que são carregados no sling choram 43% menos que os bebês que não são carregados. Durante a noite, o choro é 54% menor entre os que são carregados e os que não são.

Além dos benefícios cognitivos e emocionais de suprir a necessidade de colo da criança, o sling também atua positivamente no desenvolvimento motor: os movimentos de quem carrega o bebê num sling também estimulam a movimentação da criança que precisa resistir com o próprio corpo ao caminhar do adulto. Assim, o carregador estimula o equilíbrio e melhora o ponto de vista da criança em relação ao mundo já que, no caso dos carrinhos, os bebês enxergam na altura dos joelhos dos adultos.

“Slingar é resistir à ideia de que colo é ruim e que lugar de mãe é em casa” via Portal Uai

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